Cerca de 400 mulheres se reúnem na Igreja do Bonfim, em Salvador, em ato “Mulheres pela Paz” contra o feminicídio liderado por Analuzia Moscoso

Cerca de 400 mulheres participaram nesta sexta-feira (13/03/2026) do ato “Mulheres pela Paz”, realizado na Colina Sagrada do Bonfim, em Salvador, em uma mobilização pública contra o feminicídio e a violência de gênero. O encontro reuniu profissionais de diferentes áreas — entre elas médicas, sanitárias, lideranças comunitárias, empresárias e representantes da sociedade civil — com o objetivo de promover conscientização, fortalecer redes de apoio e ampliar o debate público sobre a proteção às mulheres no Brasil.

Entre as participantes estiveram a médica Analuzia Moscoso, integrante da Irmandade do Senhor do Bonfim e do grupo Amigas de Santa Dulce, além da sanitarista Paula Pitanga e da vereadora Roberta Caires, que reforçaram o caráter plural da mobilização e defenderam ações articuladas para enfrentar o crescimento dos casos de feminicídio no país.

Mobilização reúne mulheres de diferentes áreas

A iniciativa integra o Movimento do Léo Mulher, que promove atividades voltadas à valorização da mulher e à defesa da paz social. O ato ocorreu nas proximidades da Basílica Santuário do Senhor do Bonfim, um dos principais símbolos religiosos e culturais da Bahia, e buscou associar o caráter espiritual do local à mobilização social em defesa da vida.

De acordo com as organizadoras, o evento foi estruturado como um gesto público de união e solidariedade, reunindo mulheres de diferentes trajetórias profissionais e sociais em torno da pauta do combate à violência de gênero.

Durante o encontro, participantes destacaram que o feminicídio permanece como um dos principais desafios na agenda de segurança pública e direitos humanos no Brasil, exigindo respostas institucionais, políticas públicas e mobilização social contínua.

Discurso destaca união e rede de apoio entre mulheres

Em sua manifestação, a médica Analuzia Moscoso ressaltou a importância da união feminina no enfrentamento à violência e destacou que a mobilização tem caráter coletivo e solidário.

Segundo ela, o feminicídio não atinge apenas as vítimas diretas, mas representa um problema social amplo que afeta famílias, comunidades e toda a sociedade.

A médica também enfatizou a necessidade de fortalecer redes de apoio e promover espaços de escuta e acolhimento entre mulheres, destacando que a troca de experiências e a solidariedade são instrumentos relevantes para ampliar a conscientização pública sobre o tema.

Ao encerrar sua participação, Analuzia evocou a dimensão espiritual do encontro, realizado em um dos locais mais simbólicos da religiosidade baiana, expressando votos de proteção e esperança.

Encontro ocorre em meio ao aumento de casos de violência contra mulheres

A mobilização foi organizada em um contexto de preocupação crescente com os índices de violência contra mulheres no Brasil, incluindo registros de feminicídio e agressões domésticas.

Participantes do evento destacaram que o combate a esse tipo de crime exige atuação integrada entre sociedade civil, instituições públicas, sistema de justiça e políticas de proteção social.

Também foi ressaltada a importância de campanhas de conscientização, educação e prevenção, além do fortalecimento de mecanismos de denúncia e assistência às vítimas.

Papel simbólico da Colina Sagrada

A escolha da Igreja do Senhor do Bonfim como cenário do ato teve significado simbólico para as organizadoras. A Colina Sagrada é considerada um dos espaços mais tradicionais de expressão religiosa e cultural da Bahia, frequentemente associada a manifestações de fé, solidariedade e mobilização social.

Ao reunir centenas de mulheres nesse local, o movimento buscou combinar espiritualidade, cidadania e ação coletiva, reforçando a mensagem de união na defesa da vida e da dignidade feminina.

Cerca de 400 mulheres participaram do ato “Mulheres pela Paz”, realizado na sexta-feira (13/03/2026) na Igreja do Senhor do Bonfim, em Salvador, em mobilização contra o feminicídio. O encontro reuniu lideranças femininas de diversas áreas, entre elas a médica Analuzia Moscoso, a sanitarista Paula Pitanga e a vereadora Roberta Caires. A iniciativa buscou ampliar a conscientização sobre a violência de gênero, fortalecer redes de apoio e estimular o debate público sobre proteção às mulheres.
Médica Analuzia Moscoso palestra durante evento “Mulheres pela Paz”, realizado na sexta-feira (13/03/2026) na Igreja do Senhor do Bonfim, em Salvador.

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