O presidente do Centro das Indústrias de Feira de Santana (CIFS), Geraldo Pires, destacou nesta quinta-feira (05/03/2026) os 60 anos de fundação da entidade durante reunião com a empresária Debora Monique Santos Silva, diretora da Líder Ferragens, em encontro mediado pelo jornalista Carlos Augusto, diretor e editor do Jornal Grande Bahia (JGB). A conversa abordou o papel histórico do CIFS no fortalecimento do parque industrial feirense, os desafios da infraestrutura produtiva e as perspectivas de expansão do setor na região.
Fundado em novembro de 1965, o CIFS consolidou-se ao longo de seis décadas como uma das principais instituições de representação empresarial da Bahia, atuando na articulação entre o setor produtivo, o poder público e entidades de desenvolvimento econômico. A organização participa ativamente de debates sobre políticas industriais, infraestrutura logística e atração de investimentos, fatores considerados estratégicos para a economia de Feira de Santana.
Atualmente presidido por Geraldo Pires, o CIFS tem concentrado esforços em iniciativas voltadas à requalificação do Centro Industrial do Subaé (CIS) e ao fortalecimento da competitividade industrial do município, considerado um dos principais polos logísticos do interior do Nordeste.
CIFS e a consolidação do parque industrial de Feira de Santana
Ao longo de sua trajetória institucional, o Centro das Indústrias de Feira de Santana tem desempenhado papel relevante na organização e expansão do parque industrial local. Segundo dados apresentados pela entidade, o conjunto de atividades industriais vinculadas ao Centro Industrial do Subaé reúne mais de 2.200 indústrias, responsáveis por cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do município.
O setor também representa uma das principais fontes de emprego da economia local, com aproximadamente 35 mil postos de trabalho diretos, além de uma cadeia produtiva que envolve fornecedores, serviços logísticos e comércio especializado.
Durante o encontro, Geraldo Pires ressaltou que o aniversário de seis décadas da entidade simboliza a consolidação de uma estrutura institucional que contribuiu para transformar Feira de Santana em referência industrial e logística na Bahia, conectando o interior do estado aos principais corredores econômicos do país.
As comemorações realizadas em 2025 também destacaram iniciativas voltadas à modernização da infraestrutura industrial, incentivo à inovação tecnológica e promoção de práticas associadas à sustentabilidade empresarial, consideradas fundamentais para a competitividade do setor produtivo.
Infraestrutura do CIS e investimentos estaduais
Um dos temas abordados na reunião foi a modernização do sistema viário do núcleo do CIS Tomba, obra executada pelo Governo da Bahia por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE).
De acordo com Geraldo Pires, a conclusão da primeira etapa das intervenções representa um avanço importante para a mobilidade logística dentro do parque industrial. A expectativa da entidade é que as duas etapas seguintes do projeto sejam iniciadas, ampliando a capacidade de circulação de cargas e reduzindo custos operacionais para as empresas instaladas na região.
A iniciativa integra um conjunto de ações voltadas à melhoria da infraestrutura produtiva do município, consideradas estratégicas para manter a competitividade industrial de Feira de Santana diante de outros polos regionais.
Além das obras de infraestrutura, o CIFS mantém interlocução permanente com órgãos públicos e instituições de desenvolvimento para promover um ambiente favorável a novos investimentos industriais.
Líder Ferragens e a produção industrial no setor da construção civil
Durante o encontro, a empresária Debora Monique Santos Silva apresentou aspectos da atuação da Líder Ferragens, indústria sediada em Feira de Santana especializada na fabricação de componentes metálicos utilizados na construção civil e que conta com cerca de 120 trabalhadores.
A empresa foi fundada e é presidida pelo empresário Juarez Walter Dias da Silva, tio do jornalista Carlos Augusto. Ao longo de sua trajetória, a companhia passou por sucessivos processos de modernização produtiva, com a incorporação de tecnologias industriais e a ampliação de sua capacidade de fabricação.
Entre os avanços implementados destacam-se investimentos na manufatura de peças em aço inoxidável, destinadas a aplicações que demandam alta durabilidade, resistência mecânica e padrão estético elevado, características essenciais em segmentos industriais e comerciais que exigem materiais de longa vida útil e acabamento qualificado.
Entre os produtos fabricados pela empresa estão:
- Dobradiças e gonzos em diferentes formatos e dimensões
- Fechaduras e trancas para portas e portões
- Ferrolhos e fixadores metálicos
- Puxadores e alças para esquadrias e móveis
- Esquadrilhos e sistemas pivotantes
- Parafusos e acessórios metálicos diversos
A produção envolve o uso de materiais como ferro, latão, zamac e aço inox, destinados a aplicações industriais e ao mercado da construção civil.
