A capital baiana perdeu protagonismo econômico, populacional e social no Nordeste ao longo dos últimos anos, segundo avaliação da deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA). Em entrevista concedida nesta quarta-feira (28/01/2026) à Baiana FM, a ex-prefeita afirmou que Salvador foi superada por Fortaleza em indicadores centrais e corre o risco de perder posição também para Recife. Na avaliação da parlamentar, o cenário negativo é resultado direto das gestões do União Brasil, comandadas pelo ex-prefeito ACM Neto e pelo atual prefeito Bruno Reis.
Lídice destacou que a perda de protagonismo de Salvador se evidencia, sobretudo, no campo econômico. Segundo a deputada, o Produto Interno Bruto (PIB) da capital baiana está R$ 10 bilhões abaixo do registrado por Fortaleza, cujo PIB gira em torno de R$ 87 bilhões. Para ela, essa diferença não é circunstancial, mas o reflexo de uma política econômica municipal incapaz de sustentar o crescimento e a competitividade regional.
Na avaliação da parlamentar, as administrações do União Brasil não conseguiram formular estratégias eficazes de desenvolvimento urbano, atração de investimentos e fortalecimento da economia local. O resultado, segundo Lídice, foi a perda gradual da posição histórica de Salvador como principal polo econômico do Nordeste.
Estagnação populacional e perda de centralidade
Além da economia, a deputada chamou atenção para a estagnação e perda relativa de população da capital baiana em comparação com outras capitais nordestinas. Segundo ela, Salvador deixou de exercer o papel de polo de atração de oportunidades, fator que impacta diretamente sua relevância política e econômica.
Lídice afirmou que esse processo se intensificou ao longo das últimas gestões municipais e que, mantida a atual trajetória administrativa, a cidade poderá ser ultrapassada também por Recife em termos de protagonismo regional. Para a deputada, a queda no peso demográfico é um sintoma direto da ausência de políticas públicas estruturantes voltadas para crescimento sustentável e inclusão social.
Educação municipal como principal fragilidade
Outro ponto central das críticas foi o desempenho da educação municipal, área que, segundo Lídice da Mata, evidencia de forma clara as falhas das administrações do União Brasil. A deputada afirmou que Salvador apresenta indicadores muito inferiores aos de Fortaleza e Recife, especialmente no que se refere à oferta de creches.
De acordo com a parlamentar, a capital baiana está entre as cidades com menor número de creches do Brasil e do Nordeste e teria registrado uma queda de 31 posições em rankings educacionais. Para ela, a negligência com a educação infantil compromete o futuro da cidade, aprofunda desigualdades sociais e limita a formação de capital humano.
Responsabilização direta das gestões do União Brasil
Ao comentar o cenário, Lídice foi explícita ao atribuir responsabilidades às gestões de ACM Neto e Bruno Reis, ambas do União Brasil. Segundo a deputada, apesar da longevidade política do grupo à frente da Prefeitura de Salvador, não houve avanços estruturais compatíveis com o potencial econômico e social da cidade.
Na avaliação da parlamentar, a continuidade administrativa não se traduziu em planejamento de longo prazo nem em políticas públicas capazes de reverter problemas históricos. Para ela, a comparação com Fortaleza e Recife expõe um contraste entre cidades que investiram de forma consistente em educação, infraestrutura e desenvolvimento urbano e Salvador, que permaneceu estagnada sob as gestões do atual grupo político.










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