Governos Lula e Jerônimo entregam 46 mil moradias na Bahia desde 2023; Minha Casa, Minha Vida ultrapassa 1,4 milhão de unidades no país

O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida concluiu nesta segunda-feira (30/03/2026) a entrega de 46 mil unidades residenciais na Bahia entre 2023 e o início de 2026, segundo dados do Ministério das Cidades. No mesmo período, o programa ultrapassou a marca de 1,4 milhão de moradias entregues em todo o país, consolidando-se como o principal instrumento de política habitacional da atual gestão do Governo Federal. Os números refletem a retomada do programa em 2023, com ampliação de investimentos, novas faixas de renda e foco na redução do déficit habitacional e a parceria entre os Governos Lula e Jerônimo.

Expansão das entregas na Bahia

A evolução anual das entregas no estado demonstra a consistência da política habitacional:

  • 2023: 14,7 mil unidades concluídas
  • 2024: 13,8 mil unidades
  • 2025: 16,3 mil unidades
  • 2026 (início): 1,1 mil unidades

Ao todo, a média supera 14,5 mil moradias entregues por ano na Bahia, evidenciando a retomada do ritmo de construção após a reestruturação do programa.

Em âmbito nacional, o volume de 1,4 milhão de unidades entregues reforça a centralidade da habitação na agenda social e econômica, com impacto direto na redução do déficit habitacional e na melhoria das condições de vida da população de baixa renda.

Meta antecipada e ampliação dos contratos

Além das entregas, o programa registrou avanço significativo na contratação de novas unidades. A meta inicial de 2 milhões de moradias contratadas foi atingida ainda em 2025, com um ano de antecedência.

Com isso, o Governo Federal ampliou o objetivo para 3 milhões de contratações até o fim de 2026.

Na Bahia, foram contratadas 112,8 mil unidades habitacionais entre 2023 e o início de 2026, com um volume de investimentos estimado em R$ 14,3 bilhões. O montante evidencia o peso do estado na política habitacional nacional e sua relevância no planejamento estratégico do programa.

Impacto econômico e geração de empregos

O Ministério das Cidades destaca que o programa não se limita à entrega de moradias, desempenhando papel relevante na economia.

Segundo o ministro Jader Filho, o Minha Casa, Minha Vida foi responsável por impulsionar o setor da construção civil, especialmente em 2025. Dados da ABRAINC-FIPE indicam que 85% dos lançamentos imobiliários no Brasil estão vinculados ao programa, o que evidencia sua influência direta sobre a atividade econômica.

Entre os principais efeitos observados estão:

  • Geração de empregos diretos e indiretos
  • Dinamização da cadeia produtiva da construção civil
  • Estímulo ao mercado imobiliário em diferentes regiões do país

Marco legal e reestruturação do programa

A retomada do Minha Casa, Minha Vida em 2023 foi acompanhada de mudanças estruturais. A Medida Provisória nº 1.162 foi convertida na Lei nº 14.620/2023, estabelecendo novas diretrizes para a política habitacional.

Entre os principais avanços estão:

  • Ampliação do acesso à moradia para famílias de baixa renda
  • Integração com políticas de desenvolvimento urbano sustentável
  • Reorganização das faixas de renda e dos subsídios

O novo marco legal reposicionou a habitação como eixo estratégico da política social, com foco na inclusão e na melhoria das condições urbanas.

Faixas de renda e alcance nacional

O programa ampliou sua cobertura social ao redefinir as faixas de renda:

  • Faixa 1: até R$ 2.850 (subsídio de até 95%)
  • Faixa 2: de R$ 2.850,01 a R$ 4.700
  • Faixa 3: de R$ 4.700,01 a R$ 8.600
  • Faixa Classe Média (criada em 2025): de R$ 8.600,01 a R$ 12.000

Com esse modelo, o programa alcançou 88% dos municípios brasileiros, totalizando 4.911 cidades atendidas, o que demonstra capilaridade nacional e abrangência territorial significativa.

Declarações e diretrizes da política habitacional

Durante evento de entrega de unidades em Maceió, em janeiro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou o compromisso do governo com a redução do déficit habitacional.

Segundo ele, a continuidade das obras é fundamental para evitar o aumento do número de famílias sem moradia, destacando o papel do programa como política estruturante de inclusão social.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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