Governador Tarcísio de Freitas lidera corrida ao governo de São Paulo com mais de 40% das intenções de voto, aponta Datafolha

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece isolado na liderança da disputa pelo governo de São Paulo em todos os cenários testados pelo Instituto Datafolha, segundo pesquisa divulgada neste domingo (08/03/2026). O levantamento indica que o atual governador registra mais de 40% das intenções de voto no primeiro turno e venceria todos os adversários avaliados em simulações de segundo turno. O estudo também aponta que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), surge como principal nome da base do presidente Lula (PT) para a disputa, superando outros possíveis candidatos ligados ao campo governista, como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a ministra Simone Tebet (MDB).

A pesquisa foi realizada entre 3 e 5 de março de 2026, com 1.608 entrevistas presenciais em 71 municípios do estado de São Paulo, envolvendo eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números BR-06798/2026 e SP-04136/2026.

Tarcísio lidera cenários de primeiro turno

No cenário estimulado com cinco candidatos, Tarcísio de Freitas aparece com 44% das intenções de voto, consolidando ampla vantagem sobre os demais concorrentes.

O segundo colocado é Fernando Haddad, com 31%, seguido por Paulo Serra (PSDB), ex-prefeito de Santo André, e Kim Kataguiri (União Brasil), ambos com 5%. O comentarista Felipe D’Avila (Novo) registra 3%.

A liderança do governador se mantém mesmo quando outros nomes da base governista substituem Haddad nas simulações. Quando o candidato é Geraldo Alckmin, Tarcísio alcança 46%, contra 26% do vice-presidente. Já em cenário com Simone Tebet, o governador chega a 49%, enquanto a ministra soma 19%.

Em um terceiro cenário com a inclusão do ministro Márcio França (PSB), Tarcísio registra 44%, seguido por Haddad com 28%. França aparece com 5%, enquanto Kataguiri e Paulo Serra marcam 4% cada, e D’Avila fica com 2%.

Voto espontâneo indica baixa mobilização eleitoral

Quando os entrevistados respondem sem apresentação prévia de nomes, o levantamento mostra que a disputa estadual ainda não mobiliza plenamente o eleitorado paulista.

Segundo o Datafolha, 59% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar para governador.

Mesmo nesse cenário, Tarcísio lidera com 22% das citações espontâneas, além de 3% que mencionaram “o atual governador” sem citar o nome. Fernando Haddad aparece com 2%, índice semelhante ao registrado em levantamento de abril de 2025.

A pesquisa também mediu o grau de conhecimento dos possíveis candidatos. Entre os entrevistados, 54% afirmam conhecer bem Geraldo Alckmin, enquanto 50% dizem conhecer Fernando Haddad e 47% afirmam conhecer Tarcísio de Freitas. Já Simone Tebet é conhecida por 22% dos eleitores.

Distribuição do voto por perfil do eleitor

O levantamento aponta diferenças relevantes no perfil do eleitorado de cada candidato.

Tarcísio apresenta desempenho mais forte entre:

  • Homens (49%, contra 39% entre mulheres)
  • Eleitores com 60 anos ou mais (52%)
  • Evangélicos (54%)
  • Moradores do interior paulista

Já Haddad apresenta maior apoio entre:

  • Mulheres (34%)
  • Católicos (32%)
  • Funcionários públicos (48%)

A disputa entre os dois também varia conforme a região do estado. No interior paulista, Tarcísio lidera com 47%, contra 28% de Haddad. Já na Região Metropolitana de São Paulo, a diferença diminui: 40% para o governador e 34% para o ministro.

Cenários de segundo turno

O Datafolha também testou diferentes simulações de segundo turno, nas quais Tarcísio venceria todos os adversários avaliados.

Contra Fernando Haddad, o governador aparece com 52% das intenções de voto, enquanto o ministro registra 37%. Brancos ou nulos somam 10%, e 1% dos entrevistados se declararam indecisos.

A vantagem de Tarcísio aumenta entre:

  • Eleitores com renda superior a 10 salários mínimos (64% a 27%)
  • Moradores do interior (57% a 32%)
  • Evangélicos (64% a 26%)
  • Homens (57% a 34%)

Mesmo entre grupos em que Haddad apresenta melhor desempenho, o cenário permanece equilibrado. Entre eleitores de 16 a 24 anos, por exemplo, o petista tem 43%, contra 45% de Tarcísio.

Nos demais cenários de segundo turno:

  • Tarcísio x Geraldo Alckmin: 50% a 39%
  • Tarcísio x Márcio França: 60% a 22%
  • Tarcísio x Simone Tebet: 58% a 28%

Índice de rejeição dos candidatos

A pesquisa também avaliou rejeição eleitoral, indicador relevante para projeções de segundo turno.

O candidato com maior taxa de rejeição é Fernando Haddad, citado por 38% dos entrevistados como alguém em quem não votariam de forma alguma.

Na sequência aparecem:

  • Geraldo Alckmin: 29%
  • Simone Tebet: 27%
  • Kim Kataguiri: 25%
  • Tarcísio de Freitas: 24%
  • Márcio França: 20%
  • Paulo Serra: 19%
  • Felipe D’Avila: 18%

Segundo o levantamento, a rejeição a Haddad é mais elevada entre eleitores de renda mais alta, evangélicos e entre aqueles que desaprovam o governo Lula.

Já a rejeição a Tarcísio é mais expressiva entre eleitores com maior escolaridade, funcionários públicos e entre os que aprovam o governo federal.


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