Salvador é classificada entre as piores capitais em qualidade de vida, e deputado Robinson Almeida responsabiliza gestões de ACM Neto e Bruno Reis

Salvador, sexta-feira, 30/05/2025 — A capital baiana foi apontada como a quarta pior capital do Brasil em qualidade de vida, de acordo com o Índice de Progresso Social 2025 (IPS). O levantamento, divulgado nesta semana no Jornal Nacional, evidencia que Salvador ocupa a 24ª posição entre as 27 capitais brasileiras, superando apenas Maceió (AL), Macapá (AP) e Porto Velho (RO). No contexto regional, a cidade ficou como a segunda pior do Nordeste, à frente apenas da capital alagoana.

O resultado do IPS provocou reação do deputado estadual Robinson Almeida (PT), que atribuiu a posição da cidade a uma “trajetória de abandono” das administrações do União Brasil, lideradas pelo ex-prefeito ACM Neto e pelo atual gestor Bruno Reis. Segundo o parlamentar, os dados evidenciam a falência de políticas públicas essenciais, como saúde, educação, mobilidade urbana e habitação.

Críticas à gestão municipal: “Salvador é comandada pela propaganda”

Robinson Almeida afirmou que Salvador está submetida a um modelo de gestão que prioriza a comunicação institucional em detrimento das necessidades básicas da população. Ele destacou a presença recorrente da cidade em rankings negativos, citando, além do IPS, o levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que posicionou Salvador apenas na 7ª colocação em desenvolvimento socioeconômico no estado da Bahia, atrás de municípios como Luís Eduardo Magalhães, Irecê e Mata de São João.

“É o retrato de uma cidade sob comando da propaganda, mas que no cotidiano real amarga desemprego, desigualdade, deficiências e precarização de serviços públicos importantes à qualidade de vida, como mobilidade urbana, saúde e infraestrutura”, declarou o deputado.

Entenda o que é o Índice de Progresso Social (IPS)

O Índice de Progresso Social é elaborado pela organização Social Progress Imperative e considera parâmetros sociais e ambientais, excluindo indicadores econômicos tradicionais como PIB. Os dados de 2025 colocam Salvador com 62,05 pontos, desempenho inferior à média nacional. A capital paraibana, João Pessoa, lidera no Nordeste com 67 pontos.

Diagnóstico das falhas estruturais: mobilidade, saúde e desigualdade

O deputado enfatizou que os governos municipais sucessivos do União Brasil foram omissos em relação a áreas estratégicas, como:

  • Mobilidade urbana: congestionamentos recorrentes e ausência de obras estruturantes;

  • Educação infantil: déficit superior a 20 mil vagas em creches públicas;

  • Saúde pública: baixa cobertura da atenção básica;

  • Infraestrutura urbana: ruas sem calçadas e carência de áreas verdes;

  • Sustentabilidade ambiental: Salvador é a segunda capital menos arborizada do Brasil.

Além disso, o município lidera o ranking nacional de moradores em vias públicas sem calçadas e apresenta crescimento da população em situação de rua e aumento da desnutrição infantil, com o pior índice entre as capitais.

Alta carga tributária municipal e desestímulo à economia local

Robinson Almeida também criticou o modelo fiscal adotado pela Prefeitura, apontando que os altos tributos prejudicam a atração de investimentos e contribuem para o agravamento da crise social:

“Como atrair empresas e gerar emprego se a gestão municipal sufoca o setor produtivo com impostos e não oferece infraestrutura mínima?”, questionou o deputado.

Cenário de estagnação social e exclusão

Para o parlamentar, Salvador é hoje exemplo de um modelo urbano concentrador de renda, excludente e ineficiente em garantir direitos básicos à população. Ele classificou o resultado do IPS como o reflexo de uma política pública desarticulada, centrada em marketing institucional e incapaz de responder aos desafios sociais.

“Eles são especialistas em maquiagem, mas a realidade é dura. As comunidades estão abandonadas, sem voz e sem vez”, concluiu Robinson Almeida.


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