A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, realizada entre 5 e 9 de fevereiro de 2026, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva registra 49% de desaprovação e 45% de aprovação, enquanto 39% avaliam o governo como negativo, contra 33% de avaliação positiva e 26% de regular. O levantamento, baseado em 2.004 entrevistas presenciais com eleitores de 16 anos ou mais, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Os dados indicam manutenção de um cenário de avaliação crítica, com o índice de desaprovação superior ao de aprovação e com a percepção negativa superando a positiva no balanço geral do governo.
Aprovação do governo: desaprovação em 49% e aprovação em 45%
O gráfico de evolução da aprovação mostra que, em fevereiro de 2026, 49% desaprovam o governo e 45% aprovam, com 6% sem resposta ou indecisos.
A série histórica indica que o índice de desaprovação permanece consistentemente acima da aprovação desde meados de 2025, com picos de avaliação negativa no primeiro semestre daquele ano.
Diferenças regionais
A pesquisa revela contrastes expressivos entre regiões do país:
- Nordeste: 61% aprovam e 33% desaprovam
- Sudeste: 42% aprovam e 54% desaprovam
- Sul: 32% aprovam e 61% desaprovam
- Centro-Oeste/Norte: 41% aprovam e 51% desaprovam
O resultado confirma a manutenção do Nordeste como principal base de apoio eleitoral, enquanto o Sul e o Sudeste concentram os maiores índices de desaprovação.
Sexo
-
Mulheres: 48% aprovam
-
Homens: 43% aprovam
Faixa etária
-
16 a 34 anos: 43% aprovam
-
35 a 59 anos: 45% aprovam
-
60+ anos: 50% aprovam
Religião
-
Católicos: 52% aprovam
-
Evangélicos: 34% aprovam, 61% desaprovam
Beneficiários do Bolsa Família
-
Aprovam: 60%
Aprovação por renda e escolaridade
Entre os grupos de renda:
- Até 2 salários mínimos: 54% aprovam e 38% desaprovam
- Mais de 5 salários mínimos: 36% aprovam e 60% desaprovam
Por escolaridade:
- Ensino fundamental: 55% aprovam e 39% desaprovam
- Ensino superior: 34% aprovam e 62% desaprovam
Os dados indicam clara divisão socioeconômica na avaliação do governo, com maior apoio entre eleitores de menor renda e escolaridade e rejeição predominante entre segmentos mais escolarizados e de renda mais alta.
Avaliação geral do governo: negativo lidera com 39%
Quando a pergunta trata da avaliação do governo (positivo, regular ou negativo), o resultado é o seguinte:
- Negativo: 39%
- Positivo: 33%
- Regular: 26%
- Não sabem/não responderam: 2%
A série histórica indica que a avaliação negativa subiu ao longo de 2025, atingindo patamares superiores aos de avaliação positiva, que oscilou na faixa de 30%.
Entre os eleitores evangélicos, por exemplo, 61% avaliam negativamente o governo, contra 34% que o aprovam, demonstrando um dos segmentos de maior rejeição.
Percepção econômica
Últimos 12 meses
-
Maioria avalia que a economia piorou ou ficou igual.
Preço dos alimentos
-
Predomínio da percepção de que subiram.
Poder de compra
-
Parcela relevante afirma que compra menos que há um ano.
Emprego
-
Opinião dividida, com leve percepção de maior dificuldade.
Expectativa para 12 meses
-
País dividido entre melhora e continuidade do quadro atual.
Humor do país
Direção do Brasil
-
Maioria considera que o país está na direção errada.
Principais preocupações
-
Economia e custo de vida
-
Segurança pública
Avaliação entre eleitores de 2022
A pesquisa também mostra forte polarização conforme o voto no segundo turno de 2022:
- Eleitores de Lula: 81% aprovam o governo
- Eleitores de Jair Bolsonaro: 86% desaprovam
- Branco, nulo ou abstenção: 50% desaprovam e 39% aprovam
O resultado indica manutenção do eleitorado dividido, com pouca migração significativa entre os blocos políticos.
Intenção de voto – principais cenários
Voto espontâneo
-
Lula lidera com ampla vantagem.
-
Demais nomes aparecem com índices baixos e dispersos.
Primeiro turno – cenários estimulados
Cenário com Lula candidato
Tendência geral:
-
Lula lidera em todos os cenários de primeiro turno.
-
O principal adversário varia entre nomes da direita, mas sem ultrapassar o petista.
Os adversários testados incluem:
-
Tarcísio de Freitas
-
Michelle Bolsonaro
-
Flávio Bolsonaro
-
Romeu Zema
-
Ratinho Jr.
-
Eduardo Leite
-
Outros nomes de centro-direita
Padrão geral dos cenários:
-
Lula aparece na faixa de 35% a 45%.
-
Principal adversário da direita oscila entre 20% e 30%.
