A queda acentuada na aprovação do prefeito Bruno Reis, apontada por levantamento da AtlasIntel, reflete um descontentamento crescente da população com o avanço da verticalização e a redução de áreas verdes em Salvador, avalia nesta segunda-feira (22/12/2025) o deputado estadual Niltinho, líder do PP na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Segundo o parlamentar, o modelo de crescimento urbano adotado pela atual gestão municipal tem provocado impactos ambientais, climáticos e de mobilidade, contribuindo para o desgaste político do prefeito.
De acordo com Niltinho, Salvador vem sendo gradualmente transformada em uma “selva de pedra”, com aumento contínuo do número de edificações e diminuição de espaços verdes, fenômeno que, na avaliação do deputado, intensifica o aquecimento urbano e compromete a qualidade de vida da população. O parlamentar associa esses efeitos diretamente à política de concessão de alvarás para novos empreendimentos em áreas antes destinadas à preservação ambiental.
O deputado também critica a ausência de diálogo estruturado com a sociedade sobre o ordenamento urbano. Para ele, decisões estratégicas relacionadas ao uso do solo têm sido tomadas de forma unilateral, sem a devida escuta de moradores, especialistas e entidades ambientais, o que amplia a insatisfação popular refletida nas pesquisas de opinião.
Verticalização e impactos ambientais
Na avaliação de Niltinho, a política de licenciamento adotada pela Prefeitura de Salvador tem autorizado empreendimentos imobiliários em locais que anteriormente cumpriam função ambiental, como áreas de ventilação natural e de absorção térmica. Segundo ele, essa prática é prejudicial ao meio ambiente e à saúde urbana, ao reduzir a capacidade da cidade de mitigar ilhas de calor e eventos climáticos extremos.
O parlamentar ressalta que a substituição de áreas verdes por grandes edificações compromete não apenas o equilíbrio ambiental, mas também o bem-estar cotidiano dos moradores. “A transformação de áreas verdes em prédios afeta diretamente a qualidade de vida e amplia problemas já conhecidos da capital”, afirmou, ao comentar os dados da pesquisa.
Outro ponto destacado é a relação entre verticalização e sobrecarga da infraestrutura urbana. Niltinho observa que novos empreendimentos, ao concentrar grande número de moradores e atividades, pressionam o sistema viário, contribuindo para o aumento do trânsito e dos congestionamentos em diversas regiões da cidade.
Mobilidade urbana e comparação com ações do Estado
No campo da mobilidade urbana, Niltinho faz uma comparação direta entre as políticas da Prefeitura e as ações do Governo do Estado da Bahia. Segundo ele, enquanto a gestão municipal apresenta desempenho insatisfatório na área, o Executivo estadual tem realizado intervenções estruturantes de grande impacto na capital.
O deputado cita como exemplos as avenidas 29 de Março e Via Expressa, além do VLT do Subúrbio e da expansão do metrô, obras que, em sua avaliação, contribuem para reduzir gargalos históricos de deslocamento em Salvador. Para Niltinho, esses investimentos ajudam a minimizar os efeitos negativos do adensamento urbano, ao contrário da política municipal, que, segundo ele, não acompanha o crescimento da cidade com soluções adequadas de mobilidade.
Essa diferença de abordagem, afirma o parlamentar, é percebida pela população e influencia diretamente a avaliação da gestão municipal, especialmente em um contexto de crescimento urbano acelerado e desafios ambientais cada vez mais evidentes.
Pesquisa AtlasIntel e percepção popular
A pesquisa AtlasIntel, ao apontar a queda na aprovação do prefeito Bruno Reis, reforça, na avaliação de Niltinho, a leitura de que questões urbanas e ambientais passaram a ocupar papel central na percepção do eleitorado. Para o deputado, temas como planejamento urbano, preservação ambiental e mobilidade deixaram de ser secundários e hoje influenciam diretamente o julgamento da administração municipal.
Segundo ele, a população sente no cotidiano os efeitos do modelo adotado, seja pelo aumento da temperatura, pela perda de áreas de lazer e convivência, seja pelo agravamento do trânsito. Esses fatores, somados, ajudam a explicar o desgaste político evidenciado pelos números da pesquisa.
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