Operações contra violência de gênero resultam em 18 prisões na Bahia e mais de 5,2 mil detenções no Brasil

Operações coordenadas pelo Governo do Brasil para combater a violência contra mulheres resultaram nesta sexta-feira (06/03/2026) na prisão de 18 suspeitos na Bahia nas últimas semanas. As detenções ocorreram no âmbito da Operação Mulher Segura, conduzida entre 19 de fevereiro e 5 de março, e da Operação Alerta Lilás II, realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) entre 9 de fevereiro e 5 de março. As ações fazem parte do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, iniciativa que reúne Executivo, Legislativo e Judiciário para fortalecer a prevenção da violência de gênero, ampliar a proteção às vítimas e garantir a responsabilização de agressores.

No território baiano, uma pessoa foi presa durante a Operação Mulher Segura, ação articulada com as Secretarias de Segurança Pública dos estados. Já a Operação Alerta Lilás II resultou em 17 prisões, todas relacionadas ao cumprimento de mandados de prisão expedidos pela Justiça por crimes contra mulheres.

As duas iniciativas integram uma estratégia nacional voltada ao combate sistemático à violência de gênero, com atuação simultânea de forças federais e estaduais em todo o país.

Mobilização nacional mobiliza milhares de agentes

A Operação Mulher Segura, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), mobilizou forças policiais de 26 unidades da Federação, com exceção do Paraná, que já executava ação semelhante no mesmo período.

Durante 15 dias de atuação, a operação contou com:

  • 38.564 agentes de segurança
  • 14.796 viaturas
  • atuação em 2.050 municípios brasileiros

No total, foram realizadas 42.339 diligências policiais, com 4.936 prisões registradas em todo o país. Desse número, 3.199 ocorreram em flagrante e 1.737 por cumprimento de mandados judiciais.

Além das ações repressivas, a operação também monitorou 18.002 medidas protetivas de urgência concedidas pela Justiça e prestou atendimento a 24.337 vítimas de violência doméstica ou de gênero.

As ações integram o Projeto VIPS – Vulnerabilizados Institucionalmente Protegidos e Seguros, iniciativa estratégica do governo federal destinada à proteção de grupos vulnerabilizados e à ampliação da capacidade operacional das forças de segurança.

Campanhas de prevenção e apoio às vítimas

Além da atuação policial, a mobilização incluiu uma ampla frente de ações educativas e preventivas. Ao longo do período da operação, foram realizadas 1.802 campanhas de conscientização, alcançando cerca de 2,2 milhões de pessoas em todo o país.

As campanhas tiveram como objetivo:

  • incentivar denúncias de violência doméstica
  • ampliar a informação sobre direitos e canais de proteção
  • fortalecer políticas públicas de prevenção à violência de gênero

Para viabilizar a ampliação do efetivo policial durante a operação, o Ministério da Justiça destinou cerca de R$ 2,6 milhões para pagamento de diárias de agentes envolvidos nas ações.

Operação Alerta Lilás mobiliza PRF em todo o país

Paralelamente à mobilização estadual, a Polícia Rodoviária Federal realizou a Operação Alerta Lilás, considerada pela corporação a maior ação de sua história voltada especificamente à proteção de mulheres.

A operação foi realizada entre 9 de fevereiro e 5 de março, com foco na localização e prisão de agressores procurados pela Justiça, além da intensificação da fiscalização em rodovias federais.

No total, foram registradas 302 prisões relacionadas a crimes de violência contra mulheres, tanto em flagrante quanto por cumprimento de mandados judiciais.

De acordo com os dados da PRF:

  • 119 prisões (39,4%) contaram com apoio direto de atividades de inteligência
  • 183 detenções (60,6%) ocorreram em flagrantes realizados por equipes operacionais

As ações reforçam o papel da PRF no combate a crimes que ultrapassam a esfera do policiamento rodoviário tradicional, ampliando a atuação da corporação no enfrentamento à violência de gênero.

Pacto nacional contra o feminicídio estrutura novas ações

As operações fazem parte do plano de trabalho do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, apresentado pelo Comitê Interinstitucional de Gestão na quarta-feira (04/03/2026).

O pacto foi firmado em 4 de fevereiro de 2026 pelos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, com o objetivo de organizar e integrar políticas públicas voltadas ao combate ao feminicídio e à violência doméstica.

Entre as principais medidas previstas estão:

  • mutirões nacionais para cumprimento de mandados de prisão contra agressores
  • fortalecimento da rede de acolhimento e atendimento às vítimas
  • aceleração da concessão de medidas protetivas de urgência
  • monitoramento mais eficaz das medidas protetivas já concedidas
  • integração de dados entre órgãos de segurança e justiça

O plano também prevê a criação do Centro Integrado Mulher Segura, estrutura destinada ao monitoramento nacional de dados sobre violência contra mulheres.

Outra iniciativa prevista é a implantação de unidades móveis de atendimento, destinadas a ampliar o acesso de vítimas a serviços de proteção e orientação em regiões com menor cobertura institucional.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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