O descarte irregular de lixo e entulhos em diferentes áreas de Feira de Santana voltou ao centro das discussões na Câmara Municipal, quarta-feira (04/02/2026), com a defesa da implantação de ecopontos e ampliação de campanhas educativas como medidas para organizar a destinação de resíduos sólidos. A pauta foi apresentada pelo vereador Pastor Valdemir (PP), que relacionou o problema a impactos ambientais, riscos à saúde pública e prejuízos à infraestrutura urbana.
Segundo o parlamentar, mesmo com a coleta regular nos bairros, ainda são registrados pontos clandestinos de descarte, o que demanda alternativas formais para recebimento de materiais e entulhos.
A discussão também incluiu propostas de orientação à população sobre dias e horários da coleta, com foco em prevenção e redução de irregularidades.
Proposta de ecopontos e planejamento urbano
Pastor Valdemir afirmou que o crescimento populacional e a expansão urbana exigem planejamento específico para a gestão de resíduos. Para ele, a ausência de locais adequados para entrega voluntária contribui para o acúmulo de lixo em esquinas, terrenos baldios e vias públicas.
O vereador defendeu a criação de ecopontos distribuídos por regiões estratégicas, onde moradores possam descartar entulho, móveis, restos de obras e outros materiais de forma regular.
De acordo com o parlamentar, a medida facilitaria a logística de coleta, reduziria custos de limpeza corretiva e ampliaria a capacidade de fiscalização.
Impactos ambientais e dificuldades operacionais
Durante o pronunciamento, o vereador citou prejuízos à drenagem urbana, proliferação de vetores e degradação de áreas públicas como consequências do descarte inadequado. Ele relatou que locais recém-beneficiados por obras voltam a apresentar acúmulo de resíduos em curto prazo.
Outro ponto mencionado foi a situação de trabalhadores que transportam materiais, como carroceiros, que enfrentam deslocamentos longos até o aterro sanitário para realizar o descarte.
Segundo o edil, a inexistência de alternativas próximas dificulta o cumprimento das normas e limita a aplicação de penalidades. Para ele, é necessário oferecer estrutura antes de ampliar ações punitivas.
Educação ambiental e informação à população
O vereador Galeguinho (União) reforçou que a conscientização dos moradores é parte do processo de organização da limpeza urbana. Ele sugeriu a produção de materiais informativos com cronogramas de coleta por bairro, a fim de orientar o descarte correto.
A proposta inclui campanhas educativas permanentes, com divulgação em escolas, associações comunitárias e meios de comunicação, para estimular hábitos adequados de destinação de resíduos.
Os parlamentares indicaram que a combinação entre infraestrutura, informação e fiscalização pode reduzir o número de pontos irregulares e melhorar a manutenção dos espaços públicos.








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