Arroba do boi gordo recua para R$ 340 em Feira de Santana após pico, mas mercado segue firme em 2026

O preço da arroba do boi gordo na região de Feira de Santana foi atualizado para R$ 340,00 nesta semana terceira semana de março de 2026, segundo levantamento da Cooperfeira. O valor representa um recuo em relação às duas semanas anteriores, quando a cotação permaneceu em R$ 350,00, mas ainda mantém o mercado em patamar elevado. A avaliação da cooperativa é de que houve um ajuste pontual, influenciado pelo aumento da oferta de animais prontos para abate, sem alteração mais profunda na tendência de valorização observada ao longo de 2026.

Mercado do boi gordo registra ajuste após retenção no pasto

De acordo com a análise da Cooperfeira, a oscilação recente decorre de uma mudança temporária na oferta. Nas semanas anteriores, as chuvas registradas em diferentes regiões da Bahia estimularam produtores a manter o gado no pasto por mais tempo, à espera de melhor ganho de peso. Esse movimento reduziu a disponibilidade imediata de animais para abate e contribuiu para a elevação dos preços.

Com a melhora das condições no campo e a liberação gradual desses animais, a oferta aumentou, produzindo reflexo direto nas cotações. Ainda assim, a leitura predominante é de que o mercado segue aquecido, sem sinal de queda acentuada. Mesmo com a média em R$ 340,00, a cooperativa informou que houve negócios pontuais a R$ 345,00, o que reforça a sustentação dos preços em nível elevado.

A referência divulgada pela Cooperfeira é baseada em informações repassadas por compradores que realizam abate no Frifeira. Por essa razão, os números funcionam como um parâmetro do mercado regional, podendo sofrer oscilações de acordo com a movimentação diária entre frigoríficos, compradores e pecuaristas.

Valorização da arroba se consolidou ao longo de 2026

A trajetória de alta da arroba do boi gordo ao longo deste ano permanece evidente. No início de janeiro, a cotação girava entre R$ 310,00 e R$ 315,00. A partir da segunda quinzena do mês, com a chegada das primeiras chuvas, os preços migraram para a faixa de R$ 320,00 a R$ 325,00.

Em fevereiro, o movimento de valorização se intensificou, com negociações entre R$ 330,00 e R$ 350,00, até alcançar o pico recente observado nas últimas semanas. O recuo atual, portanto, não elimina o desempenho acumulado do período, mas sinaliza uma acomodação de mercado após uma fase de oferta mais restrita.

Mesmo após essa correção, o valor atual ainda representa uma valorização expressiva em comparação com o começo do ano. O comportamento da arroba indica um ambiente de mercado sustentado por equilíbrio entre oferta e demanda, com influência direta das condições climáticas e da estratégia dos produtores em relação ao momento de venda dos animais.

Chuvas e estratégia do produtor influenciaram a formação de preços

A dinâmica recente mostra como o regime de chuvas segue exercendo papel decisivo sobre a pecuária regional. Quando as pastagens melhoram, cresce a possibilidade de retenção do gado para ganho adicional de peso, o que reduz a pressão de venda imediata e pode restringir a oferta no curto prazo.

Esse mecanismo ficou evidente nas semanas em que a arroba atingiu o patamar de R$ 350,00. A valorização não foi explicada apenas por uma expansão da demanda, mas sobretudo por uma oferta momentaneamente menor, em razão da retenção de animais no campo.

Agora, com a liberação gradual desses lotes, o mercado passa por uma reacomodação. Ainda assim, os registros de negócios acima da média indicam que não houve enfraquecimento relevante da praça pecuária de Feira de Santana, que segue operando em nível firme.

Referência regional mantém importância para pecuaristas e compradores

O levantamento da Cooperfeira tem relevância prática para o acompanhamento do mercado pecuário regional, especialmente por reunir informações de agentes diretamente ligados ao abate no Frifeira. Em um cenário de oscilações curtas e sensíveis a fatores climáticos, logísticos e comerciais, esse tipo de referência contribui para orientar decisões de venda e negociação.

A manutenção da arroba em R$ 340,00, mesmo após o recuo, indica que a praça continua distante dos valores registrados no início de janeiro. Isso sugere que a base de preços da região foi elevada ao longo do primeiro trimestre, acompanhando um cenário de maior firmeza no setor.

Para produtores, frigoríficos e intermediários, o comportamento recente reforça a necessidade de acompanhamento constante do mercado, já que pequenas alterações na oferta podem produzir impactos imediatos na cotação semanal. Em regiões com forte dependência das condições de pastagem, esse movimento costuma ser ainda mais perceptível.


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