Com Jerônimo, Wagner e Rui, PT aposta em chapa considerada mais competitiva para reeleições na Bahia e no Brasil

O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou que uma chapa com Jerônimo Rodrigues, Jaques Wagner e Rui Costa é considerada internamente a mais competitiva para as eleições de 2026. Segundo ele, pesquisas internas indicam crescimento da intenção de voto com Rui na composição. Apesar disso, o dirigente destacou que a definição final ocorrerá por meio de diálogo entre os partidos da base, sob condução do governador da Bahia.
PT avalia chapa com Jerônimo, Wagner e Rui como mais competitiva para 2026, mas reforça que decisão final será definida em diálogo com a base aliada.

O secretário nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores, Éden Valadares, afirmou nesta segunda-feira (12/01/2026) que a formação de uma chapa reunindo o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, o senador Jaques Wagner e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, é avaliada internamente como a mais competitiva do campo governista para as eleições de 2026. Segundo ele, esse arranjo ampliaria as chances de vitória tanto na disputa estadual quanto na reeleição do presidente Lula, além de favorecer o crescimento das bancadas aliadas no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa da Bahia.

As declarações foram concedidas durante entrevista ao programa Política Ao Vivo, na qual Éden destacou que, apesar das avaliações positivas nas pesquisas internas do partido, nenhuma decisão está formalmente tomada. De acordo com o dirigente petista, o processo de definição da chapa majoritária ocorrerá por meio de diálogo e respeito entre os partidos que integram a base aliada do governo baiano.

Avaliação interna e peso eleitoral de Rui Costa

Na entrevista, Éden Valadares enfatizou que os levantamentos internos do partido indicam impacto direto e positivo da presença de Rui Costa em cenários eleitorais simulados. Segundo ele, sempre que o ministro aparece compondo a chapa, há crescimento consistente da intenção de voto do grupo governista, tanto no plano estadual quanto no nacional.

O dirigente classificou Rui Costa como um “ativo político relevante”, ressaltando o capital político acumulado ao longo de sua trajetória como ex-governador da Bahia. Para o PT, esse fator teria influência direta não apenas na reeleição de Jerônimo Rodrigues, mas também no desempenho eleitoral de Lula e no fortalecimento das bancadas federais e estaduais do campo governista.

Estratégia de alianças e histórico eleitoral

Éden também destacou que a estratégia defendida pelo PT se baseia em um cálculo político sustentado no histórico de alianças e resultados eleitorais do grupo na Bahia. Segundo ele, a composição entre PT, PSB, PCdoB e demais partidos aliados sempre resultou em ganhos mútuos, seja na vitória em disputas majoritárias, seja na ampliação da representação parlamentar.

Ao citar exemplos do passado, o secretário nacional de Comunicação afirmou que, quando partidos se afastaram da aliança liderada pelo PT, como no caso do PP em ciclos anteriores, houve redução de desempenho eleitoral. Para Éden, o modelo de coalizão adotado pelo grupo governista funciona como um “jogo de ganho mútuo”, no qual os aliados tendem a crescer conjuntamente.

Papel estratégico da Bahia nas eleições presidenciais

Durante a entrevista, Éden Valadares ressaltou a centralidade da Bahia para os resultados eleitorais do PT em disputas presidenciais. Segundo ele, o estado tem desempenhado papel decisivo nas vitórias de Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff, além de ter garantido votações expressivas ao atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em 2018.

Éden recordou que, em 2022, a Bahia concedeu mais de seis milhões de votos a Lula, consolidando o estado como um dos principais pilares eleitorais do partido. Para ele, essa relação política e eleitoral reforça a importância de uma chapa estadual forte e coesa, capaz de potencializar o desempenho do PT e de seus aliados no cenário nacional.

Processo de definição ainda em aberto

Apesar das avaliações positivas, o secretário fez questão de frisar que a chapa governista na Bahia ainda não está definida. Segundo ele, a condução do processo cabe ao governador Jerônimo Rodrigues, em articulação direta com os presidentes dos partidos da base aliada.

Éden destacou que também participam das conversas lideranças como o senador Otto Alencar e o senador Ângelo Coronel, além de outras figuras centrais da coalizão governista. No entanto, reforçou que o anúncio final sobre a composição da chapa será feito exclusivamente pelo governador, após a conclusão do diálogo político.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Deixe um comentário

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.