O cenário preliminar da eleição presidencial de 2026 revela um equilíbrio complexo entre número de governadores aliados e peso eleitoral dos Estados governados por esses líderes. Levantamento do site Poder360 indica que 12 governadores apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno, enquanto 5 governadores estão alinhados ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
Apesar da vantagem numérica do presidente, os governadores ligados ao campo bolsonarista administram Estados com maior densidade eleitoral, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, o que pode alterar a correlação de forças na disputa presidencial. No conjunto dos Estados governados por aliados de Lula, o eleitorado soma mais de 55 milhões de eleitores, enquanto o campo conservador tem forte presença em colégios eleitorais estratégicos.
O levantamento também indica que o cenário ainda está em consolidação. Diversos governadores permanecem sem posição formal declarada, enquanto outros tendem a apoiar determinado candidato apenas no segundo turno. Além disso, a possibilidade de ao menos 11 governadores deixarem o cargo para disputar o Senado pode provocar mudanças relevantes na configuração política dos Estados.
Mapa de apoios entre governadores
O levantamento indica que 12 dos 27 governadores brasileiros estão alinhados ao presidente Lula no primeiro turno da eleição presidencial.
Entre os governadores que integram esse bloco estão:
- Jerônimo Rodrigues (PT) — Bahia
- Elmano de Freitas (PT) — Ceará
- Helder Barbalho (MDB) — Pará
- Fátima Bezerra (PT) — Rio Grande do Norte
- Rafael Fonteles (PT) — Piauí
- Paulo Dantas (MDB) — Alagoas
- Clécio Luís (União Brasil) — Amapá
- João Azevêdo (PSB) — Paraíba
- Renato Casagrande (PSB) — Espírito Santo
- Raquel Lyra (PSD) — Pernambuco
- Carlos Brandão (sem partido) — Maranhão
- Fábio Mitidieri (PSD) — Sergipe
Esse conjunto de Estados concentra forte presença no Nordeste e no Norte, regiões onde o presidente tradicionalmente possui base eleitoral consolidada.
Governadores alinhados a Flávio Bolsonaro
No campo conservador, 5 governadores aparecem alinhados ao senador Flávio Bolsonaro, com destaque para Estados economicamente e eleitoralmente relevantes.
Entre eles estão:
- Tarcísio de Freitas (Republicanos) — São Paulo
- Cláudio Castro (PL) — Rio de Janeiro
- Ibaneis Rocha (MDB) — Distrito Federal
- Jorginho Mello (PL) — Santa Catarina
- Mauro Mendes (União Brasil) — Mato Grosso
Apesar de numericamente menor, esse grupo administra Estados que concentram parte expressiva do eleitorado brasileiro. Apenas São Paulo possui cerca de 34,4 milhões de eleitores, o maior colégio eleitoral do país.
Estados com tendência de apoio ou posição indefinida
Uma parcela relevante do mapa político permanece aberta. Alguns governadores ainda não declararam posição oficial, enquanto outros apresentam tendência de alinhamento ao campo bolsonarista no segundo turno.
Entre eles:
- Romeu Zema (Novo) — Minas Gerais
- Ratinho Júnior (PSD) — Paraná
- Ronaldo Caiado (PSD) — Goiás
- Eduardo Riedel (PP) — Mato Grosso do Sul
- Wilson Lima (União Brasil) — Amazonas
- Marcos Rocha (PSD) — Rondônia
- Antônio Denarium (PP) — Roraima
- Wanderlei Barbosa (Republicanos) — Tocantins
Também aparecem como indefinidos:
- Eduardo Leite (PSD) — Rio Grande do Sul
- Gladson Cameli (PP) — Acre
Caso parte desses governadores consolide apoio ao campo bolsonarista no segundo turno, o número de Estados alinhados a Flávio Bolsonaro poderia chegar a 13, superando o bloco governista.
Peso eleitoral dos Estados
A disputa presidencial também será influenciada pela distribuição do eleitorado entre os Estados governados por aliados de cada candidato.
Entre os maiores colégios eleitorais brasileiros estão:
- São Paulo — cerca de 34,4 milhões de eleitores
- Minas Gerais — cerca de 16,4 milhões
- Rio de Janeiro — cerca de 13 milhões
- Bahia — aproximadamente 11,2 milhões
- Paraná — cerca de 8,6 milhões
- Rio Grande do Sul — cerca de 8,6 milhões
Essa distribuição ajuda a explicar por que o número de governadores aliados não necessariamente determina vantagem eleitoral imediata.
Possível saída de governadores para disputar o Senado
Outro elemento que pode alterar o cenário político é a possibilidade de pelo menos 11 governadores deixarem o cargo para disputar o Senado em 2026.
Entre os nomes mencionados estão:
- Ibaneis Rocha (MDB) — Distrito Federal
- Cláudio Castro (PL) — Rio de Janeiro
- Antônio Denarium (PP) — Roraima
- Helder Barbalho (MDB) — Pará
- Mauro Mendes (União Brasil) — Mato Grosso
- Fátima Bezerra (PT) — Rio Grande do Norte
- Renato Casagrande (PSB) — Espírito Santo
- João Azevêdo (PSB) — Paraíba
- Marcos Rocha (PSD) — Rondônia
Há também situações específicas:
- Carlos Brandão (Maranhão) desistiu da disputa ao Senado para evitar transferir o governo ao vice Felipe Camarão (PT), seu adversário político.
- Wanderlei Barbosa (Tocantins) suspendeu temporariamente a candidatura após conflito com o vice Laurez Moreira.
No Rio de Janeiro, a possível saída de Cláudio Castro gera um cenário institucional incomum. Como o governador não possui vice, uma eventual renúncia poderia levar à eleição indireta para o governo estadual pela Assembleia Legislativa.








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