A Caravana de Direitos Humanos apresentou o calendário de atividades para 2026 e anunciou a expansão do atendimento itinerante em municípios da Bahia. O cronograma foi divulgado durante encontro realizado na Casa Castro Alves, em Salvador, com participação de órgãos estaduais, federais, prefeituras e instituições do sistema de Justiça que atuam de forma integrada no projeto.
A iniciativa é definida como política pública itinerante voltada ao acesso a serviços essenciais, com foco em municípios do interior. A ação reúne estruturas do governo estadual, administrações municipais e entidades como Defensoria Pública do Estado da Bahia, Ministério Público do Estado da Bahia, Tribunal de Justiça da Bahia, Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região e Instituto Nacional do Seguro Social.
Entre os serviços ofertados estão emissão de documentos, segunda via de certidões, ID Jovem, Passe Livre Intermunicipal para pessoas com deficiência, orientação jurídica, atendimentos do Procon e atividades educativas, concentrados em estruturas montadas temporariamente nos municípios atendidos.
Estrutura e objetivos da política
Durante a apresentação, o secretário Felipe Freitas afirmou que o novo ciclo busca assegurar continuidade ao acesso à Justiça, promoção da cidadania e educação em direitos humanos. Segundo ele, o calendário consolida a atuação integrada entre diferentes instituições públicas.
O projeto também prevê ações formativas e educativas, com foco na disseminação de informações sobre direitos e no fortalecimento de organizações comunitárias. A proposta é associar atendimento direto a iniciativas de formação social.
De acordo com a secretaria, essa estratégia pretende transformar a Caravana em política permanente, com presença periódica nos territórios de identidade do estado.
Resultados de 2025 e números consolidados
Em 2025, a Caravana realizou 31 edições em 28 municípios, alcançando 14 territórios de identidade. No período, foram contabilizados 31.898 atendimentos e mais de 22 mil pessoas beneficiadas, considerando serviços e atividades educativas.
Os dados indicam que os serviços mais demandados foram a emissão da Carteira de Identidade Nacional, com 5.790 documentos, e a segunda via de certidões, com 5.553 emissões. Também foram registrados 1.613 ID Jovem, 1.104 Passes Livres Intermunicipais para pessoas com deficiência, 723 carteiras de identificação para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e 924 atendimentos do Procon.
A ampliação das ações ocorreu por meio de parceria com a Fundação Luís Eduardo Magalhães (FLEM), responsável por apoiar a gestão operacional do projeto.
Parcerias institucionais
O presidente da FLEM, Rodrigo Hita, afirmou que a cooperação institucional permitiu organizar a logística, ampliar municípios atendidos e otimizar a prestação de serviços. Segundo ele, a atuação conjunta contribui para respostas mais rápidas às demandas locais.
Representantes do sistema de Justiça também destacaram a importância da integração. A promotora Aurivana Braga ressaltou que a articulação entre órgãos aproxima o cidadão das políticas públicas e facilita a garantia de direitos.
A expectativa para 2026 é manter o modelo descentralizado, ampliar a cobertura territorial e preservar a oferta simultânea de serviços administrativos, jurídicos e educacionais.








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