Quem é Zadir Marques Porto: jornalista com mais de meio século de atuação e referência viva da memória de Feira de Santana

Com uma trajetória que atravessa mais de meio século de jornalismo ininterrupto, Zadir Marques Porto consolidou-se como um dos nomes mais experientes e respeitados da comunicação em Feira de Santana. Atuante desde a década de 1960, o jornalista construiu carreira sólida no rádio e na imprensa escrita, passando por veículos históricos da Bahia e mantendo-se em plena atividade até hoje. Sua história profissional se confunde com a própria evolução da imprensa regional e com a memória social da cidade.

Origens profissionais e início no rádio

Zadir Marques Porto iniciou sua carreira no jornalismo em 1965, período em que o rádio exercia papel central na formação da opinião pública. Seu primeiro grande espaço profissional foi a Rádio Sociedade, onde atuou inicialmente na cobertura esportiva. Desde o início, destacou-se pela disciplina, clareza na comunicação e compromisso com a informação factual, características que marcariam toda a sua trajetória.

A experiência radiofônica foi decisiva para moldar sua identidade profissional e estabelecer uma relação direta com o público, algo que se tornaria uma constante ao longo de sua carreira.

Consolidação no jornalismo impresso

Paralelamente ao rádio, Zadir construiu uma das mais longas trajetórias no jornalismo impresso baiano. Teve passagem marcante pelo Jornal A Tarde, onde atuou como repórter por mais de 30 anos, participando da cobertura de fatos políticos, sociais e culturais relevantes para a Bahia.

Outro pilar fundamental de sua carreira foi o Jornal Folha do Norte, no qual iniciou sua atuação ainda na década de 1970. O veículo tornou-se uma verdadeira escola de formação jornalística no interior do estado, e Zadir integrou esse processo, contribuindo diretamente para a formação de gerações de profissionais da imprensa feirense.

Atuação simultânea e perfil multimídia

Muito antes de o conceito de jornalismo multimídia tornar-se corrente, Zadir Marques Porto já atuava simultaneamente em diferentes veículos de comunicação, conciliando rádio e jornal impresso. Essa versatilidade permitiu que acompanhasse, em tempo real, as transformações da cidade e da região, mantendo presença constante nos principais espaços de circulação da informação.

Ao longo da carreira, colaborou ainda com jornais como Tribuna da Bahia, Estado da Bahia e Feira Hoje, este último já extinto, ampliando seu alcance profissional e consolidando sua reputação como jornalista de referência.

Protagonismo no rádio regional

No rádio, Zadir teve atuação destacada em diversas emissoras. Foi protagonista em quatro períodos distintos da Rádio Cultura, integrou a equipe de inauguração da Rádio Carioca e foi o primeiro locutor da Rádio Subaé, uma das mais importantes da região.

Sua atuação extrapolou os limites de Feira de Santana, alcançando municípios vizinhos, como São Gonçalo dos Campos, onde trabalhou na Rádio São Gonçalo, fortalecendo a integração regional da comunicação. Atualmente, segue em atividade como comentarista esportivo na Sociedade News FM, mantendo vínculo direto com o público.

Reconhecimento institucional e homenagem pública

A relevância de sua trajetória foi reconhecida oficialmente pela Câmara Municipal de Feira de Santana, que registrou seu aniversário durante a sessão ordinária de 8 de agosto de 2024. Na ocasião, parlamentares destacaram sua contribuição histórica ao jornalismo local, sua longevidade profissional e sua conduta ética ao longo de quase seis décadas de atuação.

O reconhecimento institucional reforça o papel de Zadir como referência viva da memória jornalística e social de Feira de Santana, em um contexto no qual a preservação da história local depende, em grande medida, do trabalho da imprensa regional.

Docência, música e literatura popular

Antes de dedicar-se exclusivamente ao jornalismo, Zadir Marques Porto também atuou como professor do Colégio Estadual Francisco Dantas, experiência que contribuiu para sua formação humanística e didática.

Além da comunicação, desenvolveu intensa produção cultural. É compositor e poeta cordelista, com dezenas de músicas gravadas e inúmeros cordéis escritos, ampliando seu legado para além das redações e estúdios e fortalecendo sua ligação com a cultura popular nordestina.

Legado, permanência e memória profissional

A trajetória de Zadir Marques Porto ilustra a formação histórica do jornalismo no interior da Bahia, marcada pela atuação simultânea em rádio e jornal impresso, pela proximidade com a comunidade e pelo compromisso com a informação como serviço público. Sua carreira atravessa períodos de forte centralização da mídia e a posterior fragmentação digital, mantendo coerência editorial e identidade profissional.

O caso evidencia também a importância da memória jornalística regional, frequentemente negligenciada em análises centradas nos grandes centros. Profissionais como Zadir constituem arquivos vivos da história local, acumulando conhecimento empírico que ultrapassa registros formais e bancos de dados.

Em um contexto de precarização do trabalho jornalístico e acelerada rotatividade nas redações, sua permanência ativa por mais de 50 anos expõe uma tensão entre tradição profissional e novos modelos de produção da notícia, reforçando o valor da experiência, da ética e da responsabilidade editorial.

Zadir Marques Porto é um dos jornalistas mais experientes de Feira de Santana, com mais de 50 anos de atuação no rádio e na imprensa escrita. Iniciado na década de 1960, passou por veículos históricos da Bahia, manteve atuação simultânea em diferentes meios e segue em atividade como comentarista esportivo. Sua trajetória representa uma referência viva da memória jornalística, cultural e social do município.
O jornalista Zadir Marques Porto, com mais de 50 anos de atuação na imprensa regional, referência histórica do jornalismo profissional no interior da Bahia.
Jornalistas Adilson Simas, falecido em 2025, e Zadir Marques Porto, que permanece na ativa, dedicam — cada um a seu tempo — uma trajetória marcada pela preservação e pela construção da memória histórica de Feira de Santana por meio do jornalismo escrito.
Jornalistas Adilson Simas, falecido em 2025 e Zadir Marques Porto, que segue na ativa produzindo em texto a memória de Ferira de Santana.

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