O vice-governador Mateus Simões (PSD) assumiu o comando do Governo de Minas Gerais no domingo (22/03/2026), após a renúncia de Romeu Zema (Novo), que deixou o cargo para disputar as eleições de 2026. A posse ocorreu em meio a articulações políticas nacionais e fortalece a presença do PSD entre os governadores estaduais, ampliando sua influência no cenário federativo.
A substituição de Zema por Simões segue o rito institucional previsto para casos de desincompatibilização eleitoral. O então governador optou por deixar o cargo dentro do prazo legal para concorrer a novos mandatos, abrindo espaço para que o vice assumisse o Executivo estadual até o fim do atual ciclo administrativo.
A cerimônia de posse, realizada em Belo Horizonte, contou com a presença de lideranças políticas, incluindo o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que destacou a continuidade administrativa como elemento central da transição. Em manifestação pública, Kassab classificou a gestão de Zema como marcada por “eficiência, transparência e combate à corrupção”, além de ressaltar o caráter institucional do processo sucessório.
Para o PSD, a ascensão de Simões representa não apenas a continuidade de uma agenda administrativa, mas também a consolidação de um projeto político com vistas às eleições de outubro de 2026, nas quais o novo governador poderá disputar a permanência no cargo.
Ampliação da presença do PSD nos estados
Com a posse de Mateus Simões, o PSD passa a governar sete unidades da federação, ampliando seu peso político no cenário nacional. Além de Minas Gerais, o partido reúne governadores em estados estratégicos, como:
- Rio Grande do Sul
- Paraná
- Sergipe
- Pernambuco
- Goiás
- Rondônia
A ampliação dessa base estadual reforça o papel do partido nas negociações políticas nacionais, especialmente em um contexto de reorganização das forças partidárias com vistas às eleições presidenciais e estaduais.
Segundo Kassab, Minas Gerais permanece como referência administrativa e política, destacando o legado deixado por Zema e a expectativa de continuidade sob a gestão de Simões.
Perfil e trajetória de Mateus Simões
Apresentado como professor, educador e gestor, Mateus Simões construiu sua trajetória política como aliado direto de Romeu Zema, tendo atuado como vice-governador durante o mandato anterior. Sua chegada ao cargo ocorre em um contexto de continuidade administrativa, sem ruptura programática significativa.
A expectativa dentro do PSD é de que o novo governador utilize o período à frente do Executivo para consolidar sua imagem pública e viabilizar uma candidatura competitiva em 2026, transformando o chamado “mandato tampão” em plataforma eleitoral.
A relação de proximidade com Zema é apontada como um dos principais ativos políticos de Simões, sobretudo pela associação com uma gestão que, segundo seus aliados, priorizou ajuste fiscal, controle de gastos e reorganização administrativa.
Declarações e projeções políticas
Em publicação nas redes sociais, Gilberto Kassab destacou que a posse representa a continuidade de uma gestão considerada exitosa, além de sinalizar apoio político explícito a Mateus Simões. O dirigente afirmou que o novo governador reúne condições para disputar e vencer as eleições futuras, consolidando o projeto do partido em Minas Gerais.
A transição também ocorre em um momento de intensificação do debate político nacional, com governadores e lideranças partidárias se posicionando antecipadamente para as disputas eleitorais, o que confere à posse um caráter que ultrapassa o âmbito administrativo.








Deixe um comentário