Policiais federais anunciaram a realização de um protesto nacional marcado para terça-feira (24/02/2026), com mobilizações previstas em frente às superintendências da Polícia Federal e em delegacias do interior do país. Na Bahia, o ato está programado para ocorrer às 11h30, diante da Superintendência Regional da Polícia Federal, em Salvador. A manifestação tem como principal objetivo pressionar o Governo Federal a enviar ao Congresso Nacional o projeto de lei que institui o Fundo de Combate ao Crime Organizado (FUNCOC), mecanismo que pretende assegurar financiamento permanente para ações de inteligência, tecnologia e estrutura operacional no enfrentamento às organizações criminosas.
Mobilização nacional da Polícia Federal
A mobilização anunciada pela categoria ocorre de forma coordenada em diversas regiões do país. O protesto foi convocado como forma de cobrar do governo federal a formalização e envio ao Congresso Nacional do projeto que cria o FUNCOC, considerado pelos policiais federais um instrumento estratégico para o fortalecimento da segurança pública federal.
De acordo com a nota divulgada pela representação regional da categoria na Bahia, o fundo público seria destinado ao financiamento permanente das ações de combate ao crime organizado, contemplando investimentos em áreas consideradas essenciais para a atuação policial.
Entre os pontos destacados pela categoria estão:
- Ampliação das estruturas de inteligência policial
- Investimentos em tecnologia e equipamentos
- Reforço da capacidade operacional da Polícia Federal
- Fortalecimento das ações federais de segurança pública
A proposta busca estruturar de maneira estável o financiamento dessas atividades, evitando dependência exclusiva de dotações orçamentárias anuais.
Projeto de lei aguarda envio ao Congresso
Segundo a entidade representativa dos policiais federais, o projeto de lei que cria o FUNCOC tramita no âmbito do Governo Federal desde novembro do ano passado, mas ainda não foi encaminhado ao Congresso Nacional para análise e votação.
A ausência de envio do texto legislativo ao Parlamento é apontada pela categoria como o principal motivo da mobilização nacional.
Na avaliação dos policiais, a demora na formalização da proposta compromete a implementação de mecanismos estruturais de financiamento voltados ao enfrentamento das organizações criminosas, tema considerado prioritário na agenda de segurança pública do país.
Declarações do governo e pressão da categoria
A nota pública divulgada pela representação regional da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal na Bahia (ADPF-BA) menciona declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em diferentes ocasiões tem afirmado que a Polícia Federal desempenha papel essencial no combate ao crime organizado.
Com base nesse entendimento, os policiais federais defendem que o governo federal adote as medidas necessárias para garantir a tramitação do projeto de lei, permitindo que o Congresso Nacional delibere sobre a criação do fundo.
A mobilização ocorre, portanto, como uma forma de pressão institucional para acelerar o processo legislativo.
Protesto pode se estender
De acordo com a entidade representativa da categoria na Bahia, o protesto não possui prazo definido para encerramento. Novas ações podem ser adotadas conforme o andamento das negociações com o governo federal e as deliberações das assembleias realizadas pelos policiais federais.
A decisão sobre eventuais medidas adicionais dependerá do desdobramento das tratativas e da evolução do debate sobre o envio do projeto ao Congresso.
A mobilização na Bahia é liderada pelo diretor regional da ADPF-BA, Wal Goulart, responsável pela mobilização do ato.








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