-
Terceiros nomes ficam abaixo de dois dígitos.
Segundo turno – cenários simulados
Nos cenários de confronto direto:
Lula vence:
-
Tarcísio de Freitas
-
Michelle Bolsonaro
-
Flávio Bolsonaro
-
Outros nomes da direita
Diferenças:
-
Margens variam de pequena vantagem a vantagem mais confortável, dependendo do adversário.
-
Confrontos com nomes mais conhecidos apresentam disputas mais apertadas.
Reeleição de Lula
Pergunta: se Lula merece mais quatro anos.
-
País dividido, com tendência de rejeição ligeiramente superior à aprovação.
Polarização política
Pergunta: o que causa mais medo.
-
Eleitorado dividido entre:
-
Continuidade de Lula
-
Retorno da família Bolsonaro
-
Influência de Jair Bolsonaro
Sobre indicação de Flávio Bolsonaro:
-
Parte relevante do eleitorado considera que foi um erro.
-
Influência de Bolsonaro permanece forte apenas em seu núcleo ideológico.
Pesquisa revela movimentos estruturais
A pesquisa indica três movimentos estruturais no eleitorado:
1) Governo com desaprovação maior, mas ainda competitivo
A desaprovação supera a aprovação, porém Lula mantém base social sólida e liderança eleitoral.
2) Economia é o eixo decisivo
Percepção negativa do custo de vida e dos alimentos pressiona o governo.
3) Polarização permanece dominante
O sistema político segue organizado em torno de Lula versus bolsonarismo, sem terceira via consistente.
Estabilidade negativa e polarização persistente
Os números indicam um governo em situação de desgaste moderado, com a desaprovação superando a aprovação e a avaliação negativa liderando o quadro geral. O dado mais relevante é a estabilidade desse padrão ao longo de 2025 e início de 2026, o que sugere não um episódio conjuntural, mas uma percepção consolidada em parte significativa do eleitorado.
A divisão regional e socioeconômica mantém o padrão histórico do lulismo: forte apoio entre os mais pobres e no Nordeste, e resistência crescente entre classes médias, eleitores mais escolarizados e regiões do Sul e Sudeste. Trata-se de uma clivagem estrutural, não apenas eleitoral, que atravessa renda, escolaridade, religião e posicionamento político.
Do ponto de vista eleitoral, a pesquisa reforça a manutenção da polarização entre lulistas e bolsonaristas, com índices de aprovação e rejeição quase espelhados entre os dois grupos. Esse cenário indica que, sem mudanças relevantes no quadro econômico ou político, a disputa de 2026 tende a reproduzir o padrão de polarização observado desde 2018, com eleitorados relativamente cristalizados.
A pesquisa Genial Quaest de fevereiro de 2026
A pesquisa nacional foi realizada pelo instituto Quaest, contratada pela Genial Investimentos, como parte da 22ª rodada de monitoramento eleitoral sobre avaliação de governo e intenção de voto para a Presidência da República.
O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 9 de fevereiro de 2026, com 2.004 entrevistas presenciais domiciliares em todo o país. O público-alvo foi composto por brasileiros com 16 anos ou mais. A pesquisa apresenta margem de erro estimada de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
O estudo foi registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-02429/2026, em 05 de fevereiro de 2026, em conformidade com as exigências legais para divulgação de levantamentos eleitorais.
Metodologia e estrutura da amostra
A amostra seguiu modelo de conglomerados em três estágios:
- Sorteio de municípios, proporcional ao tamanho populacional.
- Seleção de setores censitários dentro das localidades.
- Escolha dos entrevistados por cotas de sexo, idade, escolaridade, renda e população economicamente ativa.
As referências estatísticas utilizadas incluíram bases nacionais como PNAD e Censo. Após a coleta, foi aplicada pós-estratificação com método de calibração estatística, além de modelos de estimativa para subgrupos populacionais.
Estrutura do questionário
O questionário foi dividido em blocos temáticos:
- Aprovação e avaliação do governo federal
- Comparação com mandatos anteriores
- Percepção sobre economia e custo de vida
- Direção do país e principais preocupações
- Intenção de voto para presidente em diferentes cenários
- Conhecimento e rejeição de lideranças políticas
- Influência de apoios eleitorais
- Fontes de informação política
- Perfil socioeconômico e posicionamento ideológico
Principais resultados gerais
Entre os indicadores centrais do levantamento:
- 49% desaprovam o governo
- 45% aprovam
- 39% avaliam o governo como negativo
- 33% como positivo
- 26% como regular
Em síntese, trata-se de uma pesquisa nacional quantitativa, presencial e probabilística, registrada na Justiça Eleitoral, com desenho amostral estruturado e foco simultâneo na avaliação do governo e no ambiente eleitoral de 2026. O modelo permite comparações históricas e análise de padrões estruturais do eleitorado brasileiro.










Deixe um comentário