Bahia cria mais de 94,3 mil empregos formais em 2025 e registra saldo positivo em todos os setores da economia

A Bahia encerrou o ano de 2025 com saldo positivo de 94.380 empregos com carteira assinada, resultado de 1.045.491 admissões e 951.111 desligamentos ao longo dos 12 meses. Os números constam no Novo Caged, sistema oficial de acompanhamento do mercado de trabalho formal, e foram divulgados nesta quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O desempenho colocou o estado entre os três maiores geradores de empregos formais do país no período, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.

A geração de empregos na Bahia apresentou um dado relevante: todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldo positivo em 2025. O setor de Serviços liderou a criação de vagas, com 54.459 novos postos, refletindo a expansão de atividades ligadas ao comércio de serviços, administração, educação, saúde e segmentos especializados.

Na sequência, a Indústria respondeu por 14.829 empregos formais, seguida pelo Comércio, com 12.748 vagas, pela Construção, que gerou 10.055 postos, e pela Agropecuária, com saldo de 2.295 vínculos. O desempenho setorial indica uma recuperação relativamente equilibrada, ainda que concentrada nos serviços, padrão observado também no cenário nacional.

Perfil dos trabalhadores admitidos

Os dados do Novo Caged revelam que a maior parte das novas vagas criadas na Bahia em 2025 foi ocupada por mulheres, responsáveis por 51.281 postos, enquanto os homens responderam por um saldo positivo de 43.099 empregos. O nível de escolaridade predominante entre os admitidos foi o ensino médio completo, com 83.819 vagas.

No recorte etário, os jovens entre 18 e 24 anos concentraram o maior saldo de empregos formais no estado, com 63.522 postos, indicando maior absorção dessa faixa etária pelo mercado de trabalho baiano ao longo do ano.

Municípios com melhor desempenho

Entre os municípios, Salvador apresentou o melhor resultado absoluto em 2025, com 30.441 novos empregos formais, alcançando um estoque aproximado de 696,9 mil vínculos ativos. O desempenho da capital foi seguido por Camaçari (6.343 vagas), Feira de Santana (6.208), Lauro de Freitas (5.522) e Vitória da Conquista (3.366).

O resultado evidencia a concentração da geração de empregos nos principais polos urbanos e industriais do estado, com destaque para a Região Metropolitana de Salvador e para centros regionais de comércio e serviços no interior.

Cenário nacional do emprego formal

No acumulado de 2025, o Brasil registrou saldo positivo de 1.279.498 empregos com carteira assinada, decorrente de 26,59 milhões de admissões e 25,32 milhões de desligamentos. O estoque total de trabalhadores celetistas cresceu 2,71%, passando de 47,19 milhões para 48,47 milhões de vínculos ativos no país.

Todas as cinco regiões brasileiras e as 27 unidades da Federação apresentaram saldo positivo no ano. O Sudeste liderou em números absolutos, com 504,97 mil vagas, seguido pelo Nordeste, que criou 347,94 mil empregos e apresentou uma das maiores taxas de crescimento proporcional (4,38%).

Estados e atividades com maior avanço

Entre os estados, São Paulo liderou o saldo absoluto, com 311.228 vagas, seguido pelo Rio de Janeiro (100.920) e pela Bahia (94.380). Em termos percentuais, os maiores crescimentos do emprego formal ocorreram no Amapá (8,41%), Paraíba (6,03%) e Piauí (5,81%).

No recorte por atividades econômicas, o setor de Serviços respondeu pela maior parte das vagas no país, com 758.355 empregos criados em 2025 (+3,29%). O Comércio registrou 247.097 postos, enquanto a Indústria gerou 144.319 vagas, a Construção criou 87.878 empregos e a Agropecuária manteve crescimento com 41.870 postos.

Destaques dentro do setor de Serviços

Dentro dos Serviços, os maiores avanços ocorreram nas áreas de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que criaram 318.460 vagas, e nos segmentos de administração pública, educação, saúde e serviços sociais, com saldo de 194.903 empregos.

Dezembro registra retração sazonal

Apesar do resultado positivo no acumulado anual, dezembro de 2025 apresentou saldo negativo de 618.164 empregos formais, comportamento considerado sazonal. As perdas atingiram tanto homens (-348,4 mil) quanto mulheres (-269,7 mil).

As maiores retrações ocorreram em São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Todos os grandes setores econômicos registraram saldos negativos no mês, com destaque para Serviços, Indústria e Construção.

Evolução do salário médio

No mesmo período, o salário médio real de admissão em dezembro foi de R$ 2.303,78, com leve redução em relação a novembro. Na comparação com dezembro de 2024, houve alta real de 2,55%, indicando recuperação gradual do poder de compra dos trabalhadores admitidos.


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