O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, participou nesta quinta-feira (15/01/2026) da tradicional Festa do Bonfim, em Salvador, destacando mensagens de fé, esperança e compromisso com a continuidade das políticas públicas no estado. Ao longo do percurso até a Colina Sagrada, o chefe do Executivo estadual agradeceu pelos avanços obtidos nos últimos anos e pediu serenidade, paz e saúde para a população baiana, em uma celebração marcada pelo sincretismo religioso, forte presença popular e ampla estrutura de segurança e serviços públicos.
Durante o trajeto até a Colina Sagrada, o governador ressaltou o caráter simbólico da caminhada, associando a devoção religiosa à responsabilidade institucional de governar. Em declarações públicas, afirmou ter ido ao Bonfim para agradecer pela proteção recebida em 2025 e para renovar pedidos por um ano de paz e tranquilidade.
A presença do governador foi acompanhada por secretários estaduais e autoridades do governo, reforçando a participação institucional em uma das mais tradicionais manifestações religiosas e culturais da Bahia. A caminhada, segundo ele, representou também um momento de reflexão sobre o papel do Estado na promoção da paz social, do emprego e do desenvolvimento econômico.
Ao destacar a necessidade de manter o ritmo de crescimento do estado, Jerônimo Rodrigues associou o simbolismo da festa à continuidade de políticas voltadas à educação, saúde, infraestrutura e inclusão social, áreas apontadas como prioritárias pela atual gestão.
Estrutura de segurança, serviços e valorização cultural
A Operação Lavagem do Bonfim 2026, coordenada pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP), garantiu reforço no policiamento e monitoramento em tempo real ao longo de todo o percurso. O Corpo de Bombeiros Militar da Bahia instalou postos de comando e assegurou pontos de hidratação, com fornecimento de água tratada pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa).
A organização do evento envolveu ainda ações integradas de diversas secretarias estaduais, com foco no cuidado aos fiéis, na prevenção de incidentes e na preservação do caráter cultural da festa. A presença do poder público buscou assegurar que o grande fluxo de pessoas ocorresse de forma segura e ordenada.
Além da segurança, houve apoio logístico e institucional para manifestações culturais e religiosas, reafirmando o compromisso do Estado com a preservação das tradições históricas da Bahia.
Apoio à cultura, igualdade racial e turismo
No percurso do cortejo, a participação de blocos culturais foi fortalecida pelo Edital Ouro Negro, articulado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA) e pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi). A iniciativa buscou garantir visibilidade e apoio financeiro a expressões culturais ligadas às matrizes africanas.
A Secretaria de Turismo do Estado (Setur) apoiou a programação religiosa, reconhecendo a relevância da Festa do Bonfim para o calendário turístico da capital baiana. Já a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) promoveu ações de conscientização e respeito aos direitos humanos ao longo do evento.
A Lavagem do Bonfim contou ainda com transmissão ao vivo pela TVE, ampliando o alcance da celebração e reforçando seu papel como patrimônio cultural e religioso do estado.
Vice-governador destaca simbolismo da celebração
O vice-governador Geraldo Júnior ressaltou o simbolismo da festa como expressão de união, resistência e diversidade cultural. Em sua avaliação, a Lavagem do Bonfim representa não apenas um ato religioso, mas também um espaço de convergência entre fé, cultura e políticas públicas.
Segundo ele, a celebração reflete a fusão de tradições que caracteriza a identidade baiana e reafirma o compromisso do governo estadual com ações voltadas à melhoria da qualidade de vida da população, especialmente nas áreas sociais.
História e tradição da Festa do Bonfim
Com 281 anos de história, a Festa do Bonfim é considerada a maior manifestação religiosa da Bahia. O cortejo percorre cerca de oito quilômetros, partindo da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, no bairro do Comércio, até a Igreja do Bonfim, reunindo milhares de fiéis, baianas e expressões culturais tradicionais.
O evento simboliza um dos mais fortes exemplos do sincretismo religioso baiano, unindo a devoção católica ao Senhor do Bonfim às referências das religiões de matriz africana, especialmente a Oxalá. O ritual de lavagem do adro, realizado com água de cheiro, representa purificação, proteção e renovação da esperança.
Fé popular e testemunhos dos devotos
Entre os participantes, a aposentada Maria Helena Paranhos, de 64 anos, relatou sua ligação histórica com a festa desde a infância, quando chegou a Salvador vinda do município de Gandu. Para ela, a fé no Senhor do Bonfim, associada a Oxalá no sincretismo religioso, foi determinante para conquistas pessoais e familiares ao longo da vida.
O testemunho reflete o sentimento compartilhado por milhares de devotos que veem na Lavagem do Bonfim um momento de gratidão, pedido de paz e reafirmação da identidade cultural e espiritual da Bahia.









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