A CPI do Crime Organizado do Senado Federal retoma as atividades legislativas nesta terça-feira (03/02/2026) com a oitiva do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, prevista para a primeira reunião do ano. A audiência integra a estratégia da comissão de ouvir gestores estaduais responsáveis pela formulação e execução de políticas de segurança pública.
O convite foi apresentado pelo relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), como parte do cronograma de coleta de informações institucionais. A comissão busca reunir dados técnicos e administrativos para subsidiar as investigações em andamento.
A sessão marca a abertura dos trabalhos de 2026 e a continuidade das apurações sobre a estrutura, o funcionamento e as redes de influência do crime organizado em âmbito nacional.
Estratégia de ouvir governadores
De acordo com o requerimento, a presença do chefe do Executivo distrital permitirá discutir ações de combate à lavagem de dinheiro, descapitalização de facções criminosas e prevenção da infiltração de grupos ilícitos em setores da economia e do Estado.
A CPI considera que a experiência de gestores locais pode contribuir para identificar entraves operacionais, avaliar resultados de políticas públicas e mapear estratégias de enfrentamento ao crime organizado.
O Distrito Federal foi incluído no cronograma por sua posição institucional como sede dos Poderes da República, o que amplia a relevância de medidas de segurança e inteligência.
Objetivos da investigação parlamentar
Instalada no Senado, a comissão tem como finalidade investigar a atuação de organizações criminosas, suas fontes de financiamento, cadeias logísticas e conexões interestaduais, além de examinar eventuais falhas regulatórias.
Os senadores pretendem identificar práticas recorrentes das facções, gargalos no sistema de segurança pública e mecanismos de cooperação entre União, estados e Distrito Federal.
A partir das informações coletadas, o colegiado planeja elaborar propostas legislativas e medidas de alcance nacional voltadas ao fortalecimento do enfrentamento ao crime organizado.
Cooperação entre entes federativos
No documento que fundamenta o convite, o relator destaca que o crime organizado opera de forma sistêmica e ultrapassa fronteiras estaduais, o que exige coordenação entre diferentes esferas de governo.
Segundo o parlamentar, a colaboração direta de governadores e secretários de segurança é considerada essencial para a padronização de protocolos, integração de bases de dados e ações conjuntas de inteligência.
Esse modelo busca ampliar a troca de informações operacionais e reduzir lacunas de fiscalização.
Contexto do Distrito Federal
No caso do Distrito Federal, a CPI pretende avaliar mecanismos de prevenção a crimes financeiros e articulações econômicas de facções, especialmente diante da concentração de órgãos públicos, instituições financeiras e centros decisórios.
Embora indicadores criminais como homicídios apresentem patamares controlados, a comissão entende que a dinâmica política e administrativa da capital federal demanda monitoramento contínuo.
As informações colhidas durante a oitiva deverão compor relatórios técnicos e orientar os próximos requerimentos da CPI ao longo do ano legislativo.
*Com informações da Agência Senado.











Deixe um comentário