Nesta terça-feira (24/02/2026), a Secretaria Municipal de Educação de Feira de Santana (Seduc) divulgou nota oficial na qual reafirma posição contrária à paralisação das atividades escolares no município. A manifestação ocorre em meio ao processo de negociação com o sindicato da categoria, representado pela APLB, em torno de reivindicações de professores e demais profissionais da educação. Segundo a pasta, há atualmente uma mesa permanente de diálogo institucional, na qual demandas sindicais estão sendo discutidas e encaminhadas administrativamente.
A secretaria sustenta que mantém canal aberto e permanente de interlocução com a representação sindical, ouvindo as reivindicações apresentadas e buscando soluções para os pontos levantados pela categoria. A Seduc argumenta que parte das demandas já foi atendida, enquanto outras permanecem em análise técnica ou em fase de encaminhamento administrativo.
De acordo com o comunicado, a gestão municipal considera que a interrupção das atividades escolares ocorre em um momento sensível das negociações, no qual mecanismos institucionais ainda estão em funcionamento para tentar alcançar consensos.
Seduc aponta avanços nas negociações com a APLB
Segundo a Secretaria Municipal de Educação, desde o início das tratativas com a APLB foram estabelecidos procedimentos formais de diálogo, com reuniões periódicas e análise das reivindicações apresentadas pelos representantes da categoria.
A pasta afirma que algumas medidas já foram implementadas, embora o comunicado não detalhe quais ações foram efetivamente executadas. Outros pontos, conforme a nota, encontram-se em fase de estudo técnico ou avaliação administrativa, o que envolve análise orçamentária, jurídica e de viabilidade institucional.
O objetivo, segundo a secretaria, é compatibilizar as demandas do magistério com os limites legais e fiscais da administração pública, respeitando a legislação vigente e os instrumentos de gestão da política educacional municipal.
Comissão intersecretarial será criada para ampliar diálogo
Como parte das estratégias para aprofundar as negociações, a Seduc anunciou a criação de uma comissão intersecretarial, destinada a ampliar o diálogo institucional e acelerar a análise das reivindicações.
De acordo com a secretaria, o grupo deverá reunir representantes de diferentes áreas da administração municipal, com a finalidade de avaliar os aspectos técnicos, jurídicos e administrativos das demandas apresentadas pelo sindicato.
A expectativa da gestão municipal é que essa estrutura permita maior integração entre os setores da prefeitura, contribuindo para o avanço das negociações e para a construção de soluções que contemplem as necessidades da educação municipal.
Secretaria reforça compromisso com legalidade e continuidade do ensino
Na nota oficial, a Seduc destaca que não compactua com paralisações das atividades escolares, especialmente em um contexto de negociações em curso.
A secretaria argumenta que a prioridade da gestão é garantir o funcionamento regular das escolas e a continuidade do calendário letivo, ao mesmo tempo em que busca avançar nas tratativas com os representantes dos trabalhadores da educação.
Segundo o comunicado, a administração municipal seguirá empenhada em manter o diálogo com todas as partes envolvidas, incluindo professores, sindicatos, gestores escolares e comunidade educacional.
A pasta afirma ainda que continuará trabalhando para construir soluções institucionais que atendam aos interesses da educação pública e da comunidade escolar de Feira de Santana, respeitando os limites legais e administrativos da gestão pública.
Impactos das paralisações na educação pública
Paralisações e greves na área da educação são fenômenos recorrentes em diversas redes públicas de ensino no Brasil e costumam estar associadas a reivindicações salariais, condições de trabalho e políticas educacionais.
No entanto, especialistas em políticas públicas apontam que interrupções frequentes do calendário escolar podem gerar impactos diretos no processo de aprendizagem, sobretudo em sistemas educacionais que já enfrentam desafios estruturais.
Entre os efeitos mais frequentemente apontados estão:
- Prejuízos à continuidade pedagógica
- Fragmentação do calendário letivo
- Dificuldades na reposição de conteúdo
- Ampliação das desigualdades educacionais
Em redes públicas com maior vulnerabilidade social, a interrupção prolongada das aulas tende a afetar principalmente estudantes de famílias com menor acesso a recursos educacionais complementares.








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