Bahia registra menor número de mortes violentas em 14 anos em fevereiro de 2026, aponta Secretaria da Segurança Pública

O estado da Bahia registrou 258 mortes violentas em fevereiro de 2026, o menor número dos últimos 14 anos, segundo dados consolidados pelas Polícias Civil e Científica. O levantamento considera ocorrências classificadas como homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte. Em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 341 casos, o índice representa redução de 24,3%. O resultado é atribuído pelas autoridades ao trabalho integrado entre forças estaduais e federais de segurança, além das ações do Programa Bahia Pela Paz, voltado à prevenção da violência e à ampliação de políticas públicas para jovens em situação de vulnerabilidade.

Queda histórica nos crimes contra a vida

O balanço divulgado nesta quinta-feira (05/03/2026) pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) indica que o mês de fevereiro de 2026 apresentou o menor registro de mortes violentas desde 2012, quando teve início a série histórica considerada para o comparativo.

Os dados incluem três categorias de crimes graves contra a vida:

  • Homicídio
  • Latrocínio (roubo seguido de morte)
  • Lesão corporal dolosa seguida de morte

Em números absolutos, a redução foi de 83 ocorrências em relação a fevereiro de 2025. A diminuição percentual de 24,3% representa um dos recuos mais significativos registrados nos últimos anos no estado.

A consolidação das estatísticas foi realizada com base em registros oficiais da Polícia Civil e nos laudos periciais elaborados pela Polícia Técnica, responsáveis pela validação das ocorrências.

Integração das forças de segurança

De acordo com o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, o resultado reflete o esforço contínuo de policiais e peritos que atuam em diferentes frentes de combate à criminalidade.

Segundo o secretário, as ações incluem:

  • Patrulhamento ostensivo ordinário
  • Operações de inteligência
  • Repressão qualificada contra organizações criminosas

Werner destacou que o trabalho das forças de segurança envolve policiais militares, civis, peritos e agentes federais, além da cooperação com outras instituições públicas.

“Parabenizo todos os policiais e peritos por esse importante resultado. Homens e mulheres que promovem diariamente o patrulhamento ordinário, ações de inteligência e de repressão qualificada contra o crime organizado”, afirmou o secretário.

Programa Bahia Pela Paz e ações preventivas

Outro fator apontado pelo governo estadual para a redução da violência é a ampliação das ações do Programa Bahia Pela Paz, iniciativa voltada à prevenção da criminalidade por meio de políticas públicas direcionadas à juventude.

O programa reúne iniciativas voltadas a:

  • Prevenção social da violência
  • Ampliação de oportunidades para jovens
  • Integração de políticas públicas nas áreas social, educacional e de segurança

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o modelo busca articular ações entre diferentes esferas de governo, além de promover cooperação com órgãos do Sistema de Justiça e Defesa Social.

Marcelo Werner destacou que a articulação institucional tem papel central na estratégia de segurança pública.

“A integração entre as instituições estaduais, federais e municipais, além dos Sistemas de Justiça e Defesa Social, é fundamental na promoção da paz social”, declarou.

Monitoramento estatístico e políticas públicas

Especialistas em segurança pública ressaltam que a análise das estatísticas criminais é um instrumento essencial para orientar políticas de prevenção e repressão ao crime.

A série histórica utilizada pelo governo estadual permite acompanhar a evolução dos índices ao longo do tempo e identificar padrões que auxiliam na formulação de estratégias operacionais.

Entre os fatores frequentemente considerados em análises desse tipo estão:

  • Intensidade das operações policiais
  • Integração entre forças de segurança
  • Políticas sociais de prevenção
  • Dinâmica do crime organizado

O monitoramento permanente desses indicadores também permite avaliar a eficácia das medidas adotadas e ajustar políticas públicas conforme as necessidades observadas em cada região do estado.


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