Fundação Senhor dos Passos amplia ações culturais em 2025 no Casarão Fróes da Motta e consolida papel na preservação da memória de Feira de Santana

O Casarão Fróes da Motta, sede da Fundação Senhor dos Passos, intensificou em 2025 suas atividades culturais e educativas, promovendo cinco edições do projeto Cinema no Casarão, exposições fotográficas, homenagens institucionais e ações de formação voltadas para estudantes de escolas públicas e privadas. As iniciativas reforçaram a função do espaço como referência em memória histórica, cultura regional e educação patrimonial em Feira de Santana.

Programação cultural intensificada ao longo de 2025

Cinema no Casarão se consolida como evento permanente

As páginas 1 e 3 do informativo registram que o projeto Cinema no Casarão tornou-se, em 2025, um dos pilares da atuação cultural da Fundação Senhor dos Passos. A proposta reuniu público diverso em sessões dedicadas a documentários históricos, palestras temáticas e debates conduzidos por especialistas da cidade.

A primeira edição do semestre, realizada em 6 de junho, destacou a trajetória da Santa Casa de Misericórdia de Feira de Santana, contada pelo médico João Batista de Cerqueira, seguida da exibição do documentário produzido em 2009 sobre os 150 anos da instituição. A palestra abordou elementos centrais da formação hospitalar brasileira, reforçando o conceito apresentado pelo palestrante de que a Santa Casa integra a “primeira rede hospitalar do mundo”.

Na mostra de 1º de agosto, o jornalista e memorialista Dimas Oliveira apresentou “Quem foi Olney São Paulo”, abordando múltiplas identidades do cineasta — sertanejo, baiano, feirense e artista nacional — e exibindo os filmes “Um Crime na Rua” (1955) e “Como Nasce uma Cidade” (1973). As sessões ampliaram o diálogo sobre a importância de Olney para a memória audiovisual de Feira de Santana.

Parceria com a Cinemateca Brasileira fortalece a programação

A terceira edição, em 29 de agosto, trouxe dois filmes históricos:

  • “Norte e Nordeste: vistas variadas”, de Alfredo dos Anjos, com imagens de 1926 a 1935,
  • “Os Pioneiros”, de Oscar Santana, de 1968,
    ambos contendo registros do desenvolvimento urbano feirense, como a chegada da água do Paraguassu, a energia de Paulo Afonso e a abertura de novas avenidas. A palestra do fotógrafo José Ângelo Pinto ampliou o caráter educativo do evento.

Em 10 de outubro, a quarta edição apresentou documentários sobre o Clube de Campo Cajueiro, acompanhados de palestra de André Mascarenhas, que narrou desafios, conquistas e o papel social do espaço ao longo de décadas. Já a edição final, em 28 de novembro, exibiu registros da Inauguração do Sistema de Abastecimento de Água (1957), da Inauguração do Centro de Abastecimento (1976) e o filme “Ser Tão”, de José Umberto, que utilizou o painel de Lenio Braga como fio narrativo.

Atividades educativas e ações de preservação da memória

Exposição fotográfica amplia acesso ao passado da cidade

A exposição “Feira de Santana, uma viagem ao passado”, inaugurada em 24 de setembro na Secretaria Municipal de Educação, apresentou fotografias restauradas e ampliadas pelo professor e fotógrafo Ângelo Pinto. O evento incluiu a distribuição de 40 kits de livros sobre a história local para diretores de escolas municipais, reforçando o compromisso da Fundação com a valorização da memória pública.

Visitas guiadas recebem mais de 1.200 estudantes

O relatório de atividades (p. 4) indica que, ao longo de 2025, 36 escolas visitaram o Casarão Fróes da Motta, totalizando 1.274 estudantes. As visitas guiadas apresentaram arquitetura, acervo histórico e contexto social do imóvel, que é o único exemplar residencial preservado no município.

Além das visitas educacionais, o Casarão sediou 92 ensaios fotográficos, recebeu 9 eventos e acolheu 40 visitantes individuais, o que evidencia sua crescente ocupação sociocultural.

Reconhecimento institucional e homenagens

Editorial destaca presença de Paloma Amado

O editorial do informativo (p. 2) traz uma crônica inédita da escritora Paloma Amado, filha de Jorge Amado e Zélia Gattai, que visitou o Casarão durante o Festival Literário de Feira de Santana. A autora descreve sua experiência na cidade e reflete sobre literatura, política e legado cultural, reforçando o valor simbólico da instituição.

Sala principal passa a se chamar Sala Dimas Oliveira

Em 10 de outubro, após sessão do Cinema no Casarão, a Fundação anunciou que a sala principal receberia o nome de Sala Dimas Oliveira, em homenagem ao jornalista, cineasta e memorialista que há décadas atua na preservação audiovisual da cidade. O reconhecimento foi recebido com emoção e aplausos do público.

O papel transformador do Casarão na memória cultural

A programação de 2025 confirma que o Casarão Fróes da Motta assumiu posição estratégica na preservação do patrimônio histórico de Feira de Santana. A combinação de cinema, pesquisa histórica, exposições fotográficas e atividades educativas evidencia uma política cultural orientada pela continuidade, pela valorização das tradições e pela reconstrução da identidade coletiva.

A parceria com a Cinemateca Brasileira e a ampla participação de instituições acadêmicas consolidam o espaço como centro de referência e circulação de conhecimento. O destaque dado à memória de figuras locais, como Olney São Paulo e Dimas Oliveira, contribui para resgatar narrativas regionais frequentemente marginalizadas na historiografia nacional.

Contudo, o avanço do projeto exige ampliação de recursos, novas frentes de digitalização do acervo e integração constante com políticas públicas de cultura e educação. Preservar a memória é tarefa contínua, e o Casarão demonstra que, quando há estratégia e tradição, o passado transforma-se em instrumento poderoso de futuro.

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Documentário revive 100 anos do Casarão Fróes da Mota e resgata a história política e cultural de Feira de Santana; Assista no Jornal Grande Bahia

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