Caso Banco Master: Ministro Fernando Haddad fala em “maior fraude bancária da história”, apoia BC e cita convergência com o TCU

O ministro Fernando Haddad afirmou que o caso do Banco Master pode ser a maior fraude bancária da história, declarou apoio ao Banco Central e indicou convergência com o TCU após reunião técnica. O FGC garantirá depósitos elegíveis de até R$ 250 mil, enquanto avançam as apurações e cresce o debate institucional sobre responsabilidades e supervisão.
Ministro Fernando Haddad diz que caso Banco Master pode ser a maior fraude bancária, apoia BC, cita convergência com TCU e destaca atuação do FGC na proteção a depositantes.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (13/01/2026) que o caso do Banco Master pode configurar a maior fraude bancária da história, ao comentar a liquidação da instituição pelo Banco Central do Brasil. Haddad declarou apoio irrestrito ao presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse manter conversas diárias sobre o tema e indicou convergência técnica após reunião entre BC e Tribunal de Contas da União. O ministro também destacou o papel do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para assegurar depósitos elegíveis de até R$ 250 mil.

Declarações do ministro e apoio ao Banco Central

Em conversa com jornalistas na portaria do Ministério da Fazenda, Haddad afirmou estar “absolutamente seguro” quanto ao trabalho conduzido por Galípolo e pela equipe do BC, classificando-o como robusto e tecnicamente consistente. O ministro reiterou que acompanha o caso de forma permanente e que a autoridade monetária atuou dentro das atribuições legais ao determinar a liquidação do Banco Master.

A fala ocorre em meio a debates institucionais sobre os desdobramentos da intervenção, especialmente diante de alegações de que a instituição teria operado modelo de captação com retornos até 40% superiores aos de mercado, atraindo poupadores e investidores — característica associada a esquemas de pirâmide financeira, segundo avaliações técnicas preliminares.

Convergência com o TCU e articulação institucional

Haddad relatou ter conversado com o presidente do TCU, Vital do Rêgo, e informou que a reunião realizada na segunda-feira (12/01) entre Galípolo, Vital e o relator da apuração no TCU, Jhonatan de Jesus, indicou alinhamento de entendimentos sobre a condução do processo.

A sinalização de convergência reduz incertezas quanto a eventuais questionamentos de mérito à liquidação e reforça a coordenação entre autoridade monetária e órgão de controle, em um caso que ganhou dimensão sistêmica pelo volume de recursos envolvidos e pelo impacto potencial sobre a confiança no sistema financeiro.

FGC, bancos públicos e proteção aos depositantes

O ministro ressaltou a relevância do FGC, lembrando que o fundo é abastecido também por contribuições de bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Segundo Haddad, o FGC honrará depósitos elegíveis de até R$ 250 mil por pessoa física, mitigando perdas de pequenos poupadores após a liquidação.

A ênfase na proteção aos depositantes busca preservar a estabilidade do sistema financeiro e conter efeitos de contágio, enquanto as apurações avançam para esclarecer responsabilidades e dimensionar prejuízos.

Debate público e críticas processuais

O caso também provocou reações no debate público. Análises veiculadas pela imprensa questionam assimetria de decisões entre instâncias de controle e o papel do Judiciário, incluindo a expectativa de posicionamento do Supremo Tribunal Federal em eventuais controvérsias processuais. Comentários críticos apontam riscos de transformar divergências técnicas em impasses institucionais, o que amplia a pressão por respostas coordenadas.

*Com informações dos jornais Folha de S.Paulo e Estadão.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Deixe um comentário

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.