O Comitê Olímpico do Brasil (COB) anunciou, na sexta-feira (09/01/2026), os cinco atletas eleitos para integrar o Hall da Fama do esporte olímpico brasileiro, iniciativa criada em 2018 para reconhecer trajetórias de destaque em Jogos Olímpicos e no cenário internacional. Os homenageados deste ano são Oscar Schmidt, Ricardo Santos, Emanuel Rego, Alexandre Welter e Lars Björkström.
Os nomes foram definidos por uma comissão avaliadora do COB. Como parte da homenagem, os atletas terão moldes das mãos e dos pés eternizados, em cerimônia oficial cuja data e local ainda serão divulgados pela entidade.
Segundo o presidente do COB, Marco La Porta, a iniciativa busca preservar a memória esportiva nacional e manter vivas as trajetórias que contribuíram para o desenvolvimento do esporte olímpico no país.
Hall da Fama do COB e histórico da homenagem
O Hall da Fama do COB teve seus primeiros registros com as marcas da dupla de vôlei de praia Jackie Silva e Sandra Pires, do velejador Torben Grael e do maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima. Desde então, o espaço passou a reunir atletas de diferentes modalidades que alcançaram resultados relevantes em competições olímpicas.
Após sete anos de criação, o Hall da Fama soma 39 homenageados. Os últimos nomes incluídos, eleitos em 2025, foram a ginasta Daiane dos Santos, o judoca Edinanci Silva, o tenista Gustavo Kuerten e o atirador esportivo Afrânio Costa, homenageado in memoriam.
A seleção anual considera critérios como conquistas olímpicas, impacto esportivo e contribuição institucional ao Movimento Olímpico.
Alex Welter e Lars Björkström: pioneirismo na vela olímpica
Na modalidade vela, Alex Welter e Lars Björkström entraram para a história ao conquistar o primeiro ouro olímpico do Brasil na classe Tornado, durante os Jogos Olímpicos de Moscou (1980). A vitória encerrou um jejum de 24 anos sem medalhas olímpicas para o país.
A parceria teve início em 1976, com rápida projeção internacional e classificações para competições mundiais. Após o encerramento das carreiras esportivas, ambos seguiram vinculados ao Movimento Olímpico, inclusive como voluntários nos Jogos Rio 2016. Atualmente, são reconhecidos como os campeões olímpicos vivos mais antigos do Brasil.
Oscar Schmidt: recordes e presença histórica nos Jogos Olímpicos
Ícone do basquete internacional, Oscar Schmidt é o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, sendo o único atleta a ultrapassar a marca de mil pontos na competição. O ex-jogador participou de cinco edições consecutivas dos Jogos: Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996.
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar integra o Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete (Fiba) e o Hall da Fama da NBA, mesmo sem ter atuado na liga norte-americana. Nascido em Natal (RN), foi eleito um dos 100 maiores jogadores de basquete de todos os tempos.
Ricardo Santos e Emanuel Rego: títulos e consolidação do vôlei de praia
No vôlei de praia, Ricardo Santos e Emanuel Rego formaram uma das parcerias mais vitoriosas da modalidade. A dupla conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas (2004) e voltou ao pódio com o bronze em Pequim (2008).
Além das conquistas olímpicas, foram campeões mundiais em 2003, venceram cinco títulos do Circuito Mundial e garantiram o ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio (2007). O legado da dupla está associado à consolidação do Brasil como potência global no vôlei de praia.
*Com informações da Agência Brasil.
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