Governo Jerônimo inicia elaboração do Plano Estadual de Promoção da Cultura Exportadora para ampliar inserção internacional das empresas da Bahia

O Governo da Bahia iniciou na quarta-feira (04/03/2026) o processo de elaboração do Plano Estadual de Promoção da Cultura Exportadora, iniciativa integrada à Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE), coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A abertura dos trabalhos ocorreu por meio da etapa intitulada “Preparação – Ampliando Horizontes”, realizada em formato virtual, reunindo representantes institucionais para dar início ao processo de articulação e planejamento da política voltada ao fortalecimento do comércio exterior no estado.

A iniciativa é coordenada localmente pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE) e tem como objetivo promover a cultura exportadora, ampliar a base de empresas exportadoras e fortalecer a participação de micro, pequenas e médias empresas baianas no comércio internacional. O plano também busca consolidar o comércio exterior como vetor estratégico de desenvolvimento econômico, estruturando ações permanentes de apoio à internacionalização da economia estadual.

Articulação institucional marca início dos trabalhos

A oficina virtual realizada na abertura do processo marcou o primeiro momento formal de mobilização das instituições envolvidas, além de promover o alinhamento metodológico e institucional necessário à construção do plano estadual.

Durante o encontro, representantes do governo estadual, do governo federal e de entidades ligadas ao comércio exterior discutiram os princípios e diretrizes da PNCE, bem como os mecanismos de cooperação necessários para estruturar a política no âmbito estadual.

O secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Angelo Almeida, destacou que a elaboração do plano representa um passo estratégico para organizar e fortalecer as políticas de comércio exterior no estado.

Vivemos um novo momento de consolidação de mecanismos de relações comerciais na Bahia e no Brasil e estamos dando os primeiros passos. Essa é uma iniciativa estratégica que vai organizar, fortalecer e dar permanência às ações de comércio exterior no estado”, afirmou.

Segundo o secretário, a Bahia reúne diversidade produtiva, potencial industrial e capacidade empreendedora, fatores que podem ser ampliados por meio de planejamento e governança institucional.

Com planejamento, governança e articulação institucional, vamos posicionar ainda melhor nossos produtos e empresas no mercado internacional”, acrescentou.

Oficinas presenciais definirão prioridades e estratégias

A próxima etapa do processo ocorrerá nos dias 12 e 13 de março, em Salvador, quando serão realizadas oficinas presenciais para estruturação do Plano Estadual de Promoção da Cultura Exportadora.

Durante os dois dias de atividades, os participantes irão desenvolver:

  • Análise do contexto econômico e exportador do estado
  • Definição dos eixos estratégicos da política
  • Identificação de ações prioritárias para ampliar exportações
  • Construção de mecanismos de cooperação institucional

Essas oficinas constituem uma fase decisiva para a consolidação da proposta, pois permitirão identificar gargalos logísticos, desafios de competitividade e oportunidades de expansão internacional para empresas baianas.

Após a conclusão dessa etapa, o MDIC consolidará o documento técnico e o encaminhará oficialmente ao Governo da Bahia. O estado, por sua vez, assumirá a governança do plano, podendo aperfeiçoar e implementar as ações com o apoio institucional do ministério e de parceiros estratégicos.

Fortalecimento do comércio exterior e apoio às empresas

A proposta do plano estadual está alinhada ao objetivo nacional de estimular a cultura exportadora no país, ampliando o número de empresas que participam do comércio internacional.

No caso da Bahia, a política busca fortalecer principalmente a inserção internacional de micro, pequenas e médias empresas, que frequentemente enfrentam dificuldades relacionadas a logística, certificações, inteligência de mercado e acesso a redes comerciais globais.

Ao ampliar a base exportadora, o governo estadual pretende diversificar a pauta de exportações e reduzir a dependência de poucos setores produtivos, estimulando cadeias industriais, agrícolas e tecnológicas com potencial competitivo no mercado externo.

Nova estrutura de apoio à internacionalização

A preparação para a implementação do plano estadual ocorre paralelamente ao fortalecimento das estruturas de apoio à internacionalização da economia baiana.

Recentemente, o estado recebeu o novo escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), instalado na sede da Bahiainveste, instituição responsável pela promoção de investimentos no estado.

A presença da ApexBrasil na Bahia tem como objetivo ampliar o apoio às empresas interessadas em exportar, estimular processos de internacionalização e atrair investimentos estrangeiros, reforçando a posição do estado como maior exportador do Nordeste brasileiro.

Essa articulação institucional integra uma estratégia mais ampla de fortalecimento da presença internacional da economia baiana.

Comitê nacional reúne instituições federais e estaduais

A elaboração do plano conta com a participação de 32 representantes institucionais, sendo 16 integrantes de órgãos estaduais e 16 de instituições federais, que compõem o grupo vinculado ao Comitê Nacional para a Promoção da Cultura Exportadora (CNPCE).

A Bahia aderiu formalmente ao comitê por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, que participa das discussões por intermédio de seus representantes técnicos.

Entre os responsáveis pela articulação estadual estão:

  • Paula Corrêa, coordenadora de Comércio Exterior e Oportunidades de Negócios da SDE
  • Luciano Giudice, superintendente de Atração de Investimentos e Fomento ao Desenvolvimento Econômico

O grupo reúne representantes de órgãos públicos, instituições de fomento, entidades empresariais e universidades, buscando integrar diferentes setores na formulação da política de comércio exterior do estado.


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