Bahia Sem Fome reduz em 60% a fome grave no estado e registra menor índice dos últimos três anos, fiz Governo Jerônimo

Ações do Programa Bahia Sem Fome em cozinhas comunitárias, distribuição de alimentos e apoio à agricultura familiar integram a política estadual de combate à insegurança alimentar.

O Programa Bahia Sem Fome, coordenado pelo Governo do Estado da Bahia, apresentou nesta terça-feira (30/12/2025) o balanço das ações executadas ao longo de 2025, indicando a menor taxa de fome grave registrada no estado nos últimos três anos. Os dados apontam para uma redução adicional de 11,6% na insegurança alimentar grave ao longo do ano, resultado de um conjunto de políticas públicas articuladas com os municípios e com o Governo Federal.

Segundo o relatório, R$ 1,8 bilhão foram investidos apenas em 2025 em iniciativas como distribuição de alimentos, cozinhas comunitárias, alimentação escolar e programas de apoio à agricultura familiar. Desde o início da política estadual de enfrentamento à fome, os aportes financeiros já somam R$ 5,2 bilhões, consolidando uma das maiores estratégias de segurança alimentar em execução no país.

De acordo com o coordenador do programa, Tiago Pereira, quando as ações emergenciais foram iniciadas em 2023, a Bahia contabilizava 1,9 milhão de pessoas em situação de insegurança alimentar grave. Com base em levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, esse contingente foi reduzido para cerca de 760 mil pessoas em 2025, representando uma queda acumulada de aproximadamente 60% em dois anos.

Investimentos estruturantes e ações integradas

O balanço oficial destaca que os recursos do programa foram direcionados para diferentes frentes, buscando combinar assistência imediata com medidas estruturantes de médio e longo prazo. Entre os principais eixos estão a ampliação da alimentação escolar, o fortalecimento das cozinhas comunitárias e solidárias, a distribuição de cestas básicas e a expansão do acesso à água em regiões mais vulneráveis.

Segundo Tiago Pereira, a estratégia estadual parte do entendimento de que o combate à fome exige uma abordagem sistêmica.

“Trata-se de um conjunto de ações estratégicas que fortalecem o sistema de segurança alimentar em cada região da Bahia, articulando assistência, produção de alimentos e inclusão produtiva”, afirmou o coordenador durante a apresentação dos dados.

A agricultura familiar ocupa papel central nesse modelo. O programa aposta no estímulo à produção local como forma de garantir abastecimento regular, geração de renda e autonomia das famílias beneficiadas, reduzindo a dependência exclusiva de ações emergenciais.

Cozinhas comunitárias e doações de alimentos

Em 2025, foram implantadas 150 cozinhas comunitárias em 95 municípios baianos, por meio do edital Comida no Prato. Aproximadamente 120 organizações da sociedade civil participaram da execução das ações, que atenderam cerca de 30 mil pessoas até o encerramento do ano.

Além disso, a Campanha de Arrecadação e Doação de Alimentos contabilizou a entrega de 500 toneladas de alimentos e a distribuição de 150 mil cestas básicas. Os municípios contemplados foram selecionados com base em critérios de vulnerabilidade social e em situações emergenciais, como períodos de seca prolongada ou enchentes.

Essas iniciativas reforçaram a capacidade de resposta do Estado em contextos de crise, ao mesmo tempo em que ampliaram a rede de proteção social nos territórios mais afetados pela insegurança alimentar.

Ampliação do Sisan e alcance territorial

Outro avanço registrado em 2025 foi a expansão do Sistema Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). Ao longo do ano, 93 novos municípios aderiram ao sistema, elevando o total para 189 cidades cadastradas, o equivalente a 40% dos municípios baianos.

Com a ampliação do Sisan, as políticas públicas de segurança alimentar passaram a alcançar cerca de 5,6 milhões de pessoas em todo o estado, garantindo maior capilaridade às ações e facilitando o acesso dos municípios a programas, recursos e apoio técnico.

O sistema funciona como uma plataforma de integração entre Estado e prefeituras, permitindo planejamento conjunto, monitoramento de indicadores e execução coordenada das políticas de combate à fome.

Rede de equipamentos públicos e políticas complementares

O Governo da Bahia também destacou a atuação da Rede de Equipamentos Integrados de Combate à Fome, que reúne estruturas e serviços voltados à população em situação de vulnerabilidade. Entre os equipamentos citados estão Mercados Populares, Restaurantes Populares, tecnologias para abastecimento de água, Centros de Referência de Assistência Social, Centros para a População em Situação de Rua, Bancos de Leite Humano, Armazéns da Agricultura Familiar e Centros Públicos de Economia Solidária.

Esses equipamentos operam de forma articulada, ampliando o impacto das ações do Bahia Sem Fome e contribuindo para a consolidação de uma política pública permanente, e não apenas emergencial.

Segundo Tiago Pereira, o foco é garantir que as famílias atendidas avancem da assistência imediata para a autonomia alimentar.

“A dignidade efetiva só se consolida quando as famílias têm condições de prover a própria alimentação. O Estado oferece apoio, mas também cria caminhos para a inclusão produtiva e o exercício pleno da cidadania”, afirmou.


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