O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta segunda-feira (19/01/2026), durante a inauguração da nova Rodoviária Intermunicipal de Salvador, que o governo federal não adota critérios políticos para investir em municípios e que as ações em curso na capital baiana seguem um planejamento integrado de Estado. O ministro destacou obras de mobilidade, saúde e educação financiadas pelo Novo PAC, anunciou a vinda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para acompanhar intervenções estruturantes e antecipou estudos para ampliar o transporte sobre trilhos na Região Metropolitana.
Planejamento integrado e mobilidade urbana
Ao abrir a agenda da semana em Salvador, Rui Costa ressaltou que a nova rodoviária integra um conjunto articulado de investimentos que conecta transporte rodoviário, metrô e VLT, este último incluído na carteira do Novo PAC. Segundo o ministro, a estratégia busca modernizar a mobilidade e corrigir assimetrias históricas, especialmente em áreas de menor renda.
O ministro afirmou que o modelo adotado resulta de um planejamento de longo prazo, voltado à transformação estrutural da capital e da Região Metropolitana. Nesse contexto, a integração modal foi apresentada como eixo central para reduzir deslocamentos, ampliar o acesso a serviços e elevar a eficiência urbana.
Rui Costa acrescentou que o presidente Lula deve visitar Salvador, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues, para acompanhar de perto o avanço das obras e os impactos do planejamento integrado, que inclui recursos federais além da mobilidade.
Saúde e educação como vetores de adensamento urbano
No campo social, o ministro destacou a implantação de uma policlínica na região de influência da nova rodoviária, em parceria entre o governo federal e o município. Ele observou que houve alteração do local inicialmente previsto — de Itapuã para Cajazeiras —, decisão que contou com concordância do governo federal por considerar a nova área mais adequada às necessidades da população.
Segundo Costa, a lógica adotada é adensar a infraestrutura com equipamentos de qualidade, combinando saúde, educação e serviços públicos. Além da policlínica, foi anunciada a implantação de um Instituto Federal de Educação, em parceria com o governo do estado, reforçando a estratégia de desenvolvimento territorial.
Ao tratar da relação federativa, o ministro afirmou que “não há preconceito contra gestão”, enfatizando que o critério para investimentos é a demanda social e a viabilidade dos projetos, independentemente de alinhamentos políticos.
Expansão do transporte sobre trilhos
Ainda durante o evento, Rui Costa informou que o governo federal realizará um estudo de viabilidade para estender o transporte ferroviário de Salvador até Alagoinhas. A expectativa, segundo ele, é que a publicação do estudo ocorra até abril, ampliando o debate sobre a expansão regional do sistema sobre trilhos.
A proposta integra a visão de fortalecer corredores estruturantes de mobilidade, conectando polos urbanos e produtivos e reduzindo custos logísticos no médio e longo prazos.
Ações federais estruturantes na Bahia
Em seu discurso, o ministro também abordou projetos de alcance estadual e nacional. Destacou a conexão da região produtora do Matopiba ao Oceano Pacífico por meio de ferrovias como um diferencial competitivo para o Brasil, citando a Ferrovia de Integração Oeste–Leste (Fiol) como parte desse planejamento já em execução.
Rui Costa mencionou ainda a entrega de uma nova policlínica em Remanso, no sertão baiano, com recursos do Novo PAC. Segundo o ministro, a unidade deve ser inaugurada até março, elevando para 34 o número de policlínicas na Bahia, o maior total entre os estados brasileiros.
Ao concluir, o ministro reafirmou que os investimentos não são obras isoladas, mas componentes de um projeto integrado de desenvolvimento. Nesse contexto, voltou a defender a Ponte Salvador–Itaparica como vetor estratégico para o Baixo Sul, destacando impactos esperados em renda, emprego e dinamização econômica.












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