O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) informou que os confrontos entre as Forças Gerais de Segurança do Governo e as Forças Democráticas Sírias (SDF), iniciados em 6 de janeiro, resultaram em pelo menos 23 mortos e em deslocamentos em larga escala na província de Alepo. Após o anúncio do cessar-fogo em 11 de janeiro, a situação de segurança se estabilizou, embora atividades esporádicas de drones ainda tenham sido registradas.
Segundo o Ocha, a interrupção dos combates foi acompanhada pela retirada de membros das SDF de Alepo e por uma queda expressiva da violência. Moradores começaram a retornar gradualmente, especialmente ao bairro de Ashrafiyeh, enquanto o retorno a Ash-Sheikh Maqsoud depende de autorizações e da limpeza de engenhos explosivos não detonados.
O Escritório estima que cerca de 119 mil pessoas continuam deslocadas, com aproximadamente 29 mil já retornando às suas residências. Cerca de 1,1 mil permanecem em abrigos temporários em Alepo, uma redução em relação aos 2,5 mil anteriormente registrados. Deslocados de Ash-Sheikh Maqsoud permanecem majoritariamente em Afrin, aguardando autorização oficial para retornar.
Abrigos coletivos e assistência humanitária
Foram designados 14 abrigos coletivos para deslocados internos, sendo nove em Alepo, três em Sharan e dois em Afrin. Embora o acesso a serviços humanitários em Alepo seja considerado adequado, os abrigos em Afrin apresentam lacunas em itens não alimentares e apoio de inverno.
Deslocamentos também foram registrados para fora da província de Alepo, com cerca de 600 pessoas acolhidas em local próximo ao Estádio de Tabqa, em Ar-Raqqa. Movimentos menores ocorreram para o norte da zona rural de Latáquia, onde famílias estão alojadas com parentes. As necessidades mais urgentes identificadas incluem assistência alimentar e fornecimento de medicamentos.
Serviços públicos e próximos passos
Os serviços públicos estão sendo gradualmente restabelecidos em algumas áreas de Alepo. A estação de água de Babiri retomou operações em 11 de janeiro, restabelecendo abastecimento para cerca de três milhões de pessoas na cidade e áreas rurais adjacentes. As escolas permanecerão fechadas por mais 15 dias, e voos de e para o Aeroporto Internacional de Alepo seguem suspensos.
Parceiros humanitários permanecem em prontidão para ajustar e reforçar a resposta, acompanhando deslocamentos e conduzindo avaliações intersetoriais contínuas para atender às demandas emergentes da população deslocada.
O cessar-fogo em Alepo reduziu os combates, permitindo retornos graduais de deslocados, mas a crise humanitária persiste com milhares em abrigos, lacunas em serviços essenciais e necessidade de assistência alimentar, medicamentos e apoio de inverno.
*Com informações da ONU News.







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