FIFA aprova aporte financeiro recorde de US$ 727 milhões para a Copa do Mundo de 2026 e amplia investimentos em futebol juvenil e recuperação pós-conflito

O Conselho da FIFA aprovou um aporte recorde de US$ 727 milhões para a Copa do Mundo de 2026, com aumento de 50% nas premiações, criação de festivais Sub-15 globais, estabelecimento de fundo pós-conflito e definições sobre torneios olímpicos e o Mundial Feminino de Clubes, ampliando o escopo financeiro e institucional da entidade.
Reunião do Conselho da FIFA em Doha, no Catar, em dezembro de 2025, antecedendo a final da Copa Intercontinental; dirigentes analisaram premiações da Copa do Mundo de 2026, programas de base e novas iniciativas institucionais.

O Conselho da FIFA aprovou, em reunião realizada em Doha, no Catar, um aporte financeiro recorde de US$ 727 milhões relacionado à Copa do Mundo de 2026, valor que representa um aumento de 50% em relação ao montante distribuído na edição de 2022, no Catar. A decisão ocorre em meio à expectativa gerada pelo sorteio final do torneio, realizado em 5 de dezembro de 2025, em Washington, e consolida a edição de 2026 como a mais abrangente e financeiramente robusta da história da competição.

Do total aprovado, US$ 655 milhões serão distribuídos diretamente como premiação esportiva entre as 48 seleções participantes, refletindo a ampliação do formato do torneio e o crescimento das receitas globais do futebol. Além da premiação por desempenho, cada associação classificada receberá US$ 1,5 milhão adicionais para custos de preparação, garantindo um repasse mínimo de US$ 10,5 milhões a todos os participantes.

Distribuição das premiações da Copa do Mundo de 2026

A maior fatia dos recursos será destinada às seleções de melhor desempenho esportivo, seguindo uma escala progressiva definida pelo Conselho da entidade. O campeão do torneio receberá US$ 50 milhões, enquanto o vice-campeão ficará com US$ 33 milhões. As seleções que terminarem em terceiro e quarto lugares receberão, respectivamente, US$ 29 milhões e US$ 27 milhões.

As equipes classificadas entre o 5º e o 8º lugar terão direito a US$ 19 milhões, enquanto aquelas entre o 9º e o 16º lugar receberão US$ 15 milhões. As seleções eliminadas entre o 17º e o 32º lugar receberão US$ 11 milhões, e as que ocuparem do 33º ao 48º lugar terão direito a US$ 9 milhões.

Segundo o presidente da FIFA, Gianni Infantino, a edição de 2026 marcará um divisor de águas no impacto econômico do torneio. Para ele, o volume de recursos confirma o compromisso institucional de redistribuir as receitas do futebol global, fortalecendo federações nacionais e ampliando investimentos estruturais.

Novos festivais internacionais Sub-15 ampliam política de base

Além das decisões financeiras, o Conselho da FIFA confirmou a criação de festivais internacionais Sub-15, em formato não tradicional de competição, abertos às 211 associações-membro da entidade. A iniciativa integra a estratégia de fortalecimento do futebol de base e começará em 2026, com torneios masculinos, seguidos por competições femininas em 2027.

A partir de 2028, as associações nacionais serão convidadas a participar simultaneamente com equipes masculinas e femininas Sub-15, em competições separadas. O modelo prevê partidas mais curtas, disputadas em campos reduzidos, com times de sete a nove jogadores, adequando o formato às necessidades pedagógicas e físicas da categoria.

De acordo com a FIFA, o objetivo central é ampliar o acesso de jovens atletas ao futebol organizado, padronizar metodologias de formação e reduzir assimetrias estruturais entre federações de diferentes continentes.

Fundo de recuperação pós-conflito reforça papel institucional da FIFA

Outra decisão relevante foi a aprovação da criação de um fundo de recuperação pós-conflito, voltado ao apoio a regiões afetadas por guerras ou instabilidade prolongada. A medida dá seguimento ao anúncio feito por Infantino durante o Encontro de Sharm El-Sheikh para a Paz, em 13 de outubro de 2025, e insere a FIFA em iniciativas de reconstrução institucional por meio do esporte.

O novo instrumento financeiro permitirá contribuições de terceiros e será submetido a mecanismos rigorosos de supervisão, complementando programas já existentes, como o FIFA Forward. A entidade sustenta que o futebol pode atuar como ferramenta de coesão social, reaproximação comunitária e reconstrução simbólica em contextos pós-conflito.

Definição das vagas olímpicas e calendário do Mundial Feminino de Clubes

No campo da governança esportiva internacional, o Conselho da FIFA ratificou a decisão do Comitê Executivo do Comitê Olímpico Internacional sobre a composição dos torneios de futebol dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. O torneio feminino contará com 16 seleções, enquanto o masculino terá 12 equipes, mantendo a tendência de valorização do futebol feminino no ambiente olímpico.

Foram confirmadas as distribuições continentais de vagas para ambas as competições, além da presença garantida do país-sede, os Estados Unidos. O Conselho também definiu que a primeira edição da Copa do Mundo de Clubes Feminina da FIFA será realizada entre 5 e 30 de janeiro de 2028, após amplo processo de consultas com federações, clubes e demais atores do futebol internacional.


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