Pesquisa Atlas/Bloomberg de fevereiro de 2026 mostra presidente Lula liderando cenários de 1º turno e disputas equilibradas no 2º turno

A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg sobre as eleições presidenciais de 2026, divulgada nesta quarta-feira (25/02/2026), revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera todos os cenários de primeiro turno testados, enquanto as simulações de segundo turno apontam disputas mais apertadas contra candidatos da direita, especialmente Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.

O levantamento também indica desaprovação ligeiramente superior à aprovação do governo, além de elevados índices de rejeição entre os principais líderes políticos nacionais.

A pesquisa foi realizada entre 19 e 24 de fevereiro de 2026, com 4.986 entrevistados em todo o território nacional, utilizando metodologia de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro estimada é de ±1 ponto percentual, com nível de confiança de 95%, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07600/2026.

Aprovação presidencial

A pesquisa indica que a desaprovação ao presidente Lula supera a aprovação.

Avaliação do desempenho presidencial

  • Desaprova: 51,5%
  • Aprova: 46,6%
  • Não sabem: 1,8%

Avaliação do governo

Quando os entrevistados foram questionados sobre a avaliação geral da administração federal:

  • Ruim ou péssimo: 48,4%
  • Ótimo ou bom: 42,7%
  • Regular: 8,9%

Simulação da eleição de 2022 repetida em 2026

O levantamento também testou um cenário hipotético replicando os candidatos da eleição de 2022.

Resultado da simulação:

  • Lula: 44,9%
  • Jair Bolsonaro: 43,4%
  • Ciro Gomes: 3,8%
  • Simone Tebet: 2,0%
  • Outro candidato de 2022: 1,0%
  • Voto branco/nulo: 3,8%
  • Não sabem: 1,2%

Cenários de primeiro turno com Lula

A AtlasIntel testou cinco cenários distintos de primeiro turno.

Cenário 1

  • Lula: 45,0%
  • Flávio Bolsonaro: 37,9%
  • Ronaldo Caiado: 4,9%
  • Romeu Zema: 3,9%
  • Renan Santos: 2,9%
  • Aldo Rebelo: 1,1%
  • Branco/nulo: 3,8%
  • Não sabem: 0,5%

Cenário 2

  • Lula: 45,1%
  • Flávio Bolsonaro: 39,5%
  • Romeu Zema: 3,9%
  • Ratinho Jr.: 3,8%
  • Renan Santos: 3,2%
  • Aldo Rebelo: 1,1%
  • Branco/nulo: 2,8%
  • Não sabem: 0,6%

Cenário 3

  • Lula: 45,3%
  • Flávio Bolsonaro: 39,1%
  • Romeu Zema: 5,7%
  • Renan Santos: 3,7%
  • Eduardo Leite: 1,6%
  • Aldo Rebelo: 1,2%
  • Branco/nulo: 3,0%
  • Não sabem: 0,5%

Cenário 4

  • Lula: 43,3%
  • Tarcísio de Freitas: 36,2%
  • Romeu Zema: 8,5%
  • Ronaldo Caiado: 5,1%
  • Renan Santos: 2,5%
  • Aldo Rebelo: 0,9%
  • Branco/nulo: 2,1%
  • Não sabem: 1,4%

Cenário 5

  • Lula: 47,1%
  • Flávio Bolsonaro: 33,1%
  • Tarcísio de Freitas: 7,4%
  • Ronaldo Caiado: 4,1%
  • Renan Santos: 3,3%
  • Romeu Zema: 1,5%
  • Aldo Rebelo: 1,4%
  • Branco/nulo: 2,0%
  • Não sabem: 0,1%

Cenário alternativo com Fernando Haddad

A pesquisa também testou um cenário em que Fernando Haddad substitui Lula como candidato do campo governista.

Cenário 6 — primeiro turno

  • Fernando Haddad: 39,1%
  • Flávio Bolsonaro: 37,1%
  • Romeu Zema: 4,1%
  • Ronaldo Caiado: 3,6%
  • Renan Santos: 3,5%
  • Aldo Rebelo: 1,4%
  • Branco/nulo: 9,8%
  • Não sabem: 1,1%

Cenários de segundo turno

A pesquisa avaliou sete simulações de segundo turno.

Lula x Michelle Bolsonaro

  • Lula: 47,5%
  • Michelle Bolsonaro: 44,7%
  • Branco/nulo/não sabem: 7,8%

Lula x Jair Bolsonaro

  • Lula: 47,3%
  • Jair Bolsonaro: 45,4%
  • Branco/nulo/não sabem: 7,3%

Lula x Flávio Bolsonaro

  • Lula: 46,2%
  • Flávio Bolsonaro: 46,3%
  • Branco/nulo/não sabem: 7,5%

Lula x Romeu Zema

  • Lula: 46,0%
  • Romeu Zema: 41,7%
  • Branco/nulo/não sabem: 12,3%

Lula x Tarcísio de Freitas

  • Lula: 45,9%
  • Tarcísio de Freitas: 47,1%
  • Branco/nulo/não sabem: 7,0%

Lula x Ronaldo Caiado

  • Lula: 45,7%
  • Ronaldo Caiado: 37,6%
  • Branco/nulo/não sabem: 16,7%

Lula x Ratinho Jr.

