Tarifa de ônibus de Salvador passa a R$ 5,90 em 2026; reajuste é o menor entre capitais brasileiras

A tarifa de ônibus de Salvador será reajustada para R$ 5,90 a partir de 5 de janeiro de 2026, o menor aumento entre as capitais. A medida vale para ônibus convencionais, BRT e STEC, com integração ao metrô. A Prefeitura destaca investimentos de R$ 264 milhões na renovação da frota, ampliação do uso de ônibus elétricos e retomada de linhas, buscando equilibrar modicidade tarifária, modernização e sustentabilidade do sistema.
Ônibus do sistema de transporte público de Salvador circulam na capital baiana; nova tarifa de R$ 5,90 entra em vigor em 5 de janeiro de 2026.

A tarifa de ônibus de Salvador passa a R$ 5,90 a partir da próxima segunda-feira (05/01/2026). O valor será praticado ao longo de todo o ano de 2026 nos ônibus urbanos convencionais, nos sistemas BRT e STEC, mantendo o modelo de integração tarifária. Segundo a Prefeitura, o reajuste aplicado na capital baiana é inferior ao observado em outras capitais, onde os aumentos anunciados recentemente variam, em média, entre 6% e 20%.

Com o Salvador Card, o usuário pode utilizar até três modais diferentes, incluindo o metrô, pagando apenas uma tarifa, mecanismo que permanece como eixo central da política de mobilidade urbana do município. A integração busca mitigar o impacto do reajuste para o passageiro frequente, especialmente em deslocamentos longos e intermodais.

O anúncio ocorre em um contexto nacional marcado por pressões crescentes sobre os sistemas de transporte coletivo, afetados por custos operacionais elevados, queda histórica de demanda no pós-pandemia e necessidade de renovação tecnológica. Nesse cenário, a administração municipal sustenta que a política tarifária foi acompanhada de investimentos estruturais contínuos.

Investimentos e modernização do sistema

A Prefeitura de Salvador firmou, nesta semana, contrato de R$ 264 milhões com o BNDES para a aquisição de 300 ônibus com tecnologia Proconve-P8 (Euro VI). De acordo com a gestão municipal, trata-se da maior compra simultânea de ônibus da história da capital baiana.

Os novos veículos seguem o padrão da frota atual, com ar-condicionado mais potente e o retorno do letreiro traseiro, ampliando a informação ao usuário. A meta oficial é alcançar 100% da frota climatizada nos próximos anos. Atualmente, cerca de metade dos ônibus em circulação já possui ar-condicionado.

A prioridade por veículos Euro VI, menos poluentes, integra a estratégia de sustentabilidade ambiental do município. Em outubro do ano passado, a Prefeitura iniciou testes com ônibus 100% elétricos. Hoje, Salvador conta com oito ônibus elétricos em operação e com o maior eletroterminal público de recarga do Brasil, segundo dados da administração municipal.

Retomada de linhas e ampliação da oferta

Paralelamente à renovação da frota, a gestão municipal promove ajustes permanentes na rede de linhas, com foco em reduzir intervalos, ampliar o número de viagens e recompor serviços suspensos após a integração com o metrô.

A partir deste sábado (3), cinco novas linhas entram em operação. As regiões de Itapuã e Praia do Flamengo passam por reestruturação com três novos atendimentos, enquanto a Estação Pirajá recebe dois novos serviços após readequações no sistema.

Entre as linhas retomadas ao longo do último ano estão a 1515 – Conjunto Pirajá x Ribeira e a 1645 – Alto de Santa Terezinha/Rio Sena x Pituba, parcialmente reativada por meio da ampliação da 1674-01 – Alto de Santa Terezinha/Rio Sena x Estação BRT Hiper. A Prefeitura afirma que as reativações decorrem de demandas apresentadas pela própria população.

Comparação com outras capitais

Com a tarifa fixada em R$ 5,90, Salvador passa a ocupar um patamar intermediário-alto no ranking nacional, mas permanece abaixo dos valores mais elevados praticados no país. Capitais como Florianópolis e Curitiba figuram historicamente entre as tarifas mais altas, com valores iguais ou superiores a R$ 6,00 em períodos recentes.

Outras grandes capitais, como São Paulo e Porto Alegre, mantêm tarifas nominais inferiores, em geral sustentadas por maiores volumes de subsídio público. Já cidades do Norte e Nordeste, a exemplo de Recife, Maceió e Manaus, tradicionalmente apresentam valores mais baixos, ainda que com modelos de serviço e integração distintos.

Nesse contexto, a tarifa de Salvador não figura entre as mais caras do país, mas também se distancia das capitais com menor custo ao usuário, refletindo um modelo que combina integração ampla, investimentos em frota e financiamento público.


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