Geraldo Pires, liderança empresarial e atuação industrial na Biscoitos Itália
Além da presidência do Centro das Indústrias de Feira de Santana (CIFS), Geraldo Pires também exerce função de destaque na iniciativa privada como diretor industrial da empresa Biscoitos Itália, indústria alimentícia sediada no município e integrante do parque produtivo local. A companhia mantém aproximadamente 100 trabalhadores em seu quadro funcional, contribuindo para a geração de empregos e para o fortalecimento da cadeia industrial da região.
A atuação simultânea na gestão empresarial e institucional permite ao dirigente acompanhar de forma direta as demandas e desafios enfrentados pelo setor produtivo, especialmente em temas relacionados à infraestrutura industrial, competitividade empresarial, logística e ambiente de negócios. Essa experiência prática no cotidiano da indústria tende a influenciar a condução das pautas defendidas pelo CIFS, sobretudo aquelas voltadas ao aprimoramento do Centro Industrial do Subaé (CIS) e à atração de novos investimentos.
A articulação entre empresários, entidades representativas e poder público tem sido apontada por lideranças do setor como um dos fatores decisivos para a consolidação de Feira de Santana como centro industrial e logístico estratégico no interior da Bahia, posição construída ao longo das últimas décadas a partir da expansão do parque industrial e da diversificação das atividades produtivas.
Biscoitos Itália: tradição industrial e presença no parque produtivo de Feira de Santana
Fundada no final da década de 1970, a Biscoitos Itália integra o conjunto de indústrias alimentícias que contribuíram para a consolidação do parque industrial de Feira de Santana. O empreendimento surgiu a partir da iniciativa do empresário José Francisco de Andrade, que decidiu ampliar sua atuação no setor de panificação e investir na produção industrial de biscoitos, aproveitando a localização estratégica do município.
A escolha de Feira de Santana foi influenciada principalmente pela posição logística da cidade, situada no entroncamento de importantes rodovias que conectam a Bahia a diferentes regiões do Nordeste. Essa condição favoreceu a distribuição da produção para diversos mercados consumidores, contribuindo para a expansão das atividades industriais e comerciais.
Com o passar dos anos, a empresa evoluiu de uma iniciativa familiar para uma estrutura industrial consolidada, instalada no bairro Tomba, área próxima ao Centro Industrial do Subaé. A fábrica passou a integrar o conjunto de indústrias que compõem o ecossistema produtivo local, caracterizado pela presença de empresas dos setores alimentício, metalúrgico, químico, logístico e de materiais de construção.
Produção alimentícia e integração ao desenvolvimento regional
A Indústria de Biscoitos Itália Ltda. atua no segmento de indústrias de transformação, com foco na fabricação de biscoitos e produtos derivados de massas alimentícias. Ao longo de sua trajetória, a empresa consolidou presença no mercado regional, atendendo consumidores e redes comerciais em diferentes municípios da Bahia e de estados vizinhos.
A companhia preserva características típicas de empresa de origem familiar, modelo empresarial que marcou a formação do parque industrial feirense nas últimas décadas. Esse perfil produtivo foi fundamental para o crescimento da indústria local, especialmente em setores voltados ao consumo cotidiano da população.
Além da produção industrial, a empresa mantém vínculos institucionais com entidades representativas do setor produtivo, incluindo o CIFS, reforçando a articulação entre empresários e organizações voltadas ao desenvolvimento econômico.
Nesse contexto, a presença de executivos da companhia em posições de liderança empresarial — como ocorre no caso de Geraldo Pires — contribui para aproximar experiência industrial, representação institucional e formulação de políticas voltadas ao desenvolvimento regional.
A trajetória da Biscoitos Itália, associada à atuação de lideranças empresariais em entidades como o CIFS, ilustra um aspecto recorrente da industrialização de Feira de Santana: a integração entre empresas familiares, representatividade empresarial e planejamento econômico regional, elementos que ajudaram a transformar o município em um dos principais polos industriais do interior da Bahia.
Transformação econômica de Feira de Santana
A trajetória do Centro das Indústrias de Feira de Santana acompanha o processo de transformação econômica do município ao longo das últimas décadas.
Localizada em posição estratégica no entroncamento rodoviário do Nordeste, a cidade passou de centro comercial regional a hub logístico e industrial, atraindo investimentos em diversos segmentos produtivos, incluindo alimentos, metalurgia, materiais de construção, logística e serviços industriais.
Nesse contexto, entidades como o CIFS desempenham papel relevante na formulação de propostas voltadas à expansão do parque industrial, à melhoria da infraestrutura urbana e à promoção de políticas de desenvolvimento econômico regional.










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