Artigo de Joaci Góes critica legado do PT, alerta para cenário político em 2026 e defende candidatura de Aldo Rebelo

Artigo publicado na Tribuna da Bahia, em Salvador, analisa o cenário político nacional para 2026, critica o Partido dos Trabalhadores e aponta Aldo Rebelo como alternativa à polarização.

Publicado em 02 de janeiro de 2026, no jornal Tribuna da Bahia, o artigo “Um grande candidato”, assinado pelo jornalista e ensaísta Joaci Góes, apresenta uma análise crítica do cenário político brasileiro, associa eventuais prejuízos institucionais e econômicos a uma possível reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e defende a candidatura de Aldo Rebelo como alternativa ao atual ambiente de polarização política.

Críticas ao PT e referência à The Economist

No texto, Joaci Góes menciona a edição de fim de ano da revista The Economist, que, segundo o autor, teria projetado “graves prejuízos para o Brasil” em caso de reeleição de Lula, atribuindo tal cenário à incapacidade do presidente de conduzir o país diante de desafios contemporâneos. O articulista utiliza essa referência internacional como ponto de partida para sustentar uma crítica mais ampla ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Ao longo do artigo, Góes afirma que quase duas décadas de governos petistas teriam consolidado uma orientação política classificada por ele como “esquerda terceiro-mundista”, com impactos negativos sobre a educação pública, do ensino fundamental ao superior. Na avaliação do autor, esse processo teria comprometido os fundamentos do que denomina “processo civilizatório” brasileiro, especialmente em um contexto global marcado pela centralidade do conhecimento e da inovação.

Avaliação da gestão petista na Bahia

O articulista dedica parte significativa do texto à situação da Bahia, governada pelo PT por cerca de vinte anos. Segundo Góes, o estado apresentaria indicadores sociais negativos, incluindo baixos índices de desenvolvimento humano, além de um crescimento da criminalidade. Para o autor, esse cenário seria evidência concreta dos efeitos adversos da administração petista em nível estadual.

Nesse contexto, o artigo associa o aumento da violência e da corrupção a escândalos nacionais ocorridos nas últimas décadas, como o Mensalão e a Operação Lava Jato. O autor também menciona investigações recentes, como a apuração de irregularidades envolvendo benefícios previdenciários, objeto da CPI do INSS, e cita o caso do Banco Master, apresentado como um episódio de grande impacto institucional.

Denúncias institucionais e sistema financeiro

No trecho mais contundente do artigo, Joaci Góes faz referência a suspeitas envolvendo integrantes do sistema financeiro e do Judiciário, mencionando a atuação do Banco Central do Brasil ao interromper operações financeiras consideradas irregulares. O autor sustenta que tais episódios representariam um risco à credibilidade das instituições da República e reforçariam a necessidade de mudanças profundas no ambiente político e administrativo do país.

Embora utilize linguagem opinativa, o texto se ancora na ideia de que a corrupção teria se tornado estrutural e sistêmica, sendo, segundo Góes, “aperfeiçoada” ao longo dos governos petistas, ainda que o autor reconheça que o fenômeno antecede o PT.

Defesa de Aldo Rebelo como alternativa política

Na segunda parte do artigo, o foco se desloca para a apresentação de Aldo Rebelo como alternativa viável ao cenário político atual. Joaci Góes descreve o lançamento da candidatura presidencial do político alagoano como motivo de “júbilo” para setores que valorizam a honradez como atributo essencial do estadista.

O autor destaca a trajetória política de Rebelo no Legislativo e no Executivo, incluindo sua atuação como presidente da Câmara dos Deputados e como ministro de Estado em diferentes governos. Segundo Góes, pesquisas de opinião apontariam Aldo Rebelo entre os políticos mais respeitados do país, sem registros de acusações de corrupção ao longo de sua carreira.

Origem social, trajetória intelectual e produção bibliográfica

O artigo também estabelece uma comparação entre as origens sociais de Aldo Rebelo e de Lula, ressaltando que ambos têm raízes nordestinas e origem humilde. No entanto, Góes afirma que Rebelo teria seguido um caminho distinto, marcado pela valorização da formação intelectual e pela produção de obras voltadas à compreensão dos problemas nacionais.

Entre os livros citados estão Raposa Serra do Sol: o índio e a questão nacional, O Quinto Movimento e Amazônia: a maldição de Tordesilhas, apresentados como referências relevantes para o debate sobre soberania, território e desenvolvimento. Para o autor, essa produção intelectual reforça a imagem de Rebelo como conhecedor profundo da realidade brasileira e do cenário internacional.

Partido, legado histórico e crítica à polarização

Joaci Góes informa que Aldo Rebelo concorre pelo Partido Democrata Cristão (PDC), legenda associada historicamente a nomes como Jânio Quadros e Franco Montoro. Segundo o autor, o partido atualmente não dispõe de recursos do Fundo Partidário, o que, em sua avaliação, reforçaria o caráter independente da candidatura.

O texto conclui com uma crítica direta à polarização entre Lula e Jair Bolsonaro, classificada como um “maniqueísmo suicida” que empobreceria o debate público e limitaria as possibilidades de reconstrução política. Para Góes, Aldo Rebelo representaria uma síntese de honradez e competência capaz de romper esse ciclo.

Sobre o autor

*Joaci Góes, advogado, jornalista, escritor, empresário e político brasileiro, nascido em Ipirá, Bahia, em 1938, preside o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), mais antiga e uma das mais importantes instituições culturais do estado, com sede em Salvador.


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