O Banco do Nordeste lançou, na terça-feira (09/11/2025), em Feira de Santana, o primeiro Plano de Ação Territorial (PAT) da Inovação, iniciativa integrada ao Programa de Desenvolvimento Territorial (Prodeter). O encontro, realizado no NH Hotel, reuniu representantes do setor produtivo, do poder público e de instituições acadêmicas para formalizar a criação de uma governança regional voltada à inovação tecnológica nos principais municípios do território.
O novo PAT contempla Feira de Santana, Conceição do Jacuípe, Santo Estêvão, Amélia Rodrigues, Santa Bárbara e Ipecaetá, consolidando um arranjo regional que busca fortalecer o ecossistema de inovação, estimular competitividade e ampliar o acesso a tecnologias emergentes. Durante o evento, foi apresentada a composição do Comitê Gestor Territorial (CGT), responsável pela condução estratégica do plano e formado por representantes do Banco do Nordeste, CDL, Prefeitura de Feira de Santana, Centro das Indústrias, UFRB, UEFS, Sebrae, IEL e empresas locais.
Objetivos, ações previstas e instrumentos de fortalecimento da governança territorial
As ações estruturadas pelo PAT da Inovação abrangem um conjunto de iniciativas destinadas a impulsionar um ambiente integrado de conhecimento e tecnologia. Entre as medidas já anunciadas estão:
• Estruturação da governança territorial, criando mecanismos de articulação contínua entre empresas, universidades e poder público;
• Capacitações técnicas em áreas como inteligência artificial, ciência de dados, automação e segurança digital;
• Realização de hackathons, feiras tecnológicas, oficinas e eventos de networking, aproximando empreendedores, pesquisadores e investidores;
Além do eixo formativo, o plano inclui fomento a startups, ampliação do crédito orientado à inovação e criação de instrumentos financeiros específicos para projetos tecnológicos. Outro destaque é a implementação do selo “Empresa Inovadora do Território”, voltado a reconhecer organizações que mantêm investimentos permanentes em inovação e melhoria contínua de processos e produtos.
As iniciativas de comunicação e redes de colaboração também compõem a estratégia, com foco em integrar os diferentes atores e estimular a difusão de soluções tecnológicas em toda a região.
Declarações: Banco do Nordeste destaca transformação cultural e integração regional
Durante o lançamento, o gerente da agência do Banco do Nordeste em Feira de Santana, Jeferson Lacerda, destacou a dimensão transformadora da iniciativa. Para ele, investir em inovação significa criar um ambiente de mudança cultural e de abertura para novas possibilidades. Segundo Lacerda, apoiar a inovação “é ter a coragem de desinstalar convicções para instalar possibilidades”, afirmando que o BNB, ao fomentar o ecossistema regional, impulsiona o desenvolvimento e cultiva futuros ainda não imaginados.
O agente de desenvolvimento Rosalvo Morais, responsável pela condução do PAT da Inovação, enfatizou o objetivo de aproximar academia, setor produtivo e poder público. Ele afirmou que a estratégia busca transformar conhecimento em desenvolvimento real, ressaltando que inovação depende de integração institucional e de práticas contínuas de colaboração territorial.
O estudante Vinícius Lima, participante do evento, reforçou a importância da iniciativa para a formação de novos profissionais ligados ao setor tecnológico. Para ele, a existência de um plano estruturado “direciona o desenvolvimento e gera oportunidades”, contribuindo para fortalecer o ecossistema de inovação em Feira de Santana e na região.
O papel do Banco do Nordeste na reorganização do ecossistema regional de inovação
O lançamento do PAT da Inovação representa um movimento estratégico dentro do Nordeste, pois articula uma rede institucional que historicamente operava de forma fragmentada. O Banco do Nordeste assume um papel de coordenação territorial, algo que, no passado, sempre foi um desafio para regiões intermediárias como Feira de Santana, onde o potencial tecnológico existe, mas carece de coesão organizacional.
A presença de universidades federais, centros empresariais e entidades de apoio cria condições favoráveis para que o plano avance. Contudo, a consolidação desse modelo depende de continuidade institucional, métricas de acompanhamento e capacidade de integrar cadeias produtivas tradicionais às novas tecnologias. A criação do selo territorial é um instrumento simbólico relevante, mas exigirá critérios claros e auditoria permanente para evitar esvaziamento de propósito.
O sucesso do plano, portanto, estará diretamente ligado à capacidade do Comitê Gestor Territorial de manter governança ativa, estimular investimentos privados e transformar a inovação em vetor real de competitividade regional.









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