2ª Fase da Operação Compliance Zero: quem é João Carlos Mansur, fundador da Reag e alvo de investigação sobre o Banco Master

A Operação Compliance Zero, deflagrada em 14/01/2026, colocou João Carlos Mansur, fundador da Reag, entre os alvos de investigação da Polícia Federal sobre suspeitas envolvendo o Banco Master. Com atuação no mercado financeiro e vínculos institucionais no esporte e na construção civil, o empresário já havia sido alvo de buscas em outra operação. O caso amplia o alcance das apurações sobre governança e práticas no sistema financeiro.
PF investiga João Carlos Mansur, fundador da Reag, na Operação Compliance Zero sobre suspeitas financeiras envolvendo o Banco Master.

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (14/01/2026) a Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master. Entre os alvos está o empresário João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag, investigado no âmbito de apurações que incluem movimentações financeiras sob suspeita, uso de estruturas societárias e vínculos com outras frentes de investigação já em curso conduzidas pela Polícia Federal.

João Carlos Mansur construiu trajetória no mercado financeiro como fundador da Reag, gestora de recursos com atuação em diferentes segmentos de investimentos. No decorrer dos últimos anos, seu nome passou a figurar em apurações que investigam possíveis práticas financeiras irregulares, especialmente em operações relacionadas a fundos de investimento e instituições bancárias.

Em agosto do ano passado, Mansur foi alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Carbono Oculto, força-tarefa voltada ao combate ao crime organizado e a ilícitos financeiros. À época, a Reag divulgou nota informando que colaborava integralmente com as autoridades, disponibilizando documentos e informações solicitadas, e afirmando confiança no regular funcionamento das instituições e da Justiça.

No contexto da Operação Compliance Zero, a investigação busca identificar eventuais conexões entre gestores, estruturas empresariais e operações financeiras que teriam resultado em prejuízos a investidores ou em violação às normas do sistema financeiro nacional.

Relação com o esporte e atuação institucional

Além da atuação no mercado financeiro, Mansur mantém presença institucional no esporte. Ele é membro efetivo do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do Palmeiras e foi o mais votado na eleição do colegiado realizada em abril do ano passado, com 168 votos. Mansur integra o grupo de apoio à presidente do clube, Leila Pereira.

Sua atuação também incluiu passagem como executivo sênior da WTorre (Real Arenas), empresa responsável pela administração do Allianz Parque. Nesse período, participou das negociações que resultaram no acordo entre a construtora e o clube paulista, encerrando disputas contratuais envolvendo a arena.

Essas conexões ampliam a visibilidade pública do empresário e elevam o impacto reputacional das investigações em andamento, especialmente diante do cruzamento entre interesses financeiros, empresariais e institucionais.

Mudanças recentes na Reag

Em setembro, João Carlos Mansur renunciou à presidência do conselho de administração da Reag, decisão comunicada ao mercado sem detalhamento público das motivações. A saída ocorreu em meio ao avanço das investigações e ao aumento da atenção de órgãos de controle sobre operações envolvendo gestores de recursos e instituições financeiras de médio porte.

A Reag, por sua vez, mantém a posição institucional de cooperação com as autoridades, reiterando que suas atividades seguem os marcos regulatórios vigentes. Até o momento, não há condenações judiciais relacionadas às apurações citadas.

Alcance e implicações da investigação

A inclusão de João Carlos Mansur entre os alvos da Operação Compliance Zero reforça a ampliação do foco das investigações sobre o sistema financeiro, que passou a atingir não apenas instituições bancárias, mas também gestores, estruturas societárias e agentes com trânsito em diferentes setores econômicos.

Os desdobramentos do caso podem produzir efeitos relevantes sobre a governança do mercado de capitais, sobretudo no que se refere à fiscalização de fundos, à transparência das operações e à responsabilização de administradores. A conexão com investigações anteriores indica possível convergência de inquéritos, o que tende a aprofundar o escrutínio institucional.

Ao mesmo tempo, a ausência de detalhamento público sobre as suspeitas específicas impõe cautela analítica. O avanço das apurações e eventuais denúncias formais serão determinantes para esclarecer responsabilidades, delimitar condutas e avaliar impactos institucionais e reputacionais no médio prazo.

*Com informações da Agência Brasil, O Globo, Folha de S.Paulo, Estadão, Veja e Metrópoles.

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