Na segunda-feira (13/04/2026), dados divulgados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) indicam que a Bahia consolidou sua posição como principal polo nacional de energias renováveis, com destaque para a liderança na geração eólica e a expansão consistente da energia solar. O estado reúne condições naturais estratégicas, como ventos constantes e alta incidência solar, além de políticas de incentivo que sustentam o crescimento do setor, ampliando investimentos, geração de empregos e impacto econômico nos municípios.
A Bahia ocupa posição de destaque absoluto na geração de energia eólica no Brasil, respondendo por aproximadamente 37% da produção nacional em 2025. O desempenho reflete a consolidação de uma infraestrutura robusta, com 381 usinas em operação e potência outorgada de 11,8 gigawatts (GW).
Os investimentos acumulados no setor já atingem cerca de R$ 77 bilhões, com impacto direto na geração de aproximadamente 118 mil empregos ao longo da cadeia produtiva. Apenas em janeiro de 2026, a produção eólica alcançou 2.498 gigawatts-hora (GWh), volume capaz de atender milhões de residências.
Segundo a SDE, o principal diferencial competitivo do estado é o chamado “corredor de ventos”, caracterizado por ventos constantes, estáveis e com direção predominante, o que assegura elevada eficiência operacional dos parques eólicos instalados.
Expansão da energia solar em ritmo acelerado
No segmento solar, a Bahia também registra crescimento expressivo, consolidando-se como uma das principais referências do Nordeste. O estado conta com 101 usinas em operação, com potência outorgada de 2,97 GW, além de uma geração de 397 GWh em janeiro de 2026.
A expansão não se limita à geração centralizada. A geração distribuída — com sistemas instalados em residências, comércios e propriedades rurais — alcança 2,5 GW de capacidade instalada, estando presente em todos os 417 municípios baianos.
Em 2025, o crescimento foi significativo:
- +16% na geração centralizada
- +23% na geração distribuída
O avanço é sustentado por níveis elevados de irradiação solar, superiores a 6 kWh/m² por dia, combinados à estabilidade climática ao longo do ano, fatores que favorecem a previsibilidade e a eficiência dos sistemas fotovoltaicos.
Impactos econômicos e desenvolvimento regional
Além do papel estratégico na matriz energética, os setores eólico e solar exercem forte influência sobre a economia baiana, especialmente no interior do estado. Durante a implantação dos empreendimentos, há aumento na arrecadação municipal, com destaque para o Imposto Sobre Serviços (ISS).
A instalação de parques e usinas também promove:
- Geração de empregos diretos e indiretos
- Dinamização de cadeias produtivas locais
- Interiorização do desenvolvimento econômico
Esse movimento contribui para reduzir desigualdades regionais e fortalecer economias de municípios historicamente afastados dos grandes centros industriais.
Potencial de expansão e transição energética
A Bahia ainda dispõe de um potencial estimado de centenas de gigawatts para expansão das energias renováveis. As condições naturais favoráveis, aliadas à experiência acumulada na atração de investimentos, posicionam o estado como protagonista na transição energética brasileira.
O modelo adotado combina crescimento econômico com ampliação de uma matriz energética limpa e sustentável, alinhando-se às demandas globais por redução de emissões e diversificação das fontes de energia.











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