  • Lula: 45,5%
  • Ratinho Jr.: 39,0%
  • Branco/nulo/não sabem: 15,5%

Lula x Eduardo Leite

  • Lula: 45,2%
  • Eduardo Leite: 24,5%
  • Branco/nulo/não sabem: 30,3%

Rejeição dos líderes políticos

A pesquisa também mediu rejeição eleitoral, ou seja, o percentual de eleitores que afirmam não votar de forma alguma em determinado político.

  • Lula: 48,2%
  • Flávio Bolsonaro: 46,4%
  • Jair Bolsonaro: 44,2%
  • Renan Santos: 43,7%
  • Nikolas Ferreira: 42,2%
  • Michelle Bolsonaro: 40,8%
  • Eduardo Leite: 38,3%
  • Ronaldo Caiado: 36,6%
  • Romeu Zema: 36,4%
  • Ratinho Jr.: 35,7%
  • Tarcísio de Freitas: 35,5%
  • Ciro Gomes: 34,6%
  • Fernando Haddad: 33,8%
  • Nenhum destes: 2,3%

Comparativo Lula x Flávio Bolsonaro

A pesquisa também mediu qual resultado eleitoral gera mais preocupação entre os eleitores.

  • Reeleição de Lula: 47,5%
  • Eleição de Flávio Bolsonaro: 44,9%
  • Ambos preocupam igualmente: 7,1%
  • Não sabem: 0,5%

Comparação por áreas de governo

Os entrevistados também indicaram em qual dos dois líderes confiam mais para administrar áreas específicas do governo.

Área Lula Flávio Bolsonaro
Geração de empregos 49% 45%
Promoção da democracia 49% 43%
Educação 47% 47%
Pobreza e desigualdade social 47% 47%
Saúde 47% 47%
Proteção do meio ambiente 47% 44%
Política externa 47% 44%
Criminalidade e tráfico de drogas 47% 49%
Economia e inflação 46% 46%
Infraestrutura 46% 48%
Equilíbrio fiscal e controle de gastos 45% 47%
Combate à corrupção 45% 46%

Cenário eleitoral polarizado

Os resultados da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg revelam um cenário eleitoral ainda fortemente polarizado, semelhante ao observado nas eleições presidenciais de 2018 e 2022. Embora Lula lidere todos os cenários de primeiro turno testados, as simulações de segundo turno mostram disputas competitivas contra candidatos ligados ao campo conservador, especialmente Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.

Outro aspecto relevante é a fragmentação do campo da direita, que aparece representado por vários nomes — Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Ratinho Jr. Essa dispersão tende a favorecer Lula no primeiro turno, mas pode produzir rearranjos eleitorais no segundo turno, caso uma candidatura consiga consolidar apoio.

Também chama atenção o alto nível de rejeição entre os principais líderes políticos, indicando um ambiente de saturação da polarização. Esse fator pode influenciar a dinâmica da campanha e abrir espaço para candidaturas alternativas ao longo do processo eleitoral.

Metodologia e perfil da amostra

A pesquisa foi realizada pelo instituto AtlasIntel por meio da metodologia Atlas Random Digital Recruitment (RDR), baseada no recrutamento digital orgânico de participantes durante a navegação na internet em diferentes dispositivos, como smartphones, tablets, laptops e computadores. O modelo busca reduzir distorções associadas a métodos tradicionais de coleta de dados, como a fadiga de respondentes em painéis fixos, a influência psicológica da interação presencial com entrevistadores e os vieses frequentemente observados em pesquisas telefônicas. Para assegurar representatividade nacional, os dados são submetidos a pós-estratificação estatística, considerando variáveis como sexo, faixa etária, nível educacional, renda familiar, região do país e comportamento eleitoral anterior.

A população-alvo da pesquisa é a população adulta brasileira, com 4.986 respondentes, margem de erro de ±1 ponto percentual e nível de confiança de 95%, com coleta realizada entre 19 e 24 de fevereiro de 2026. A amostra é composta por 52,6% de mulheres e 47,4% de homens. Por faixa etária, os entrevistados distribuem-se em 11,4% entre 16 e 24 anos, 20,3% entre 25 e 34, 20,1% entre 35 e 44, 24,8% entre 45 e 59 e 23,4% com 60 anos ou mais. Em termos de escolaridade, 33,2% possuem ensino fundamental, 41,4% ensino médio e 25,4% ensino superior. A renda familiar apresenta a seguinte composição: 22,2% até R$ 2.000, 17,9% entre R$ 2.000 e R$ 3.000, 23,4% entre R$ 3.000 e R$ 5.000, 23,2% entre R$ 5.000 e R$ 10.000 e 13,3% acima de R$ 10.000. Regionalmente, a amostra é formada por 39,5% do Sudeste, 28,7% do Nordeste, 14,7% do Sul, 8,6% do Centro-Oeste e 8,5% do Norte.

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Análise macro da Pesquisa Atlas/Bloomberg de fevereiro de 2026: polarização negativa, “incumbência resiliente” e a disputa real pelo 2º turno | Por Carlos Augusto


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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