CGU diz que pode processar Banco Master por corrupção após sindicância no Banco Central

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Marques de Carvalho, afirmou nesta quinta-feira (12/02/2026) que o órgão acompanha e supervisiona a sindicância interna instaurada pelo Banco Central para apurar possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master e servidores da autoridade monetária. Segundo o ministro, a empresa poderá ser processada com base na Lei Anticorrupção caso fique comprovado que houve pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

As declarações foram dadas durante participação no programa “Bom Dia, Ministro”, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O ministro explicou que o Banco Central abriu uma investigação administrativa para examinar a conduta de servidores e ex-diretores, procedimento que pode evoluir para um processo disciplinar com aplicação de sanções, incluindo demissão.

De acordo com Vinicius Marques de Carvalho, o papel da CGU é acompanhar e supervisionar as investigações, garantindo a regularidade dos procedimentos e a responsabilização de eventuais envolvidos.

Sindicância no Banco Central e possível processo disciplinar

O ministro detalhou que a investigação aberta pelo Banco Central tem caráter preliminar e busca avaliar a atuação de servidores ou ex-dirigentes eventualmente relacionados ao caso Master. Caso sejam identificadas irregularidades, a sindicância poderá ser convertida em processo disciplinar.

Segundo a CGU, esse tipo de procedimento pode resultar em sanções administrativas, que vão desde advertências até a demissão de servidores, a depender da gravidade das condutas apuradas.

Paralelamente, o órgão de controle também poderá abrir processo administrativo contra o Banco Master, caso a investigação aponte que a instituição tenha praticado atos de corrupção contra agentes públicos.

Possível enquadramento na Lei Anticorrupção

A eventual responsabilização da empresa pode ocorrer com base na Lei nº 12.846/2013, conhecida como Lei Anticorrupção, que prevê punições administrativas e civis para pessoas jurídicas envolvidas em práticas ilícitas contra a administração pública.

Entre as sanções previstas estão multas, proibição de contratar com o poder público e outras penalidades de natureza administrativa e judicial.

O ministro ressaltou que a atuação da CGU se dá em coordenação com outros órgãos de controle e investigação, como Polícia Federal e Receita Federal, dentro do sistema de fiscalização do governo federal.

Declarações sobre combate à corrupção

Durante a entrevista, Vinicius Marques de Carvalho afirmou que o país enfrenta casos relevantes de fraudes, mas que os órgãos de controle têm intensificado a atuação para impedir a ação de criminosos.

Ele declarou que o governo federal mantém uma estrutura de fiscalização ativa, com participação da CGU, da Polícia Federal e da Receita Federal, responsáveis por atividades de controle, investigação e auditoria.

O ministro também afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não politiza o tema da corrupção e comparou a atual postura do governo com a gestão anterior. Segundo ele, o ex-presidente Jair Bolsonaro abordava o assunto com frequência, mas não teria adotado medidas efetivas para enfrentá-lo.


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