Israel bombardeia Teerã, amplia operações no Líbano e conflito no Oriente Médio entra no quarto dia com ataques de mísseis e drones

Novas explosões foram registradas na manhã desta terça-feira (03/03/2026) em Teerã, marcando o quarto dia de confrontos diretos entre Israel e Irã. Durante a madrugada, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, enquanto o governo israelense autorizou novas ações militares em áreas de fronteira no Líbano.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa Israel Katz autorizaram o Exército a assumir o controle de posições adicionais no território libanês, com o objetivo declarado de prevenir ataques a comunidades do norte de Israel.

As sirenes de alerta foram acionadas em diversas regiões israelenses. Até o momento, não há registro oficial de mortos ou feridos relacionados aos disparos mais recentes.

Bombardeios contínuos sobre Teerã

Segundo autoridades israelenses, a Força Aérea mantém operações contínuas sobre o espaço aéreo iraniano, com múltiplas missões diárias. As ações incluem o uso de aeronaves de reabastecimento para ampliar o alcance dos bombardeios, permitindo ataques a longa distância.

Netanyahu afirmou que a ofensiva busca atingir programas nuclear e balístico iranianos, considerados estratégicos pelo governo israelense. O premiê declarou que essas capacidades estariam próximas de se tornarem “inatingíveis” sem intervenção militar.

Estimativas divulgadas pelo Exército apontam que entre mil e 1.500 integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica e forças de segurança iranianas teriam morrido desde o início das operações, número não confirmado por autoridades iranianas.

Queda de destroços e impactos no norte de Israel

Destroços de mísseis interceptados caíram em cidades como Tiberíades e Tamra, no norte do país. As áreas foram isoladas para inspeção de danos materiais.

Tamra já havia sido atingida em confrontos anteriores. As autoridades locais reforçaram protocolos de emergência e orientaram a população a permanecer próxima de abrigos.

O governo israelense afirma que os sistemas de defesa aérea continuam operando para neutralizar projéteis lançados do território iraniano.

Hezbollah anuncia entrada formal no conflito

No Líbano, o Hezbollah, aliado do Irã, divulgou comunicado informando que entrou oficialmente em guerra contra Israel. O grupo declarou que a decisão representa ação defensiva diante dos ataques israelenses.

A milícia informou ter disparado cerca de 15 foguetes contra o extremo norte de Israel e as Colinas de Golã. Não houve registro de vítimas. Israel respondeu com bombardeios no sul do Líbano.

A Força Aérea israelense também atingiu estruturas em Beirute, incluindo instalações do canal Al-Manar. Alertas foram emitidos para evacuação de áreas próximas.

Ataques afetam aliados dos Estados Unidos

A escalada regional atingiu instalações diplomáticas dos Estados Unidos. Um ataque com drones foi registrado próximo à embaixada americana na Arábia Saudita, levando autoridades locais a recomendar que civis permanecessem em casa.

O governo saudita informou ter interceptado drones nas proximidades de Riade e Al-Kharj, com registro de danos materiais. Já a embaixada americana no Kuwait suspendeu atendimentos consulares por tempo indeterminado.

Washington também ordenou a retirada de pessoal diplomático não essencial do Iraque, Jordânia e Bahrein, diante do aumento dos riscos de segurança.

Duração do conflito e efeitos econômicos

O presidente Donald Trump declarou que a guerra pode durar um mês ou mais e afirmou que não descarta o envio de tropas americanas. Informações oficiais indicam a morte de seis militares dos EUA desde o início das hostilidades.

Netanyahu, em entrevista à Fox News, disse que a operação não será prolongada indefinidamente, mas reconheceu que pode demandar tempo para atingir os objetivos estratégicos.

A instabilidade também afeta o fornecimento global de petróleo, gás e fertilizantes, com impacto em rotas comerciais no estreito de Ormuz e reflexos em bolsas internacionais.

*Com informações da RFI.


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