Zona rural de Coração de Maria recebe investimento de R$ 14 milhões em abastecimento de água pela Embasa

A Embasa iniciou as obras do novo sistema de abastecimento de água no povoado de Retiro, em Coração de Maria, com investimento de R$ 14 milhões. O projeto inclui 24 km de adutora, 11 km de rede de distribuição, reservatórios e estação elevatória. Serão implantadas inicialmente 2.400 ligações domiciliares, beneficiando mais de 6 mil moradores. A previsão de conclusão é de 12 meses, com possibilidade de expansão para novas residências.
Equipes da Embasa trabalham na implantação do novo sistema de abastecimento no povoado de Retiro, em Coração de Maria, Bahia — quinta-feira, 04/12/2025. A obra inclui adutora, reservatórios e rede de distribuição.

A Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) iniciou neste mês de dezembro de 2025 obras de implantação do novo sistema de abastecimento de água para o povoado de Retiro, na zona rural de Coração de Maria. O projeto prevê 24 km de adutora, uma estação elevatória de água tratada, reservatórios e 11 km de rede de distribuição, com a expectativa de atender mais de 6 mil moradores.

Com investimento estimado em R$ 14 milhões, a intervenção atende a uma reivindicação antiga da comunidade e tem previsão de conclusão em até 12 meses, segundo informou Gusttavo Moreira, gerente de Expansão e Obras Norte da Embasa. Inicialmente, serão implantadas 2.400 ligações domiciliares, mas o sistema foi projetado para permitir expansões futuras e atender mais imóveis com o crescimento urbano da região.

Expansão do abastecimento rural

A ação representa um avanço estrutural para o município, que enfrenta, historicamente, limitações no fornecimento de água em áreas rurais. O povoado de Retiro, somado a localidades vizinhas, depende de fontes alternativas, sujeitas à irregularidade hídrica sazonal. A chegada de um sistema completo de adução e reservas aumenta a segurança hídrica e favorece atividades produtivas agrícolas e pecuárias.

Além do impacto social direto, o projeto fortalece a política estadual de interiorização dos serviços de saneamento, seguindo metas do governo voltadas à universalização do acesso à água tratada. A implantação da adutora e da rede distribuidora permitirá a estabilização da oferta e a redução de riscos sanitários associados ao consumo de água não tratada.

Infraestrutura planejada

O sistema contará com captação, adução, tratamento e distribuição integrada, garantindo estabilidade operacional e capacidade de ampliação, etapa fundamental para absorver o crescimento demográfico e econômico do território. Técnicos da Embasa iniciaram a mobilização das equipes de engenharia, topografia e escavação, com frentes de trabalho voltadas para tubulação e preparo do terreno.

A obra também incluirá reservatórios estratégicos para equalizar a pressão na rede e assegurar fornecimento contínuo. A estação elevatória será responsável pelo bombeamento da água tratada, conectando o sistema às residências beneficiadas. O desenho técnico permite ampliar o alcance para novos loteamentos e unidades rurais, evitando necessidade de grandes retroajustes em médio prazo.

Expectativa da comunidade

Moradores acompanham com expectativa o avanço físico das obras. A estimativa de que o projeto fique pronto em um ano reforça o impacto esperado na qualidade de vida local, incluindo melhorias na rotina doméstica, na produção agrícola e na prestação de serviços públicos, como unidades escolares e postos de saúde.

A zona rural do município, marcada por dinâmica socioeconômica dependente do abastecimento regular, tende a registrar ganhos em produtividade e valorização imobiliária. O investimento também reduz vulnerabilidades em períodos de estiagem, cenário comum no semiárido baiano.

Infraestrutura hídrica como pilar de desenvolvimento

A ampliação do abastecimento de água em áreas rurais é medida estratégica que dialoga com princípios tradicionais de desenvolvimento e planejamento territorial. Investir em adutoras e redes estruturantes significa preservar o direito básico ao acesso hídrico, resgatando dívidas históricas com populações interioranas.

No entanto, para além da obra, é essencial acompanhar a manutenção futura do sistema, custos operacionais e eventuais expansões. Obras de saneamento exigem monitoramento contínuo, atualização tecnológica e integração com políticas ambientais e agrícolas. A universalização do acesso só se sustenta quando governo, empresas e sociedade mantêm cooperação e vigilância permanente sobre eficiência, qualidade e transparência do serviço.


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