A tarifa do transporte coletivo urbano de Salvador passou a custar R$ 5,90 a partir desta segunda-feira, 05/01/2026, tornando-se a mais cara do Nordeste e a terceira mais elevada entre as capitais brasileiras. O reajuste, anunciado pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil) durante o Festival da Virada, foi alvo de críticas da presidente municipal do PT, Ana Carolina, que classificou a medida como socialmente regressiva e prejudicial à população mais vulnerável de Salvador, capital marcada por elevados índices de desemprego e informalidade.
Reajuste eleva custo do transporte e posiciona Salvador no topo regional
Com o novo valor, Salvador passa a liderar o ranking de tarifas de ônibus no Nordeste e ocupa a terceira posição no cenário nacional. O aumento entrou em vigor sem um processo amplo de debate público, conforme apontado por dirigentes partidários e representantes da sociedade civil.
Segundo a Prefeitura, o reajuste é necessário para assegurar o equilíbrio financeiro do sistema e viabilizar investimentos como renovação da frota, criação e retomada de linhas e manutenção da integração tarifária. A gestão municipal sustenta que tais medidas são essenciais para a continuidade do serviço.
Críticas do PT apontam impacto social e falta de transparência
Para a presidente do PT em Salvador, o aumento representa “um ataque direto à população mais pobre”, sobretudo em um contexto de fragilidade econômica. Em declaração pública, Ana Carolina afirmou que a capital baiana convive com desigualdades históricas e altos índices de desemprego, o que tornaria o reajuste ainda mais oneroso para trabalhadores e estudantes.
“Aumentar a tarifa em uma cidade marcada pelo desemprego é punir quem já sofre”, declarou. Em tom crítico, a dirigente também ironizou o anúncio feito durante o Festival da Virada, afirmando que “houve festa para alguns, mas não há o que comemorar para quem depende do ônibus diariamente”.
Questionamentos sobre qualidade do serviço e retorno dos investimentos
A dirigente petista também contestou a efetividade dos investimentos citados pela gestão municipal. Segundo ela, não há transparência suficiente nas planilhas de custos nem evidências claras de que os recursos se converteram em melhorias perceptíveis para os usuários.
De acordo com as críticas, ônibus seguem lotados, parte da frota permanece antiga e linhas continuam insuficientes nas regiões periféricas, onde a dependência do transporte coletivo é maior. “O serviço encarece, mas a qualidade percebida pelo usuário não acompanha esse aumento”, afirmou.
Peso maior para famílias de baixa renda
Ana Carolina destacou ainda o caráter regressivo do reajuste. Em uma cidade com elevada taxa de informalidade, o custo do transporte consome parcela significativa do orçamento doméstico. Para muitas famílias, o ônibus não é alternativa, mas necessidade diária para acesso ao trabalho, à escola e a serviços essenciais.
“Cada centavo a mais pesa no orçamento de quem já vive no limite”, ressaltou, ao defender que o transporte coletivo seja tratado como direito social e instrumento de inclusão, e não apenas como serviço tarifado.
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