Nova Rodoviária da Bahia entra em operação, consolida integração inédita de modais e marca novo ciclo da mobilidade urbana sob o Governo Jerônimo Rodrigues

A Nova Rodoviária da Bahia – Terminal Salvador, que inicia operações nesta terça-feira (20/01/2026), inaugura uma nova fase da mobilidade urbana e metropolitana de Salvador, ao reunir, em um único complexo, a rodoviária interestadual e intermunicipal, o terminal de ônibus municipal, o Metrô Salvador–Lauro de Freitas, a ligação com o Aeroporto Internacional e a futura integração ao VLT do Subúrbio Ferroviário. A inauguração oficial, realizada nesta segunda-feira (19/01/2026), sob a condução do governador Jerônimo Rodrigues, representa um marco institucional na política de transporte do Estado.

Implantado às margens da BR-324, no bairro de Águas Claras, o novo terminal foi concebido para superar o modelo fragmentado historicamente adotado na capital baiana, no qual os sistemas de transporte operavam de forma isolada, com baixa eficiência logística e elevado custo social para os usuários. Ao articular deslocamentos locais, metropolitanos, intermunicipais e interestaduais, o equipamento reposiciona Salvador no mapa das capitais com alto grau de integração modal, com impactos na mobilidade da população da Região Metropolitana de Salvador (RMS) e do estado da Bahia.

Impacto imediato na rotina urbana e percepção da população

Moradores do entorno já percebem mudanças concretas na dinâmica da região. Próxima à Estação Campinas do Metrô, em Pirajá, a técnica de enfermagem Jaqueline Garcia afirma que o novo terminal amplia a oferta de empregos e contribui para a valorização imobiliária. Para ela, a chegada da rodoviária altera a relação histórica do bairro com a cidade, tradicionalmente marcado por limitações de acesso e serviços.

Avaliação semelhante é compartilhada pela comerciária Fernanda Coutinho, moradora de condomínio nas proximidades da Brasilgás. Segundo ela, o aumento do fluxo de pessoas tende a impulsionar o comércio local, atrair novos serviços e tornar a região mais procurada para moradia, com efeitos diretos sobre o patrimônio das famílias residentes.

Um hub metropolitano de mobilidade integrada

Com 127.235 metros quadrados de área total e cerca de 41 mil metros quadrados de área construída, o Terminal Salvador foi planejado como um hub de mobilidade moderno e multifuncional. A estrutura integra metrô, ônibus urbanos, metropolitanos e rodoviários, concentrando 363 linhas intermunicipais, além de dez linhas metropolitanas e diversas linhas urbanas.

A previsão operacional aponta para circulação diária de aproximadamente 20 mil passageiros, com cerca de mil ônibus realizando embarques e desembarques por dia. O terminal dispõe de 41 plataformas de embarque, 24 de desembarque e 34 áreas destinadas ao estacionamento de veículos operacionais, além de 847 vagas para veículos, das quais 711 rotativas.

A futura conexão com o VLT do Subúrbio de Salvador, atualmente em obras, ampliará ainda mais o alcance territorial do equipamento, integrando áreas historicamente marginalizadas da malha urbana formal ao sistema estruturante de transporte público.

Serviços, comércio e padrão de funcionamento

Além da função logística, a nova rodoviária abriga mais de 200 pontos comerciais e uma ampla rede de serviços. O complexo conta com unidade do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC), clínica médica, farmácias, delegacia, lojas, lanchonetes e restaurantes, além de salas VIP e áreas de circulação acessíveis.

O modelo adotado segue padrão semelhante ao de terminais aeroportuários contemporâneos, com foco em tecnologia, acessibilidade, conforto e sustentabilidade, buscando reduzir o tempo de permanência improdutiva do usuário e ampliar a funcionalidade do espaço urbano.

Continuidade de políticas públicas e modernização da capital

A inauguração da Nova Rodoviária da Bahia não constitui uma iniciativa isolada, mas a consolidação de um ciclo de políticas públicas iniciado nos governos petistas. Ainda sob a gestão de Jaques Wagner, foram lançadas as bases da modernização da mobilidade na capital, com a concepção e implantação do Metrô Salvador–Lauro de Freitas. Esse processo foi aprofundado durante os dois mandatos de Rui Costa, com a expansão do sistema metroviário, a requalificação de eixos viários estratégicos e a estruturação de um modelo integrado de transporte metropolitano.

Nesse contexto, o governo Jerônimo Rodrigues assume o papel de consolidação e integração desse legado, ao conectar, de forma inédita, a rodoviária interestadual e intermunicipal ao transporte municipal, ao metrô, ao aeroporto e ao VLT, transformando equipamentos antes dispersos em um sistema coerente e interdependente.

Infraestrutura viária e reposicionamento urbano

A nova rodoviária também se articula a um conjunto de grandes sistemas viários implantados ou ampliados ao longo das últimas duas décadas, como a Via Expressa, a Avenida 29 de Março, os acessos à BR-324 e os corredores estruturantes que conectam o Subúrbio Ferroviário ao restante da cidade. Esse arranjo contribui para desconcentrar fluxos, historicamente sobrecarregados nos eixos ACM–Tancredo Neves, e induz um modelo de cidade policêntrica.

Ao concentrar investimentos em Águas Claras, o Estado promove um reposicionamento funcional da capital, estimulando o desenvolvimento econômico em territórios populares, com comércio ativo e alta densidade populacional, e acelerando os impactos socioeconômicos da intervenção.

Agenda oficial de inauguração

A programação desta segunda-feira (19/01/2026) inclui o embarque do governador Jerônimo Rodrigues, às 7h, na estação da atual rodoviária, em trajeto de metrô até a Estação Águas Claras, integrada ao novo terminal. A agenda oficial no local tem início previsto para 8h30, com o descerramento da placa do SAC Nova Rodoviária e visita ao Centro de Controle Operacional, responsável pela gestão integrada do complexo.

Declaração institucional

Para o governador, a Nova Rodoviária da Bahia representa mais do que uma obra de infraestrutura. Segundo Jerônimo Rodrigues, o equipamento reforça o papel do Estado como indutor do desenvolvimento, amplia o acesso da população a emprego, renda e serviços e consolida uma política de mobilidade voltada à inclusão social e à eficiência urbana.

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