O deputado e ex-ministro da Pesca e Aquicultura André de Paula assumiu, a partir desta quarta-feira (01/04/2026), o comando do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em substituição a Carlos Fávaro, que deixa o cargo para disputar a reeleição ao Senado por Mato Grosso. A transmissão de cargo foi marcada para as 15h, no Auditório da Embrapa, em Brasília, consolidando uma mudança no primeiro escalão do governo federal em uma das pastas mais estratégicas para a economia brasileira. Com trajetória política extensa, experiência administrativa e atuação nos Poderes Executivo e Legislativo, André de Paula chega ao ministério com a missão de dar continuidade às ações voltadas ao fortalecimento do agro, à ampliação da produção sustentável e ao desenvolvimento do setor produtivo nacional.
Trajetória política e experiência administrativa
Natural do Recife, em Pernambuco, André Carlos Alves de Paula Filho é bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Recife. Ao longo da carreira pública, construiu uma trajetória marcada por passagens por diferentes esferas da administração e pela ocupação de cargos de liderança institucional.
Durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, André de Paula comandou o Ministério da Pesca e Aquicultura entre 2023 e 2026. Nesse período, esteve à frente da reconstrução institucional da pasta e da formulação de políticas direcionadas à pesca artesanal, à aquicultura e à produção sustentável, com ênfase em segurança alimentar, geração de emprego e renda e desenvolvimento produtivo.
Antes de retornar ao primeiro escalão do governo federal, o novo ministro também acumulou experiência no Executivo estadual. Em Pernambuco, foi secretário de Produção Rural e Reforma Agrária entre 1999 e 2002, coordenando políticas ligadas ao desenvolvimento agropecuário e ao fortalecimento do setor produtivo. Posteriormente, exerceu o cargo de secretário das Cidades, entre 2015 e 2016, com atuação em políticas urbanas, habitacionais e de infraestrutura.
Passagem pelo Legislativo e funções de liderança
A atuação de André de Paula no Legislativo é um dos principais traços de sua trajetória pública. Ele foi vereador do Recife entre 1989 e 1991, deputado estadual de Pernambuco por dois mandatos, de 1991 a 1999, e deputado federal por seis mandatos consecutivos, entre 1999 e 2023.
Na Câmara dos Deputados, ocupou postos de destaque em comissões e na estrutura de direção da Casa. Entre as funções exercidas, esteve na presidência da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e da Comissão de Legislação Participativa.
Também exerceu funções partidárias e de liderança política, como líder da Minoria, líder do PSD, segundo vice-presidente e quarto secretário da Câmara dos Deputados. No partido, presidiu o PSD em Pernambuco e ocupou o cargo de 2º secretário da Executiva Nacional da legenda, reforçando seu perfil de articulador político.
Produção legislativa e áreas de atuação
Ao longo de sua passagem pelo Congresso Nacional, André de Paula foi autor de proposições em áreas como reforma do Estado, sistema penal, previdência e governança pública. Sua atuação legislativa também incluiu iniciativas voltadas ao desenvolvimento institucional do país.
Esse histórico amplia o perfil com que chega ao Ministério da Agricultura e Pecuária, unindo experiência de formulação política, trânsito institucional e conhecimento acumulado em áreas relacionadas ao setor produtivo e à administração pública.
Novo comando no Mapa e continuidade da agenda do agro
A mudança no Ministério da Agricultura e Pecuária ocorre em um momento de relevância para o setor agropecuário, que mantém peso central na pauta econômica brasileira. Ao assumir o cargo, André de Paula recebe a atribuição de dar continuidade aos trabalhos de fortalecimento do agro brasileiro, conforme a orientação anunciada pelo governo.
O novo ministro assume com um discurso associado à produção sustentável, à expansão da capacidade produtiva e à contribuição do setor para o desenvolvimento econômico do país. Seu histórico recente no Ministério da Pesca e Aquicultura também reforça a vinculação entre produção, sustentabilidade e segurança alimentar, elementos que tendem a dialogar com a nova função.
A saída de Carlos Fávaro, por sua vez, está diretamente ligada ao calendário político-eleitoral. Ex-ministro da Agricultura, ele deixa o posto para disputar a reeleição ao Senado por Mato Grosso, abrindo espaço para a recomposição ministerial promovida pelo governo federal.
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