Suzano completa 34 anos em Mucuri e consolida legado industrial, tecnológico e social no Extremo Sul da Bahia

A Suzano S.A., conhecida como Suzano Papel e Celulose, completou neste mês de março de 2026 34 anos de atuação em Mucuri, no Extremo Sul da Bahia, consolidando-se como um dos principais polos industriais da região. A trajetória da companhia é marcada pela evolução tecnológica, ampliação da produção e forte impacto socioeconômico, com destaque para a atuação de colaboradores que acompanham a operação desde sua implantação e que testemunharam as transformações estruturais e produtivas ao longo de mais de três décadas.

A história da unidade de Mucuri remonta ao início dos anos 1990, quando ainda operava sob a denominação Bahia Sul Celulose, fruto de uma associação entre a Suzano e a então Companhia Vale do Rio Doce. A primeira produção de celulose ocorreu em março de 1992, seguida pela produção de papel em 1993, estabelecendo as bases de uma operação que, ao longo dos anos, passaria por sucessivas expansões e modernizações.

Entre os personagens centrais dessa trajetória estão colaboradores de longa data, como Leda Maria, com mais de três décadas na empresa, e Jean Kerley, que também acumula mais de 36 anos de atuação. Ambos representam o que a companhia denomina de “memória institucional viva”, tendo acompanhado desde a fase de construção da planta até a consolidação atual.

Leda destaca o ambiente inicial de trabalho, marcado por limitações estruturais e processos manuais, contrastando com a atual era digital. Já Jean ressalta a evolução técnica da indústria, sobretudo no campo ambiental, com a adoção de processos mais eficientes e menos poluentes.

Avanços tecnológicos e sustentabilidade

Transformações no processo produtivo

Ao longo das últimas décadas, a unidade de Mucuri incorporou avanços relevantes na produção de celulose e papel, com destaque para:

  • Transição para celulose ECF (Elemental Chlorine Free), eliminando o uso de cloro elementar
  • Introdução do estágio EOP, que utiliza oxigênio e peróxido de hidrogênio no branqueamento
  • Implementação do DHot (Dual D), aprimorando eficiência e reduzindo impactos ambientais

Essas mudanças permitiram aumento da capacidade produtiva, redução de custos e melhoria na qualidade dos efluentes, alinhando a operação às exigências ambientais contemporâneas.

Capacidade e relevância industrial

Atualmente, a unidade de Mucuri é considerada uma das mais completas do setor, com capacidade anual de:

  • 1,7 milhão de toneladas de celulose
  • 250 mil toneladas de papel
  • 60 mil toneladas de tissue

A planta abriga ainda a maior máquina de papel da América Latina, reforçando sua posição estratégica no abastecimento dos mercados do Norte e Nordeste do Brasil.

Impacto socioeconômico e desenvolvimento regional

Geração de emprego e renda

A presença da Suzano em Mucuri exerce impacto direto sobre a economia regional. A operação:

  • Gera 7.500 empregos diretos, entre colaboradores próprios e terceirizados
  • Alcança mais de 37 mil pessoas por meio do efeito renda
  • Beneficiou cerca de 50 mil pessoas com projetos sociais

Esses números evidenciam o papel da companhia como vetor de desenvolvimento econômico e social no Extremo Sul baiano.

Integração com a comunidade local

Segundo a direção industrial da unidade, a empresa construiu, ao longo de três décadas, uma relação de proximidade com a população local, contribuindo para a formação de uma identidade corporativa influenciada pela cultura regional.

Cultura organizacional e continuidade

A permanência de profissionais por longos períodos é apontada como reflexo da cultura organizacional da empresa, caracterizada por incentivo à qualificação, inovação e crescimento interno. O discurso dos colaboradores veteranos converge para a ideia de que a empresa funciona como um espaço de formação contínua, especialmente para novos profissionais da indústria.

A combinação entre experiência acumulada e renovação tecnológica sustenta a estratégia de continuidade da companhia, que busca expandir sua presença global mantendo bases produtivas sólidas no Brasil.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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