Senador Jaques Wagner exalta “trilha” política de Lula e destaca expansão da rede de saúde na Bahia durante ato do Novo PAC Saúde

Na cerimônia realizada nesta sexta-feira (06/02/2026), em Salvador, para anúncio de novas ações do Novo PAC Saúde, o senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que o grupo político que governa a Bahia há quase duas décadas segue uma “trilha plantada” por Luiz Inácio Lula da Silva, associando o legado do presidente à ampliação da rede pública de saúde no estado e à estratégia federal de reduzir filas de consultas e exames por meio de telessaúde, novos equipamentos para a atenção básica e reforço do SAMU 192.

A fala de Jaques Wagner: “governar bem é fazer mais por quem mais precisa”

Ao discursar, Jaques Wagner cumprimentou prefeitos, parlamentares e integrantes do governo e afirmou que sua relação com Lula remonta ao fim da década de 1970, citando a participação do então líder sindical em atividades na Bahia e a articulação que antecedeu a fundação do Partido dos Trabalhadores. No centro de sua fala, o senador associou a presença de Lula e as entregas do PAC Saúde à ideia de que “governar bem” significa priorizar “quem mais precisa”.

Wagner afirmou que, apesar de estilos diferentes entre lideranças do grupo político baiano, haveria uma continuidade de orientação e método político, que ele atribuiu à influência de Lula. Na avaliação apresentada no discurso, a saúde aparece como o eixo mais tangível dessa continuidade: o senador destacou obras e estruturas já implantadas no estado ao longo dos últimos anos, como hospitais e policlínicas, além de iniciativas voltadas a cuidados especializados.

Números citados pelo senador sobre a rede estadual

No pronunciamento, Wagner atribuiu ao ciclo político estadual os seguintes marcos:

  • 30 hospitais realizados no período mencionado por ele
  • 25 a 27 policlínicas em funcionamento (na faixa indicada no discurso)
  • Implantação de um hospital paliativo, citado como pioneiro no país, voltado a pacientes em condição terminal

Ele também ressaltou o impacto social da ampliação de serviços, descrevendo a doença na família como uma das situações de maior pressão sobre lares e comunidades, sobretudo em municípios com limitações de oferta local e dependência de regulação e deslocamento.

Telessaúde como “salto” para reduzir fila e distância

Wagner enfatizou a importância da conectividade e da oferta de consulta especializada a partir de localidades distantes, associando o tema aos anúncios de telessaúde e equipamentos conectados. A tese defendida no discurso é a de que a tecnologia pode reduzir a necessidade de viagens para capitais e polos regionais, aproximando atendimento especializado da realidade do interior.

Esse argumento dialogou com a narrativa apresentada por outras autoridades durante o evento, que descreveram casos de atendimento remoto com paciente acompanhado a centenas de quilômetros de Salvador e a expectativa de queda no tempo de espera por consultas especializadas.

Contexto político no palco: 2026, alianças e discurso de continuidade

Embora o ato tivesse foco em saúde pública, as falas incorporaram sinais claros de articulação política e de disputa narrativa sobre o período recente. Em discursos anteriores ao de Wagner, houve referências a impeachment, “conspiração” e ao cenário eleitoral de 2026, com menções a alianças e a nomes do campo governista.

Na fala de Wagner, a dimensão política apareceu menos como ataque direto e mais como defesa de um modelo de gestão, centrado na entrega de serviços públicos e na comparação entre o que é “prometido” e o que é “entregue” à população, especialmente no interior e em municípios com menor capacidade fiscal.

Entregas, compras e contratos: do tomógrafo ao transporte sanitário

A cerimônia também foi marcada por atos de assinatura envolvendo o Ministério da Saúde e fornecedores de equipamentos e veículos. Entre os destaques anunciados ao público, estão:

Aquisição de tomógrafos para hospitais com demanda oncológica

Foi mencionada a assinatura de ata para aquisição de 80 tomógrafos destinados a hospitais especializados no tratamento de câncer, com o argumento de ampliar capacidade de exames e acelerar diagnósticos. A compra foi apresentada como de grande escala.

Programa de transporte sanitário “Caminhos da Saúde”

O evento destacou contratos para aquisição de veículos voltados ao transporte sanitário de pacientes do SUS, incluindo micro-ônibus, ambulâncias e vans, com ênfase em acessibilidade e possibilidade de acompanhante. A justificativa apresentada foi reduzir desgaste de deslocamentos longos para tratamentos como hemodiálise e terapias continuadas, citando rotinas extenuantes de saída de madrugada e retorno tarde da noite.

SAMU e unidades odontológicas móveis

Além das ambulâncias, houve a apresentação de unidades móveis para atenção odontológica, com o propósito de levar atendimento a áreas remotas, territórios rurais e comunidades com maior dificuldade de acesso, reforçando a estratégia de ampliar cobertura territorial.


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