Câmara dos EUA rejeita resolução para limitar ataque ao Irã enquanto investigação apura possível responsabilidade americana em bombardeio que matou 171 crianças

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos rejeitou na quinta-feira (05/03/2026) uma resolução que buscava restringir ações militares contra o Irã sem autorização prévia do Congresso. A proposta foi votada em meio à intensificação do conflito no Oriente Médio e ocorreu dias após o Senado também rejeitar medida semelhante. Paralelamente, investigações militares norte-americanas analisam a possibilidade de forças dos EUA terem participado de um ataque que atingiu uma escola no Irã, resultando na morte de 171 crianças.

A resolução determinava que o governo dos Estados Unidos somente poderia lançar ataques contra o Irã após autorização formal do Congresso, conforme previsão constitucional sobre declarações de guerra. O projeto foi apresentado pelo republicano Thomas Massie e pelo democrata Ro Khanna, reunindo apoio de parlamentares de diferentes partidos.

A proposta foi derrotada por 219 votos contra 212, com a votação ocorrendo majoritariamente seguindo linhas partidárias. O resultado manteve a atual liberdade do Executivo norte-americano para conduzir operações militares no contexto do conflito com o Irã.

Debate sobre autorização militar e poderes do Congresso

Defensores da resolução argumentaram que a Constituição dos Estados Unidos estabelece que o Congresso deve autorizar a entrada do país em conflitos armados, salvo em situações específicas previstas na legislação.

Durante o debate, o congressista Thomas Massie afirmou que a Resolução de Poderes de Guerra de 1973 determina que o presidente só pode introduzir forças armadas em hostilidades sob condições limitadas, acrescentando que tais circunstâncias não estariam presentes no cenário atual.

Parlamentares contrários à continuidade do conflito alertaram para os custos humanos e financeiros. O líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries, declarou que não haveria justificativa concreta para colocar tropas norte-americanas em risco ou ampliar gastos militares em uma guerra estrangeira.

Conflito entre EUA, Israel e Irã se intensifica

O confronto militar teve início em 28/02/2026, quando Estados Unidos e Israel realizaram ataques contra alvos no Irã, incluindo a capital Teerã. Os governos de Washington e Tel Aviv afirmaram que a operação teve caráter preventivo diante de riscos relacionados ao programa nuclear iraniano.

Em resposta, o Irã iniciou ataques retaliatórios contra território israelense e contra instalações militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. O conflito provocou destruição em diversas regiões e resultou em mortes de civis.

Segundo informações divulgadas por autoridades iranianas, mais de 1,2 mil pessoas morreram no país desde o início das hostilidades, incluindo vítimas de ataques em áreas urbanas.

Investigação analisa ataque a escola no Irã

Autoridades militares dos Estados Unidos investigam um ataque ocorrido em 28/02/2026 contra a escola primária de meninas Shajare Tayebe, localizada na cidade de Minab, na província iraniana de Hormozgan.

Fontes citadas por agências internacionais afirmam que investigadores consideram provável a participação de forças norte-americanas no bombardeio, que atingiu a escola no primeiro dia do conflito. Inicialmente foram relatadas 165 mortes, mas autoridades iranianas atualizaram o número para 171 estudantes mortas, além de possíveis vítimas entre professores.

O Pentágono confirmou que o episódio está sob investigação, sem divulgar conclusões preliminares. Autoridades do governo norte-americano afirmaram que os Estados Unidos não têm como prática atacar deliberadamente alvos civis.

O caso também gerou repercussão internacional. A Organização das Nações Unidas solicitou uma investigação independente, destacando que ataques deliberados contra escolas ou hospitais podem configurar crime de guerra segundo o direito humanitário internacional.

Escalada militar e repercussões diplomáticas

As autoridades iranianas responsabilizaram Estados Unidos e Israel pelo ataque à escola e afirmaram que o episódio reforça acusações de violações contra civis durante o conflito.

Enquanto isso, fontes ligadas à investigação norte-americana afirmaram que novas evidências ainda estão sendo analisadas e podem alterar a avaliação inicial, inclusive descartando a participação direta de forças dos EUA no incidente.

O avanço das hostilidades e as acusações envolvendo ataques contra civis ampliam a pressão internacional por investigações independentes e negociações diplomáticas para reduzir a escalada militar na região.

*Com informações da Sputnik News.


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