O vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA), informou que o colegiado identificou mais de R$ 92 milhões em descontos previdenciários considerados ilegais atribuídos ao Banco Master. Segundo o parlamentar, os valores teriam sido debitados de aposentados e pensionistas sem autorização.
Em entrevista à Rádio Câmara, o deputado declarou que, com a retomada dos trabalhos legislativos, a comissão pretende aprofundar a apuração sobre o envolvimento da instituição financeira no esquema de descontos indevidos. Ele também se manifestou favorável à criação de uma nova CPI específica para investigar as fraudes relacionadas ao banco.
De acordo com Duarte Jr., enquanto a nova comissão não é instalada, a CPMI do INSS continuará utilizando a estrutura já existente, composta por consultores legislativos, advogados da União e equipe técnica, para dar continuidade às diligências e evitar atrasos nas apurações.
Investigação sobre descontos previdenciários
O parlamentar afirmou que os levantamentos preliminares apontam descontos aplicados diretamente nos benefícios previdenciários, sem autorização formal dos segurados. Os valores teriam sido utilizados em operações financeiras, o que, segundo ele, pode ter exposto os recursos dos beneficiários a riscos.
Segundo Duarte Jr., os principais atingidos são aposentados e pensionistas, grupo que depende majoritariamente do benefício mensal para custeio de despesas básicas. O deputado declarou que a comissão busca identificar responsabilidades e dimensionar o alcance do prejuízo.
Ele defendeu que a eventual instalação de uma nova CPI não prejudicaria os trabalhos atuais. Na avaliação do parlamentar, a medida permitiria investigação mais detalhada sobre o papel do banco, mantendo a CPMI focada no conjunto de fraudes no sistema previdenciário.
Depoimento de dirigente e prorrogação dos trabalhos
O depoimento do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, inicialmente previsto para esta semana, foi adiado para 26 de fevereiro, a pedido da defesa. Duarte Jr. afirmou que o adiamento não compromete o andamento da investigação.
Para o deputado, a remarcação pode facilitar o comparecimento voluntário do empresário e a prestação de esclarecimentos, evitando disputas judiciais que possam atrasar o processo de coleta de informações.
Além das apurações sobre o banco, o parlamentar destacou que, em pouco mais de três meses de funcionamento, a comissão já contribuiu para prisões e medidas cautelares contra suspeitos, incluindo ex-gestores públicos e agentes envolvidos no esquema.
Diante do avanço das investigações, os integrantes do colegiado protocolaram pedido de prorrogação dos trabalhos por pelo menos 60 dias. O relatório final estava previsto para março, mas a extensão do prazo deve permitir aprofundar a chamada segunda fase, voltada especificamente à atuação de instituições financeiras.
*Com informações da Sputnik News.










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