A Produção Mineral Baiana Comercializada (PMBC) alcançou R$ 1,8 bilhão em janeiro de 2026, registrando crescimento de 28,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando o valor somou R$ 1,4 bilhão. Os dados constam no Sumário Mineral elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), com base em informações da Agência Nacional de Mineração (ANM). O desempenho também impactou a arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) e foi impulsionado, sobretudo, pelo avanço das exportações de ouro.
Desempenho da PMBC e arrecadação da CFEM
O resultado da PMBC em janeiro indica retomada consistente da atividade mineral no estado. Segundo o levantamento da SDE, o crescimento do valor comercializado reflete tanto o aumento da produção quanto a valorização de determinados bens minerais no mercado internacional.
No campo da arrecadação, a Bahia registrou R$ 31 milhões em CFEM no primeiro mês do ano. Do total arrecadado, R$ 6 milhões (15%) foram destinados ao Estado e R$ 18 milhões (60%) aos municípios produtores. A União recebeu 10%, enquanto os 15% restantes foram distribuídos entre municípios impactados pela atividade mineral, dentro e fora do estado.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Angelo Almeida, o desempenho confirma o papel estratégico da mineração na economia baiana. Segundo ele, o crescimento da produção comercializada, a ampliação das exportações — especialmente de ouro — e o aumento da arrecadação reforçam a contribuição do setor para geração de emprego e renda nos municípios.
Municípios líderes e principais bens minerais
O município de Jacobina liderou a participação na PMBC em janeiro de 2026, concentrando 27% do valor comercializado. Em seguida aparecem Itagibá (15%), Jaguarari (13%) e Santaluz (8%), consolidando-se como principais polos mineradores da Bahia.
No ranking dos bens minerais produzidos, o ouro respondeu por 43,39% do valor total da produção, mantendo-se como o principal item da pauta mineral do estado. Na sequência estão o cobre (20,99%) e o níquel (14,72%), que também desempenham papel relevante na estrutura produtiva baiana.
A concentração em poucos municípios e em determinados minerais evidencia a forte especialização regional da atividade, com cadeias produtivas estruturadas principalmente em torno da extração metálica.
Exportações e balança comercial mineral
No comércio exterior, a balança comercial de bens minerais da Bahia registrou superávit em janeiro de 2026. As exportações somaram US$ 16,65 milhões, enquanto as importações totalizaram US$ 13,91 milhões, resultando em saldo positivo.
O ouro liderou a pauta exportadora, com US$ 106,20 milhões, valor significativamente superior ao registrado em janeiro de 2025, quando alcançou US$ 60,67 milhões. Além do metal precioso, também se destacaram produtos como vanádio, pedras preciosas, rochas ornamentais, talco, quartzo e magnesita.
O avanço das exportações reforça a inserção da mineração baiana no mercado internacional, especialmente em segmentos ligados à indústria de tecnologia, construção civil e transição energética.








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