Na quinta-feira (02/04/2026), o secretário de Relações Institucionais do Governo da Bahia, Adolpho Loyola, reagiu às críticas do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, ao afirmar que os 20 anos de governos do PT no estado são sustentados por um conjunto de realizações estruturais, contrapondo o período às administrações municipais lideradas pelo grupo político adversário na capital baiana.
Segundo Loyola, a permanência do Partido dos Trabalhadores no comando do Executivo estadual ao longo de duas décadas se justifica por entregas concretas em áreas estratégicas, incluindo saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento econômico. Entre os principais pontos mencionados, o secretário citou:
- Construção de hospitais e policlínicas regionais
- Expansão de escolas em tempo integral
- Programas de geração de emprego e renda
- Implantação de grandes empreendimentos industriais, como a chegada da BYD
- Ampliação da malha rodoviária com milhares de quilômetros de estradas
- Investimentos em mobilidade urbana, com o metrô e o projeto do VLT em Salvador
Ao sintetizar sua crítica, Loyola afirmou que o cenário político pode ser resumido na comparação entre “20 anos que fez contra quase 16 que nada fez”, em referência direta ao período de gestão do grupo de ACM Neto na capital.
Críticas à gestão municipal de Salvador intensificam embate político
O secretário também direcionou críticas à administração municipal de Salvador ao longo dos últimos anos, destacando indicadores sociais e econômicos que, segundo ele, refletem problemas estruturais não resolvidos. Entre os pontos mencionados, estão:
- Alto custo do IPTU na capital
- Baixos índices de alfabetização infantil
- Elevados níveis de desnutrição entre crianças
- Perda de protagonismo regional de Salvador no Nordeste
Loyola ainda questionou a atuação da prefeitura no campo da mobilidade urbana, afirmando que o sistema de transporte público da capital dependeria fortemente de investimentos do governo estadual, especialmente com a implantação do metrô.
Debate sobre educação e ausência de propostas marca discurso
Outro eixo central das declarações foi a crítica à condução da política educacional municipal. O secretário apontou a ausência de creches e dificuldades na alfabetização na primeira infância, indicando que milhares de crianças não estariam plenamente alfabetizadas ao final do segundo ano do ensino fundamental.
Além disso, Loyola acusou ACM Neto de não apresentar propostas concretas para o estado, limitando-se, segundo ele, a críticas recorrentes relacionadas à gestão fiscal e ao uso de empréstimos pelo governo estadual.
Disputa política antecipa cenário eleitoral na Bahia
As declarações ocorrem em um contexto de intensificação do debate político na Bahia, com foco nas eleições estaduais previstas para outubro. O secretário sustenta que a comparação entre os modelos de gestão — estadual e municipal — será determinante para a decisão do eleitorado.
Para Loyola, a avaliação do histórico administrativo deve prevalecer sobre o discurso político. Ele afirma que a população baiana tende a considerar resultados concretos e políticas públicas implementadas ao longo dos anos, em detrimento de críticas sem apresentação de alternativas.








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