Novas tarifas dos EUA reduzem encargos para Brasil e China e elevam custos para Reino Unido e União Europeia, aponta levantamento internacional

A implementação de uma tarifa global de 15% pelos Estados Unidos, válida a partir desta segunda-feira (23/02/2026), reposicionou o impacto das taxas comerciais sobre parceiros internacionais. Levantamento divulgado pelo jornal Financial Times indica que Brasil e China foram os principais beneficiários da mudança, enquanto Reino Unido e União Europeia registraram aumento médio nas tarifas.

A decisão ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos cancelar a maior parte das tarifas anteriores adotadas durante o governo do ex-presidente Donald Trump, que variavam conforme o país. O novo modelo estabelece alíquota uniforme, substituindo a estrutura diferenciada.

Segundo o cálculo divulgado, a redistribuição das taxas alterou a competitividade de exportadores e importadores, com reflexos diretos no custo de acesso ao mercado norte-americano.

Benefícios para economias emergentes

O Brasil aparece na primeira posição entre os países beneficiados, com redução média de 13,6% nas tarifas aplicadas aos seus produtos. A queda pode ampliar a margem de competitividade de setores exportadores, especialmente commodities agrícolas e minerais.

A China surge em seguida, com diminuição média de 7,1%, após anos de disputas comerciais e aplicação de sobretaxas específicas. A mudança reduz parte das barreiras impostas anteriormente sobre manufaturados e bens industriais.

De acordo com a análise, países classificados como mais independentes nas negociações comerciais foram favorecidos pela padronização, já que a nova alíquota substituiu percentuais mais altos praticados anteriormente.

Aumento de custos para aliados tradicionais

Na direção oposta, economias que já mantinham tarifas menores registraram elevação. O Reino Unido lidera as perdas, com alta média de 2,1% nas taxas aplicadas aos seus produtos exportados para os Estados Unidos.

A União Europeia também apresentou impacto negativo, com acréscimo médio de 0,8%, o que pode afetar cadeias produtivas integradas ao mercado norte-americano, sobretudo nos setores automotivo e tecnológico.

O relatório aponta que esses países haviam negociado condições diferenciadas no passado. Com a tarifa única, perderam vantagens relativas anteriormente asseguradas.

Mudança no padrão comercial global

A nova política comercial simplifica a cobrança ao aplicar percentual idêntico para todos os parceiros, reduzindo exceções e acordos específicos. Analistas avaliam que a medida tende a reequilibrar fluxos de comércio, mas pode gerar reações diplomáticas.

Especialistas destacam que alterações tarifárias influenciam preços finais, volumes de exportação e estratégias logísticas, exigindo adaptação de empresas que operam no mercado internacional.

O governo norte-americano ainda não detalhou possíveis revisões futuras ou negociações bilaterais para ajustes setoriais, mantendo o percentual de 15% como regra geral.

*Com informações da Sputnik News.


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