A Arquidiocese de Feira de Santana divulgou nota nesta segunda-feira (13/04/2026), em defesa do Papa Leão XIV, após críticas feitas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que questionou publicamente a atuação do líder da Igreja Católica em temas internacionais. A manifestação da Igreja local soma-se ao posicionamento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que reiterou apoio ao pontífice, destacando sua missão espiritual e seu compromisso com a paz e a dignidade humana.
A nota da Arquidiocese de Feira de Santana enfatiza que as declarações de Trump revelam “desconhecimento quanto à natureza da missão do Papa”, reforçando que o pontífice não atua como agente político, mas como autoridade moral e espiritual fundamentada no Evangelho e na Doutrina Social da Igreja.
O documento sustenta que a atuação do Papa Leão XIV está orientada pela promoção da paz, do diálogo entre os povos e da dignidade humana, princípios considerados centrais na tradição da Igreja. A Arquidiocese também rejeita qualquer tentativa de enquadrar a ação do pontífice em disputas ideológicas ou geopolíticas.
Em consonância, a CNBB afirmou, em nota oficial, que os bispos brasileiros permanecem unidos ao Papa “na defesa da paz, da dignidade humana e do diálogo entre os povos”, ressaltando que sua autoridade decorre de fundamentos espirituais, e não de interesses políticos.
Críticas de Trump e resposta do Vaticano
As declarações de Donald Trump foram feitas por meio de redes sociais, nas quais o ex-presidente classificou o Papa como “fraco” e o acusou de agir como um líder político ao se posicionar sobre conflitos internacionais, especialmente no Oriente Médio.
A resposta do Papa Leão XIV foi marcada por firmeza e sobriedade. Em declaração pública, o pontífice afirmou não temer pressões políticas e reafirmou seu compromisso com a promoção da paz e a condenação da violência.
A postura adotada pelo Papa mantém a tradição histórica da Santa Sé de se posicionar em temas humanitários globais, especialmente em cenários de guerra, onde a Igreja busca atuar como mediadora moral e voz em defesa das vítimas.
Defesa da paz e condenação da violência
A Arquidiocese de Feira de Santana destacou, em sua manifestação, que o silêncio diante de injustiças representa omissão moral, especialmente em contextos de conflito armado. O documento afirma que nenhuma causa pode justificar o derramamento de sangue inocente.
A nota também reforça que a atuação do Papa Leão XIV está alinhada com princípios históricos da Igreja Católica, que tradicionalmente se posiciona contra guerras e em favor da resolução pacífica de disputas internacionais.
Esse posicionamento ganha relevância no atual cenário global, marcado por tensões no Oriente Médio e por disputas geopolíticas que têm provocado repercussões humanitárias significativas.
Conteúdo integral da nota da Arquidiocese
A Arquidiocese reafirma seu repúdio às declarações de Donald Trump e sustenta que o Papa exerce papel essencial como liderança espiritual global. O texto enfatiza:
- O caráter não político da missão papal
- A centralidade da Doutrina Social da Igreja
- A defesa da paz, do diálogo e da dignidade humana
- A condenação da violência e do derramamento de sangue
A manifestação encerra reiterando apoio ao pontífice e compromisso com os valores cristãos que orientam a atuação da Igreja.









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